Planejamento do Ensino: aprenda como fazer e quais as principais etapas

Foto de mulher realizando planejamento de ensino.

O planejamento do ensino é uma atividade fundamental para qualquer professor que deseja oferecer uma educação de qualidade aos seus alunos. Ele consiste em definir os objetivos, os conteúdos, as metodologias, as avaliações e as ações pedagógicas que serão desenvolvidas ao longo de um período letivo. 

É por meio dele que o professor consegue organizar o seu trabalho, prever as dificuldades, selecionar os recursos didáticos, adequar o currículo à realidade dos alunos e avaliar os resultados alcançados. Neste artigo, vamos apresentar as principais etapas do planejamento do ensino e dar algumas dicas de como realizá-lo de forma eficiente e eficaz. Confira!

O que é o planejamento do ensino?

Conforme explicamos inicialmente, o planejamento do ensino é um processo que envolve a definição de objetivos, conteúdos, metodologias e avaliações de uma ação educativa. Ele visa orientar o trabalho do professor e dos alunos, de forma a garantir a qualidade e a eficácia do processo de ensino-aprendizagem. 

Esse planejamento pode ser realizado em diferentes níveis: anual, bimestral, mensal ou diário. Cada nível de planejamento tem uma função e um grau de detalhamento específicos, mas todos devem estar articulados entre si e com o projeto político-pedagógico da instituição de ensino. 

Trata-se de uma atividade dinâmica e flexível, que deve ser constantemente revisada e ajustada de acordo com as necessidades e os interesses dos alunos, as condições e os recursos disponíveis, e os resultados obtidos.

Planejamento segundo a BNCC

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o planejamento deve ser orientado pelas competências gerais e específicas de cada área de conhecimento e componente curricular, bem como pelos direitos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes.

A BNCC é um documento normativo que estabelece as aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo da educação básica, desde a educação infantil até o ensino médio. 

Ela é organizada por áreas de conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas) e por componentes curriculares (língua portuguesa, arte, educação física, matemática, ciências, história, geografia, ensino religioso e língua estrangeira).

Portanto, o planejamento segundo a BNCC deve considerar os seguintes aspectos:

  • contextualização dos conteúdos, levando em conta as características e as necessidades dos alunos, da escola e da comunidade;
  • articulação entre os diferentes componentes curriculares, promovendo a interdisciplinaridade e a transversalidade dos temas;
  • diversificação das metodologias e das atividades, estimulando a participação ativa, a autonomia e a criatividade dos alunos;
  • avaliação como um processo contínuo e formativo, que acompanha o desenvolvimento dos alunos e orienta as intervenções pedagógicas;
  • flexibilização do tempo e do espaço, adequando-os às demandas e aos interesses dos alunos;
  • integração entre as diferentes modalidades de ensino (presencial, híbrido ou remoto), utilizando as tecnologias digitais como recursos pedagógicos.

Elaborar um planejamento de acordo com a BNCC é um desafio e uma oportunidade para os professores repensarem suas práticas pedagógicas e buscarem uma educação mais significativa, inclusiva e democrática para os seus alunos.

Qual a importância do planejamento do ensino?

Foto de educadores conversando.O planejamento do ensino é uma atividade fundamental para o desenvolvimento da prática educativa, pois permite definir os objetivos, os conteúdos, as metodologias, as estratégias e os recursos didáticos que serão utilizados no processo de ensino-aprendizagem. Ele também possibilita a organização do tempo e do espaço pedagógico, a avaliação dos resultados e a reflexão sobre as ações realizadas.

O planejamento contribui para a qualidade da educação, pois favorece a articulação entre os diferentes níveis e modalidades de ensino, a integração entre as áreas de conhecimento, a interdisciplinaridade e a contextualização dos saberes. Além disso, estimula a participação dos professores, dos alunos e da comunidade escolar na construção coletiva do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola.

Funciona como um instrumento de trabalho que orienta o professor na sua prática docente, mas que não deve ser visto como algo rígido e imutável. Pelo contrário; deve ser flexível e dinâmico, capaz de se adaptar às necessidades e aos interesses dos alunos, às demandas da sociedade e às mudanças da realidade educacional.

Qual é o objetivo do planejamento do ensino?

O objetivo do planejamento do ensino é orientar o professor na condução das atividades pedagógicas, de forma a garantir a coerência, a eficiência e a eficácia do trabalho educativo. 

Seu intuito é atender às necessidades e aos interesses dos alunos, respeitando suas características, ritmos e estilos de aprendizagem. Assim, ele contribui para a articulação entre os diferentes componentes curriculares e para a integração entre a teoria e a prática no processo educativo.

Como fazer planejamento do ensino?

Foto de educadoras realizando planejamento de ensino.

O planejamento deve ser feito de forma participativa e colaborativa, envolvendo todos os sujeitos envolvidos no processo educativo: gestores, professores, alunos e comunidade. O documento precisa ser flexível e dinâmico, permitindo ajustes e revisões ao longo do ano letivo. 

Também é importante que ele seja coerente com a realidade dos alunos e com as demandas sociais e culturais. Além disso, deve ser avaliado constantemente, verificando se os objetivos foram alcançados e se houve aprendizagem significativa. Em suma, as principais características de um planejamento de qualidade são:

  • clareza: deve ser claro e preciso na definição dos objetivos de aprendizagem, dos conteúdos a serem abordados, das estratégias de ensino e das formas de avaliação. Precisa evitar ambiguidades, redundâncias e termos técnicos desnecessários;
  • coerência: deve ser coerente com o projeto pedagógico do curso, com as diretrizes da BNCC (uma exigência da atualidade) e com as expectativas dos alunos. É necessário estabelecer uma relação lógica entre os objetivos, os conteúdos, as metodologias e as avaliações propostas;
  • relevância: deve ser relevante para a formação dos alunos, para a área de conhecimento da disciplina e para a realidade social. Envolve selecionar conteúdos significativos, atualizados e contextualizados, que contribuam para o desenvolvimento de competências e habilidades dos alunos;
  • flexibilidade: deve ser flexível para permitir ajustes e adaptações ao longo do semestre, de acordo com as necessidades e os interesses dos alunos, do professor e da instituição. Precisa prever momentos de revisão, recuperação e aprofundamento dos conteúdos, bem como atividades diversificadas e interdisciplinares;
  • participação: deve ser elaborado com a participação dos alunos, do professor e da coordenação do curso. É importante que seja discutido e negociado com os envolvidos no processo educativo, buscando atender às demandas e às sugestões de todos. Por fim, é necessário divulgá-lo e socializá-lo com a comunidade escolar.

Quais as etapas do planejamento do ensino?

Foto de pedagogos trabalhando.

Você já entendeu que o planejamento é uma atividade essencial para o trabalho docente, pois permite definir os objetivos, os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação de cada disciplina ou curso. Normalmente, ele envolve três etapas principais: o diagnóstico, a programação e a execução.

Diagnóstico 

Consiste em identificar as características dos alunos, as necessidades de aprendizagem, os pré-requisitos e as dificuldades que podem interferir no processo educativo. O diagnóstico também envolve a análise do contexto social, cultural e institucional em que o ensino se desenvolve.

Programação 

Resume-se a elaborar um plano de ensino que contemple os objetivos gerais e específicos da disciplina ou curso, os conteúdos a serem abordados, as estratégias didáticas a serem utilizadas, os recursos materiais e tecnológicos disponíveis e os critérios e instrumentos de avaliação da aprendizagem.

Esses objetivos e conteúdos devem ser articulados, pois relacionam-se entre si. Os conteúdos se agrupam em conceituais, procedimentais e atitudinais, ou seja, o que os alunos devem saber, fazer e ser:

  • Conceituais: aprender a conhecer (conhecimento e diferenciação entre conceitos, informações, princípios, etc), compreender, analisar, refletir, comparar, entre outros;
  • Procedimental: aprender a fazer (o aluno experimenta, realiza ações na busca do conhecimento), escrever, ler, desenhar, usar técnicas, entre outros;
  • Atitudinal: aprender a ser (relacionados aos comportamentos esperados dos alunos), cooperar, ser solidário, respeitar, etc.

Execução 

Envolve colocar em prática o plano de ensino, seguindo as orientações previstas na programação. A execução também envolve o acompanhamento e a orientação dos alunos, a realização das atividades propostas, a verificação da aprendizagem e a revisão do plano de ensino sempre que necessário.

Avaliação

Exige verificar o grau de alcance dos objetivos propostos, ou seja, o que os alunos efetivamente aprenderam. A avaliação deve ser contínua, formativa e diagnóstica, utilizando diferentes instrumentos e critérios. Ela deve servir como feedback para o professor e para os alunos, permitindo a revisão e o aprimoramento do planejamento do ensino.

Quais os principais desafios na implementação do planejamento de ensino?

Os maiores desafios na implantação do planejamento de ensino são:

  • adequação do currículo às necessidades e interesses dos alunos, considerando as diversidades culturais, sociais e individuais;
  • articulação entre os objetivos, os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação, buscando a coerência e a integração entre as diferentes áreas do conhecimento;
  • participação efetiva dos professores, dos alunos e da comunidade escolar na elaboração, na execução e na revisão do planejamento de ensino, favorecendo o diálogo e a construção coletiva;
  • flexibilidade e a criatividade para adaptar o planejamento de ensino às situações imprevistas, aos problemas emergentes e às novas demandas educacionais;
  • atualização constante dos professores em relação aos avanços científicos, tecnológicos e pedagógicos, bem como às políticas educacionais vigentes;
  • utilização de recursos didáticos variados e adequados aos objetivos e aos conteúdos propostos, estimulando a curiosidade, a investigação e a autonomia dos alunos;
  • avaliação contínua e formativa do processo de ensino-aprendizagem, visando à melhoria da qualidade educacional e ao desenvolvimento integral dos alunos.

Conclusão

Neste artigo, você viu que o planejamento do ensino é um processo dinâmico e contínuo, que requer reflexão, pesquisa, diálogo e criatividade dos professores. Ele é essencial para garantir um ensino de qualidade, interessante e eficaz para os alunos. Além disso, ele contribui para a organização, a autonomia e a satisfação dos professores em sua prática docente.

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