Altas habilidades em foco: como identificar e incluir estudantes superdotados?

Altas habilidades em foco: como identificar e incluir estudantes superdotados?

Criança fazendo um trabalho de robótica

É cada vez mais comum nos impressionarmos com as habilidades e os conhecimentos das crianças e adolescentes, especialmente diante da facilidade com que lidam com tecnologias, aprendem sozinhos por meio da internet ou demonstram interesse por assuntos específicos desde muito cedo, não é mesmo?! No entanto, vale destacar: embora esses comportamentos estejam diretamente ligados à inteligência e à curiosidade, eles nem sempre são indicativos de altas habilidades ou superdotação.

Esse assunto, na verdade, costuma despertar muitas dúvidas nos pais, responsáveis e professores – afinal, como diferenciar um aluno curioso e talentoso de alguém que realmente apresenta características fora da curva? Reconhecer os sinais de superdotação (ou de altas habilidades) exige olhar atento, sensibilidade e informação adequada para identificar potenciais que, muitas vezes, passam despercebidos no cotidiano escolar.

Para entender melhor esse assunto e descobrir, de fato, quando uma criança ou adolescente é considerada superdotada, que tal começarmos do começo?

Compreendendo o que são altas habilidades e superdotação

Antes de tudo, é importante desmistificar o conceito de altas habilidades e superdotação. Diferente do que muita gente pensa, ser superdotado vai muito além de tirar notas altas, dominar um conteúdo ou aprender com facilidade. A superdotação envolve um conjunto de características cognitivas, criativas, socioemocionais e motivacionais que se manifestam de maneira diferenciada.

Embora muitos profissionais considerem que apenas crianças com QI (Quociente de Inteligência) acima da média possam ser classificadas como superdotadas, essa visão não é unânime. Diversos especialistas defendem uma abordagem mais ampla, que também reconhece como superdotadas aquelas crianças que demonstram altas habilidades em diferentes áreas do conhecimento.

De acordo com a Política Nacional de Educação Especial, de 1994, são considerados alunos com altas habilidades e/ou superdotação aqueles que apresentam “notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica específica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes e capacidade psicomotora.”

Apesar dessas diferentes perspectivas, existe um ponto de consenso: crianças que apresentam desempenho acima do percentil 97 em testes padronizados de inteligência – o que corresponde a um QI igual ou superior a 130 – são oficialmente reconhecidas como superdotadas segundo os critérios utilizados no Brasil.

No entanto, é fundamental ressaltar que a identificação de crianças com altas habilidades ou superdotadas não deve se restringir a testes de QI. O diagnóstico precisa ser abrangente, considerando também avaliações emocionais e comportamentais, conduzidas sempre por uma equipe multidisciplinar especializada. Só assim é possível reconhecer de maneira adequada esses talentos e oferecer o suporte necessário para que eles se desenvolvam de forma plena e saudável.

Superdotação e altas habilidades: as dificuldades por trás da identificação

Criança com os braços cruzado e uma das mãos no queixo, no fundo, uma lousa com figuras desenhadas em giz.

A Mensa, associação internacional composta por pessoas com QI elevado, estima que cerca de 2% da população mundial possuam altas habilidades ou superdotação. No Brasil, a entidade calcula que o número de pessoas com essas características chegue a 4 milhões.

Apesar dos números expressivos, a identificação oficial ainda é um grande desafio. Isso porque o Brasil não conta com políticas públicas bem estruturadas para o mapeamento adequado de indivíduos superdotados.

Como consequência, a mensuração acaba se limitando ao ambiente escolar, dificultando e atrasando o reconhecimento de jovens talentos – em especial das crianças e adolescentes cujas habilidades que se manifestam fora dos padrões acadêmicos tradicionais. Isso não apenas prejudica o desenvolvimento integral desses alunos, como também impede que a sociedade reconheça e aproveite esses talentos.

Para se ter uma ideia, o Censo Escolar 2024, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), registrou aproximadamente 44 mil estudantes com indicativo de superdotação matriculados nas escolas brasileiras. No entanto, segundo dados da Associação Mensa Brasil, apenas 5 mil pessoas no país possuem o reconhecimento oficial de superdotação – sendo 1,9 mil crianças e adolescentes e 3,1 mil adultos.

O que essa discrepância revela? Que o número real de pessoas com altas habilidades ou superdotação é, muito provavelmente, bem maior do que os dados oficiais conseguem identificar. Somando a ausência de políticas públicas eficazes, a escassez de formação adequada para educadores e a limitação de instrumentos de avaliação realmente abrangentes, como resultado, muitos desses talentos permanecem invisíveis – e, sem o reconhecimento e o suporte adequado, essas crianças e adolescentes acabam tendo seu potencial desperdiçado.

Diante disso tudo, é fundamental que pais, responsáveis, professores e escolas estejam atentos aos sinais que podem indicar que uma criança ou adolescente possui altas habilidades ou superdotação. Afinal, reconhecer essas características desde cedo é o primeiro passo para oferecer o suporte necessário e criar um ambiente estimulante, acolhedor e desafiador, que favoreça o desenvolvimento pleno desses estudantes – tanto no âmbito acadêmico quanto no emocional e social.

Como identificar alunos superdotados

cartilha Saberes e práticas da inclusão – Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com altas habilidades/ superdotação, elaborada pelo Ministério da Educação por meio da Secretaria de Educação Especial, apresenta uma série de traços e características comumente observados em estudantes com esse perfil.

Vale ressaltar que esses sinais podem auxiliar – e muito! – educadores e famílias na identificação precoce de crianças e adolescentes com indicativo de superdotação ou altas habilidades. Entre as características destacadas pela publicação, estão:

  • • Grande curiosidade sobre objetos, situações ou eventos;

  • • Tendência a iniciar atividades por conta própria e a perseguir interesses pessoais;

  • • Originalidade na expressão oral e escrita, com produção constante de ideias criativas e não convencionais;

  • • Talento incomum para expressões artísticas, como música, dança, teatro, desenho, entre outras;

  • • Facilidade em apresentar soluções alternativas para os problemas;

  • • Capacidade de buscar por soluções para problemas difíceis ou complexos;

  • • Habilidade de julgamento acima da média, com percepção de implicações e consequências;

  • • Capacidade de estabelecer conexões entre fatos, informações ou conceitos que, à primeira vista, parecem não estar relacionados;

  • • Aprendizado rápido e eficaz, especialmente nas áreas que despertam seu interesse;

  • • Desenvolvimento de interesses e habilidades específicas de maneira aprofundada;

  • • Preferência por interações com pessoas que tenham nível intelectual semelhante;

  • • Tédio ou aborrecimento diante da repetição e da rotina;

  • • Senso de humor altamente desenvolvido;

  • • Comportamento inquieto, questionador e por vezes considerado “inconveniente” em contextos tradicionais;

  • • Dificuldade em concluir tarefas escolares quando não se sentem desafiados ou estimulados;

  • • Entre outras.

Aqui, dois pontos merecem uma atenção especial:

  1. Diferente do que muita gente imagina, nem todos os estudantes com altas habilidades ou superdotação apresentam um bom desempenho escolar. Muitos, inclusive, tiram notas baixas ou demonstram desinteresse pelas aulas por não se sentirem estimulados, ou compreendidos no ambiente escolar.

  2. Uma criança ou adolescente superdotado não precisa, necessariamente, apresentar todas essas características para ser reconhecido como tal.

Educação inclusiva: estratégias para atender – e entender – alunos com altas habilidades e superdotação

Sala de aula de robótica com meninas estudando.

Incluir estudantes com altas habilidades ou superdotação no ambiente escolar não significa apenas reconhecê-los. É preciso garantir que suas necessidades específicas sejam atendidas de forma acolhedora, respeitosa e, ao mesmo tempo, desafiadora. Isso exige um compromisso real da escola com uma educação verdadeiramente inclusiva – isto é, que reconheça a diversidade como riqueza, que respeite as diferenças e ofereça oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem de acordo com o ritmo, os interesses e os talentos de cada aluno.

A seguir, reunimos algumas estratégias que podem ser adotadas por educadores e instituições de ensino para promover um ambiente mais inclusivo e estimulante para alunos com altas habilidades ou superdotação. Confira:

1. Adaptação curricular

A flexibilização do currículo é uma das estratégias mais eficazes para atender às necessidades dos alunos com altas habilidades ou superdotação. Isso significa oferecer experiências de aprendizagem mais complexas, instigantes e alinhadas aos interesses e talentos de cada estudante. Isso pode incluir:

  • • Aprofundamento dos conteúdos já trabalhados em sala de aula;

  • • Inserção de temas interdisciplinares que estimulem o pensamento crítico e criativo;

  • • Propostas de pesquisa autônoma ou projetos autorais;

  • • Atividades com níveis crescentes de desafio, que desenvolvam a autonomia intelectual;

  • • Exploração de temas avançados ou relacionados à vivência acadêmica e científica.

O objetivo é garantir que esses estudantes se sintam desafiados e motivados. Afinal, quando a escola reconhece o potencial desses alunos e valoriza o ritmo e a profundidade com que aprendem, ela está contribuindo diretamente para o desenvolvimento pleno deles.

2. Projetos extracurriculares

Participar de feiras científicas, competições acadêmicas, oficinas artísticas, programas de iniciação científica ou das Olimpíadas do Conhecimento – como a Olimpíada Brasileira de Matemática, a Olimpíada Brasileira de Linguística, o Torneio Brasileiro de Jovens Físicos e o Torneio Brasil de Robótica – TBR, por exemplo – pode ser bastante motivador para os alunos com altas habilidades.

Essas iniciativas não só permitem que os estudantes expandam seus horizontes, desenvolvam habilidades socioemocionais e estabeleçam novas metas para o seu percurso formativo, como também oportunizam momentos de interação com colegas que partilham dos mesmos interesses e habilidades.

Você sabia que algumas universidades brasileiras realizam trabalhos com grupos de pesquisas através da observação e prática, com estudantes com sinais de habilidades incomuns, a fim de contribuir com o desenvolvimento de estudantes com altas habilidades e ampliar o repertório de literaturas? A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é uma delas! Será que a universidade da sua cidade pode ajudar a sua escola com essa demanda?

3. Valorização das múltiplas inteligências

Como já vimos, a superdotação não se limita ao desempenho acadêmico tradicional – ela pode se manifestar em diferentes áreas do conhecimento e em diversas formas de expressão. Por isso, é fundamental que a escola adote uma abordagem pedagógica que reconheça e valorize os diversos perfis de inteligência entre os estudantes.

E aqui, neste contexto, é importante falar rapidamente sobre a Teoria das Múltiplas Inteligências, desenvolvida pelo psicólogo cognitivo e educacional norte-americano Howard Gardner. Segundo ele, a inteligência humana não é padronizada, mas sim composta por diferentes capacidades que se desenvolvem de formas distintas em cada indivíduo. De acordo com Gardner, existem 8 tipos principais de inteligência:

  • • Lógico-matemática.

  • • Linguística.

  • • Musical.

  • • Corporal-cinestésica.

  • • Espacial.

  • • Interpessoal.

  • • Intrapessoal.

  • • Naturalista.

Reconhecer essas múltiplas formas de inteligência é essencial para criar ambientes escolares mais inclusivos, nos quais cada aluno possa desenvolver seus talentos de maneira integral.

4. Acolhimento emocional e incentivo ao autoconhecimento

Muitas vezes, os estudantes com altas habilidades ou superdotação se sentem incompreendidos e não acolhidos no ambiente escolar. É comum, por exemplo, que eles enfrentem dificuldades de socialização ou se sintam isolados dos colegas – e isso pode gerar quadros de ansiedade, frustração e desmotivação.

Por isso, muito mais que reconhecer o talento desses alunos, é fundamental que a escola promova um ambiente emocionalmente seguro, onde eles possam expressar seus sentimentos, desenvolver vínculos saudáveis e compreender melhor quem são.

Outro ponto fundamental para que o estudante identificado com altas habilidades e superdotação se sinta seguro e motivado, é a valorização e reconhecimento do seu esforço dedicado na realização da atividade proposta e do resultado obtido. Tal postura, tanto por parte da escola ou da família, contribui para o desenvolvimento da inteligência emocional do aluno, bem como a aquisição de sua maturidade global.

Nesse contexto, o suporte psicológico, o estímulo ao autoconhecimento e iniciativas que reforcem a autoestima são ferramentas indispensáveis.

5. Formação continuada para educadores

Os responsáveis por identificar e diagnosticar uma pessoa com altas habilidades e/ou superdotação são os profissionais da área da saúde (pediatra, neurologista, psiquiatra e neuropsicólogo), assim como para pessoas neurodivergentes.

Investir em capacitações que abordem temas como educação inclusiva, neurodiversidade, altas habilidades, desenvolvimento cognitivo e práticas pedagógicas diferenciadas é essencial para ampliar o repertório dos professores.

A formação constante ainda ajuda a desconstruir os mitos em torno dos alunos superdotados e promover um ambiente escolar mais sensível às particularidades desses estudantes.

Altas habilidades e superdotação: caminhos para uma educação realmente inclusiva

Reconhecer e incluir estudantes com altas habilidades ou superdotação é um compromisso que exige atenção, sensibilidade e conhecimento por parte das famílias, educadores e instituições de ensino. Muito mais que rotular ou isolar esses talentos, trata-se de criar condições para que esses alunos possam florescer e se desenvolver plenamente em sua singularidade – sendo desafiados, acolhidos e compreendidos em suas múltiplas dimensões.

Investir em uma educação verdadeiramente inclusiva significa não apenas atender às necessidades específicas desses estudantes, mas também valorizar a diversidade e promover o desenvolvimento pleno de todos. Afinal, quando a escola reconhece e cultiva os talentos de cada um, todos ganham: o indivíduo, a comunidade e a sociedade como um todo, não é mesmo?!

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Habilidades socioemocionais e autismo: como desenvolvê-las em sala de aula?

Habilidades socioemocionais e autismo: como desenvolvê-las em sala de aula?

Group of elementary students having fun during break time

Desenvolver a capacidade intelectual e cognitiva dos estudantes é, sem dúvida, uma parte fundamental do processo educativo. No entanto, não é de hoje que a educação reconhece que preparar os alunos para os desafios da vida exige muito mais do que o domínio de conteúdos acadêmicos.

A formação integral reconhece o sujeito em sua totalidade (cognitivo + físico + socioemocional). Isso significa que a educação deve desenvolver também habilidades como empatia, resiliência, cooperação, responsabilidade e autoconhecimento – competências cada vez mais valorizadas no mundo contemporâneo.

Afinal, o que são habilidades socioemocionais?

As habilidades socioemocionais podem ser definidas como a capacidade do ser humano de reconhecer, compreender e gerenciar as próprias emoções, assim como perceber e lidar de forma respeitosa com os sentimentos das outras pessoas. Em suma, muito mais que competências individuais, essas habilidades estão diretamente ligadas à construção de relações interpessoais saudáveis.

É nesse contexto que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece o desenvolvimento das competências socioemocionais como parte integrante da formação dos estudantes – um compromisso que deve estar presente não só no currículo, mas também na prática pedagógica e na cultura da escola.

Mais do que cumprir uma exigência legal, essa diretriz convida educadores, famílias e instituições de ensino a enxergarem a educação como um processo que vai além do domínio de conteúdos acadêmicos. Trabalhar as habilidades socioemocionais em sala de aula é preparar os estudantes para a vida em sociedade.

Habilidades socioemocionais e autismo: caminhos possíveis

A escola tem a função social de ser espaço plural e inclusivo. Diante disso, quando pensando na inclusão de estudantes “neurodivergentes”, é de sua importância o professor considerar o desenvolvimento das habilidades socioemocionais, em sua prática.

Crianças e adolescentes com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem apresentar dificuldades na comunicação, compreensão de expressões emocionais e interações sociais. Por isso, trabalhar essas competências de forma sensível e adaptada contribui não só para o desenvolvimento individual, como também para a construção de uma cultura escolar mais inclusiva, respeitosa e empática.

Promover a inclusão significa reconhecer e valorizar as diferentes formas de sentir, pensar e se expressar. E nesse sentido, as habilidades socioemocionais funcionam como pontes que aproximam os estudantes e ampliam as possibilidades de convivência e aprendizado mútuo.

Como trabalhar as habilidades socioemocionais em sala de aula?

A escola é um espaço de convivência, troca e aprendizado – e isso vai muito além dos conteúdos acadêmicos, não é mesmo? É também um ambiente onde se aprendem valores, atitudes e sentimentos. Justamente por ser um espaço construído a partir das relações sociais e da diversidade, ele se torna o local perfeito para promover o desenvolvimento das habilidades socioemocionais da infância à adolescência.

Nesse contexto, é papel do educador em parceria com a família, criar um ambiente seguro e acolhedor, onde todos os estudantes possam expressar suas emoções, lidar com frustrações, desenvolver a empatia e fortalecer o respeito às diferenças.

A seguir, separamos algumas dicas para trabalhar as competências socioemocionais em sala de aula, com foco especial em crianças e adolescentes do espectro autista. Confira:

  1. Incentive a troca de experiências
    Que tal incluir na rotina da sua turma momentos dedicados ao compartilhamento de sentimentos, experiências e opiniões? Essa é uma excelente maneira de fortalecer a empatia, o respeito e a escuta ativa, além de promover um ambiente mais acolhedor, colaborativo e aberto ao diálogo. Para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), isso pode ser feito por meio de recursos visuais, histórias sociais, jogos simbólicos ou mesmo diários ilustrados.
  2. Estimule o trabalho colaborativo
    Atividades em grupo, quando bem mediadas, ajudam a desenvolver habilidades como cooperação, respeito e resolução de conflitos. No caso de alunos que estão dentro do espectro autista, é importante que essas dinâmicas sejam bem estruturadas, com papéis definidos e objetivos claros, respeitando os limites e preferências individuais.
  3. Promova projetos interdisciplinares
    Integrar diferentes disciplinas com temas transversais (diversidade, cidadania, ética e sustentabilidade) não só ajuda a ampliar a visão de mundo dos alunos e a desenvolver valores humanos, como também estimula reflexões profundas sobre o mundo em que vivem. Recursos multisensoriais, como vídeos, objetos concretos, música ou dramatizações são ótimas opções para facilitar a compreensão e engajamento de crianças e adolescentes com autismo.
  4. Utilize a literatura
    Além de abrir portas para universos mágicos e transmitir conhecimentos, os livros também são poderosos aliados no desenvolvimento das habilidades socioemocionais. Recursos como leitura mediada e dramatização podem enriquecer a experiência dos alunos que estão dentro do espectro autista. Por meio das histórias, os estudantes podem se conectar com personagens, vivenciar dilemas e refletir sobre emoções, escolhas e consequências, por exemplo. Esse tipo de experiência favorece o desenvolvimento da empatia, do autoconhecimento e do senso crítico.
  5. Promova a autoestima
    Fortalecer a autoestima é fundamental para o desenvolvimento emocional de qualquer estudante – e, no caso de crianças e adolescentes com TEA, esse cuidado deve ser ainda mais presente. Reconhecer o esforço, a dedicação e os pequenos avanços cotidianos fazem toda a diferença. Murais de conquistas, certificados simbólicos e cartões de incentivo são ótimas estratégias para mostrar aos alunos que cada passo – por menor que ele seja – é uma vitória a ser celebrada.
  6. Aposte em feedbacks construtivos e na mediação de conflitos
    É natural que, em um ambiente de convivência, surjam conflitos entre os alunos – afinal, discordar de opiniões, lidar com frustrações ou enfrentar desafios em grupo faz parte das interações humanas, não é mesmo?! No entanto, mais do que evitar os conflitos, o papel da escola é transformá-los em oportunidades de aprendizado.

    A mediação desses momentos ajuda os estudantes a compreender diferentes pontos de vista, desenvolverem habilidades de negociação, escuta e autorregulação emocional. Além disso, oferecer feedbacks construtivos, que valorizam o esforço e o progresso, fortalece a autoconfiança e motiva a melhoria contínua.

    No caso de crianças e adolescentes autistas, é legal utilizar reforços positivos imediatos e claros, destacando comportamentos respeitosos e atitudes de cooperação. Ah, lembre-se que consistência e previsibilidade são muito importantes para os alunos “neurodivergentes”.

Investir no desenvolvimento das habilidades socioemocionais não é apenas uma escolha pedagógica: é um compromisso com a formação de indivíduos mais conscientes, resilientes e preparados para lidar com os desafios do mundo contemporâneo. E quando falamos de inclusão – especialmente de estudantes autistas – esse compromisso se torna ainda mais significativo.

E para que isso aconteça, é essencial cultivar uma cultura que valorize o afeto, a empatia e o desenvolvimento emocional como pilares do processo de ensino-aprendizagem. Quando escola e família caminham juntas nesse propósito, os resultados vão muito além do desempenho escolar: refletem na vida, nas relações e no futuro de cada aluno.

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Educação midiática e fake news: como educar crianças e adolescentes em tempos de desinformação?

Educação midiática e fake news: como educar crianças e adolescentes em tempos de desinformação?

Colagem de fotos compostas de orelhas fechadas de menina chocada bullying falso promover lavagem cerebral de culpa de ponto de mão isolada em fundo pintado

Vivemos em uma era em que a informação circula em uma velocidade impressionante – e, muitas vezes, sem qualquer tipo de verificação. São notícias, anúncios, redes sociais, TV, e-mails… a lista é interminável! E diante desse volume massivo de informações que chega até nós diariamente, uma coisa é certa: desenvolver a capacidade de analisar, interpretar e interagir criticamente com a mídia se tornou uma habilidade essencial para todos. Afinal, nem tudo o que vemos, ouvimos ou lemos é confiável, não é mesmo?!

A verdade é que, em meio a tanto conteúdo – seja ele verdadeiro, distorcido ou completamente falso -, o excesso de informação pode facilmente confundir o senso crítico até mesmo dos adultos. Agora imagine o impacto disso sobre crianças e adolescentes, que ainda estão construindo sua percepção de mundo?

Redes sociais, aplicativos de mensagens, vídeos curtos, memes e conteúdos virais fazem parte da rotina de milhões de pessoas – especialmente dos mais jovens – e moldam, em muitos casos, sua forma de pensar, sentir, aprender, se comunicar e se relacionar com o mundo.

É justamente por isso que a educação midiática precisa ganhar espaço nas escolas, nas famílias e em todos os ambientes de formação. Isso porque muito mais que ajudar no combate à desinformação, ela também promove o pensamento crítico, o uso ético da informação e a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis no ambiente digital que, hoje, é uma verdadeira extensão da vida real.

Isso significa que, mais do que nunca, educar para o consumo consciente e responsável da informação é fundamental. E isso precisa começar desde cedo, viu?! Mas afinal, como garantir que os jovens saibam diferenciar o que é fato do que é boato? Como ajudá-los a desenvolver uma leitura crítica da informação? Vamos juntos descobrir?

O que é educação midiática?

Em suma, a educação midiática pode ser definida como o processo de desenvolver, desde cedo, o pensamento crítico em relação à mídia, à informação e suas influências na sociedade. Muito mais que ensinar a utilizar ferramentas digitais, trata-se de formar cidadãos capazes de compreender como as informações são produzidas, compartilhadas e consumidas.

Explicando de maneira mais ampla, a educação midiática envolve um conjunto de competências e habilidades que permitem às pessoas analisar, interagir, compartilhar e produzir conteúdos de forma crítica e responsável. Isso inclui questionar as intenções por trás de uma notícia, identificar fontes confiáveis e refletir sobre o impacto das mensagens no comportamento individual e coletivo, por exemplo.

Por que é importante falar sobre fake news com crianças e adolescentes?

À primeira vista, pode parecer que o tema “fake news” é complexo ou distante da realidade das crianças e adolescentes, mas a verdade é que a desinformação já faz parte do cotidiano de muitos deles – especialmente neste mundo cada vez mais conectado, onde o acesso à informação acontece, muitas vezes, sem a mediação dos adultos.

Para se ter uma ideia, de acordo com a pesquisa Tic Kids Online Brasil 2022, 43% das crianças e adolescentes não sabem verificar se uma informação on-line é verdadeira ou falsa. Preocupante, não é mesmo?! Mas não para por aí! Esse dado ganha ainda mais peso quando consideramos que, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa DataSenado, 91% dos brasileiros reconhecem que as fake news têm o poder de influenciar a opinião pública.

Acredite, mesmo entre crianças e adolescentes, as notícias falsas têm o poder de influenciar opiniões, comportamentos e até mesmo de impactar decisões importantes. Por isso, é essencial abordar esse assunto desde a infância, promovendo o desenvolvimento do pensamento crítico e da autonomia na análise de conteúdos consumidos nas mídias, sejam elas digitais ou tradicionais.

Falar sobre fake news com crianças e adolescentes é, na prática, um passo importante para formar cidadãos mais conscientes, éticos e bem preparados para navegar pela sociedade on-line e off-line. É também uma forma de desenvolver valores e habilidades importantes, como a empatia, a responsabilidade e o respeito à diversidade de ideias, por exemplo. É educando sobre os perigos da desinformação e como lidar com ela que podemos criar um ambiente digital mais seguro e saudável para todos.

O papel da família e da escola no ensino da educação midiática

A formação para o uso ético e consciente da informação não pode ser responsabilidade exclusiva da escola, tampouco apenas da família. É preciso que ambas as instituições caminhem juntas na missão de preparar crianças e adolescentes para lidar com os desafios do mundo digital.

Pais e responsáveis precisam estar atentos – e muito! – aos conteúdos que os filhos consomem, conversando abertamente sobre o que veem, ouvem e compartilham. Vale ressaltar que esse acompanhamento não precisa ser rígido, mas deve ser próximo e promover reflexões que ajudem os filhos a desenvolverem critérios para avaliar o que é confiável e o que não é.

Ao mesmo tempo, a escola tem um papel fundamental na construção do pensamento crítico. Portanto, incorporar práticas de educação midiática ao currículo escolar – como a própria BNCC (Base Nacional Comum Curricular) prevê – permite que os estudantes não só compreendam como a informação é produzida, distribuída e recebida, como também desenvolvam a responsabilidade digital.

Mais que uma habilidade, a educação midiática é uma necessidade. Quanto mais cedo as crianças e os adolescentes forem orientados a identificar e combater a desinformação, mais preparados estarão para agir com autonomia, segurança e responsabilidade em um mundo cada vez mais conectado e influenciado pela informação.

Mas afinal, como promover a educação midiática na prática?

Promover a educação midiática no dia a dia é mais simples do que parece. A seguir, listamos algumas estratégias que podem ser aplicadas em casa ou na escola para ajudar crianças e adolescentes a se tornarem consumidores e produtores de informação mais críticos e conscientes. Confira!

1. Estimule a curiosidade e o questionamento

Ensinar as crianças e adolescentes a não aceitarem tudo como verdade absoluta é o primeiro passo. Em um mundo repleto de informações, é fundamental deixar claro que, como diz o ditado, “nem tudo que reluz é ouro” – em outras palavras: nem tudo que aparece na internet (ou em outras mídias) é verdade!

Estimule-os a fazer perguntas como:

– Quem publicou essa informação?

– Essa fonte é confiável?

– Há outros lugares dizendo o mesmo?

– Essa notícia faz sentido ou parece exagerada?

Estes questionamentos ajudam a desenvolver autonomia intelectual, senso crítico e responsabilidade no consumo e compartilhamento de conteúdos nas mídias.

2. Utilize exemplos do cotidiano

Uma maneira eficaz de ensinar sobre educação midiática é usar exemplos que façam parte do cotidiano dos jovens. Apresentar casos reais de fake news – como boatos que circularam nas redes sociais ou notícias falsas que ganharam repercussão – é uma ótima maneira de convidar as crianças e adolescentes a analisar como essas informações se espalham, quem se beneficia com isso e quais foram seus impactos na sociedade.

Ah, vale lembrar que o conteúdo deve ser sempre adaptado à faixa etária dos filhos ou alunos, viu?!

3. Incentive a checagem e o cruzamento de fontes

Conferir a veracidade de uma informação não é desconfiança exagerada. Em tempos de fake news, na verdade, é uma necessidade. Por isso, estimule crianças e adolescentes a não se contentar apenas com a primeira notícia que encontram, mas a buscar diferentes fontes para confirmar – e comparar – os dados. Explique a importância de consultar sites confiáveis, veículos jornalísticos reconhecidos e canais oficiais.

4. Utilize a mídia como aliada no processo educativo

A mídia não precisa – e nem pode – ser apenas um objeto de análise. Ela também deve ser uma grande parceira na aprendizagem das crianças e adolescentes. Podcasts, vídeos, reportagens, memes, redes sociais e até jogos digitais são recursos valiosos para ensinar sobre o funcionamento da mídia, a construção das narrativas e o combate à desinformação.

Além disso, ao utilizar a mídia como ferramenta pedagógica, mostramos aos estudantes que ela pode ser um instrumento de conhecimento, expressão e transformação social, desde que usada com consciência, ética e responsabilidade, é claro!

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A importância da Agenda 2030 e do desenvolvimento sustentável na educação

A importância da Agenda 2030 e do desenvolvimento sustentável na educação

SDG or sustainable development goals by united nations outline concept. Interlinked global social target to reach in future vector illustration. Hunger, health, poverty, education and climate action.
Sejamos sinceros: a necessidade de construir uma sociedade mais sustentável e consciente nunca foi tão urgente, não é mesmo? De uns anos para cá, o desenvolvimento sustentável deixou de ser apenas um conceito distante e passou a fazer parte das discussões diárias nas mais diferentes esferas da nossa vida. Seja nas conversas casuais com os amigos e vizinhos sobre as mudanças climáticas, nas discussões entre gestores públicos sobre a necessidade de implementar práticas mais sustentáveis nas cidades ou nos debates promovidos nas salas de aula sobre a importância dos alunos refletirem sobre seus direitos, deveres, compromissos e responsabilidades, por exemplo, uma coisa é fato: as questões globais e seus impactos locais estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. E não poderia ser diferente. Além de vivenciarmos, na prática, os desafios e a urgência do desenvolvimento sustentável, o tema ainda conta com o respaldo de organizações internacionais de grande relevância, como a ONU (Organização das Nações Unidas) — o que reforça ainda mais sua importância.

O que é a Agenda 2030?

Um dos principais marcos desse compromisso global é a Agenda 2030, um plano de ação criado pela ONU, que reúne 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Essa iniciativa visa direcionar esforços para a construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e sustentável, abordando questões fundamentais e de extrema importância, como:
Muito mais que um compromisso entre as nações, a Agenda 2030 é um chamado à ação para governos, empresas e toda a sociedade. Afinal, além de estabelecer diretrizes globais, ela convida cada indivíduo e instituição a refletir sobre seu papel na construção de uma sociedade e de um futuro mais justo e sustentável — e é aqui que a escola se torna uma peça-chave!

O papel da educação no desenvolvimento sustentável

Isso porque a educação desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos críticos, conscientes e preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Ao levar a pauta do desenvolvimento sustentável para dentro da sala de aula, os educadores não apenas conscientizam os alunos sobre a importância da preservação ambiental, da inclusão social e do desenvolvimento econômico sustentável, como também incentivam a busca por soluções inovadoras e responsáveis para os desafios do hoje e do amanhã.

Habilidades para o século XXI

E mais: integrar a Agenda 2030 ao processo educativo também fortalece o desenvolvimento de habilidades essenciais para o século XXI, como:
  • Autonomia
  • Resiliência
  • Proatividade
  • Empatia
  • Colaboração
Assim, muito mais que compreender a complexidade dos problemas globais, os estudantes também aprendem de que forma podem se tornar agentes transformadores de suas próprias comunidades e realidades.

A Agenda 2030 no Compartilha

Em suma, trazer os princípios da Agenda 2030 para o ensino é um compromisso — e um dever — com a formação de cidadãos capazes de atuar de forma ativa na construção de um futuro sustentável. No Compartilha, incorporamos o tema do desenvolvimento sustentável no material do professor do Ensino Fundamental Anos Finais.

Projetos que conectam conhecimento, reflexão e ação

Além de adotar uma aprendizagem baseada em projetos, o material alia conhecimento, reflexão e ação, estimulando uma análise aprofundada dos desafios do mundo contemporâneo e incentivando a busca por soluções voltadas ao bem comum. Questões como:
  • Escassez de água e energia
  • Erradicação da pobreza
  • Erradicação da fome
São trabalhadas de forma contextualizada, promovendo o pensamento crítico e o engajamento dos alunos.

Educação como caminho para um futuro melhor

Afinal, se desejamos um futuro melhor, é essencial começar pela educação das novas gerações, formando cidadãos capazes de transformar conhecimento em ação e impacto positivo na sociedade, não é mesmo?

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Roteiro de estudos: o caminho para a autonomia do estudante

Roteiro de estudos: o caminho para a autonomia do estudante

Portrait child boy studying at home on laptop

Estudar sem uma estratégia bem definida pode tornar o processo de aprendizagem bastante cansativo e pouco produtivo, fazendo com que o aluno tenha dificuldade de assimilar o conteúdo e, por vezes, perca o foco no meio do caminho. A verdade é que, sem um plano estruturado, o estudante pode se sentir sobrecarregado, desmotivado e até mesmo frustrado com a falta de progresso. Por isso, adotar métodos eficazes de estudo não só otimiza o aprendizado, como também torna a jornada mais leve e organizada. 

Neste sentido, o roteiro de estudos se destaca como uma ferramenta valiosa, permitindo que o aluno não só crie uma sequência lógica de aprendizado, como também distribua melhor seu tempo e mantenha o foco em seus objetivos. Com um roteiro de estudos, um planejamento adequado, empenho e disciplina, qualquer matéria ou conteúdo pode ser estudado de maneira mais estratégica e eficiente.


Mas, afinal, o que é um roteiro de estudos?

Um roteiro de estudos é um planejamento que define o que, quando e como estudar. Podendo ser em formato semanal, quinzenal ou mensal, o roteiro de estudos funciona como um guia que ajuda o aluno a distribuir melhor seu tempo de estudo, evitar a procrastinação, priorizar conteúdos mais desafiadores e revisar matérias já aprendidas.

Basicamente, um roteiro de estudos serve para ajudar os estudantes a desenvolverem disciplina, organização, autonomia e responsabilidade sobre sua própria aprendizagem. Quando bem-planejado, ele também contribui para a redução do estresse e da ansiedade, uma vez que evita o acúmulo de conteúdos a serem estudados.


4 benefícios do roteiro de estudos para os alunos

Elaborar um cronograma de estudos bem estruturado pode trazer inúmeras vantagens para os alunos – que vão além dos benefícios acadêmicos, impactando, inclusive, o desenvolvimento socioemocional deles. Entre as principais vantagens, estão:


1. Organização e produtividade 

Saber exatamente o que e quando estudar evita que o aluno desperdice seu tempo. Além disso, um roteiro, quando bem estruturado, pode ser benéfico para a concentração, tornando o aprendizado mais eficiente e a absorção dos conteúdos melhor.


2. Redução da ansiedade 

A ansiedade é uma reação natural do organismo diante de situações que despertam medo, incerteza ou expectativa. Um planejamento bem definido ajuda o estudante a visualizar suas tarefas e distribuir o tempo de estudo de maneira adequada, reduzindo assim a sensação de sobrecarga e a ansiedade.


3. Desenvolvimento da autonomia

Ao possibilitar que o próprio aluno organize suas tarefas, defina suas prioridades e assuma a responsabilidade pelo aprendizado, o roteiro de estudos estimula as habilidades de gestão e autogestão. Com o tempo, essa prática aprimora capacidades importantes para a vida, como a de tomar decisões e a de gerenciar o tempo. 


4. Assimilação dos conteúdos 

Manter uma rotina de estudos contínua auxilia os alunos a assimilarem e fixarem melhor o conteúdo. Isso permite uma compreensão mais aprofundada daquilo que está sendo estudado na disciplina e evita uma sobrecarga de informações antes das avaliações.


Como elaborar um roteiro de estudos eficiente?

Agora que você já conhece alguns dos benefícios de um cronograma de estudos, que tal aprender a criar um roteiro realmente eficaz? Com as dicas a seguir, você – seja mãe, pai, responsável ou educador – poderá auxiliar a criança ou o adolescente a organizar melhor a rotina de estudos.


1. Defina objetivos claros 

Estabelecer metas de curto, médio e longo prazo, assim como ter um propósito bem definido, são essenciais para manter a motivação e direcionar os estudos de forma estratégica.


2. Conheça a rotina do estudante

Antes de elaborar um roteiro de estudos, é indispensável entender a rotina e a disponibilidade de tempo dos alunos. Desta forma, é possível programar os estudos para os períodos em que ele se sente mais disposto e produtivo.


3. Priorize as disciplinas e conteúdos mais desafiadores

Identificar as matérias em que a criança ou o adolescente precisa de mais atenção é fundamental. Isso permite concentrar os esforços nas áreas que precisam de reforço.


4. Equilibre estudo e lazer 

Estudar é fundamental, no entanto, reservar um tempo para o descanso e o lazer é tão importante quanto. Fazer pausas durante o período do estudo ajuda a evitar a sobrecarga mental e aumenta a concentração. Além disso, momentos de lazer estimulam a criatividade, reduzem o estresse e contribuem para o bem-estar emocional do estudante.


5. Seja flexível

Um bom roteiro de estudos deve ser dinâmico e adaptável conforme as necessidades do estudante. Isso significa que, vez ou outra, será necessário – e está tudo bem – fazer ajustes nos horários, nas prioridades ou até mesmo nos métodos de estudo.


Criar e seguir um roteiro de estudos é um passo essencial para que o estudante desenvolva a disciplina e a autonomia necessárias para um aprendizado mais eficiente e duradouro. Com um planejamento bem estruturado, os estudos se tornam mais organizados, produtivos e menos estressantes, facilitando o caminho para o sucesso acadêmico.

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Metodologias Ativas no Ensino: Quais os Benefícios?

Metodologias Ativas no Ensino: Quais os Benefícios?

Children learning about sustainability, planet earth and renewable energy resources.

Introdução as metodologias ativas

As metodologias ativas de ensino são abordagens educacionais que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem. Ao invés de serem receptores passivos, os alunos se tornam participantes ativos, envolvendo-se de forma dinâmica com o conteúdo, o professor e os colegas.

Essas metodologias promovem interação, colaboração e aplicação prática do conteúdo aprendido em sala de aula, tornando a aprendizagem mais significativa e eficaz.

 

Benefícios

1- Engajamento dos alunos: ao participar ativamente do processo, os alunos se tornam mais engajados e motivados, o que resulta em uma maior retenção do conteúdo e um aprendizado mais profundo.

2- Habilidades socioemocionais: as metodologias ativas incentivam o trabalho em equipe, a comunicação e a resolução de problemas. Habilidades essenciais para o desenvolvimento social e profissional.

3- Ensino personalizado: as metodologias ativas permitem que os alunos aprendam seu próprio ritmo e estilo de estudo, respeitando as individualidades e necessidades específicas.

4- Preparação para o mundo real: ao envolver os alunos em situações práticas reais, as metodologias ativas preparam os estudantes para os desafios do mundo profissional e social.

 

Referências:

Metodologias ativas de aprendizagem: o que são e 15 tipos

https://www.institutoclaro.org.br/educacao/para-aprender/estudos/especial-metodos-pedagogicos/

Metodologias ativas de aprendizagem: 12 tipos e como adotá-las

Ensino e aprendizagem por meio de metodologias ativas!

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A importância do consultor pedagógico na escola

A importância do consultor pedagógico na escola

Consultora pedagógica com a diretora da escola.

Imagine um jogo em que o objetivo é descrever o que lhe vem à mente ao escutar uma determinada palavra. É certo que suas respostas serão influenciadas por diversos fatores, muitos dos quais nem temos domínio. Dependendo do local em que estiver, da época e das experiências de vida relacionadas ao tema. Existem termos que são mais particulares aos seres humanos e outros menos. O interessante é pensar como tudo o que vivemos nos impacta de alguma forma e pode ter desdobramentos interessantes.

Com a palavra “escola” não é diferente. Com certeza ela também resultará em inúmeras descrições, porém há elementos quase unânimes. Por exemplo: você pensaria em alunos e professores?

Se sua resposta foi “sim”, você faz parte de um grande grupo que construiu a instituição Escola nas últimas centenas de anos, e tem uma imagem bastante sólida do que significa a palavra escola.

O tempo passou e a escola foi se transformando. O modelo de crianças em carteiras e professores em sala de aula, surgiu em meados do século XII. Aos poucos, com a industrialização e as novas necessidades da sociedade, a escola foi sendo levada a mais pessoas, isto é, foi massificada.

É claro que, em 2023, o conceito de escola ainda remete fortemente a um espaço com professores e alunos, mas não é somente isto. Além dos protagonistas já mencionados, existem inúmeros outros atores fundamentais: o diretor, o coordenador pedagógico, as secretárias, os assistentes, a turma da limpeza, o pessoal responsável pela cantina ou refeitório, os funcionários da manutenção, a equipe da tecnologia, o grupo do escritório (financeiro, gestão de pessoas). Ufa! A equipe de uma escola é gigante e cada um desses atores têm papel fundamental para que a educação aconteça.

E não é só isso! No mundo da escola, as transformações são constantes e, na Era da Informação e das modificações rápidas, a instituição Escola precisa estar antenada para conseguir se manter atual e adequada às necessidades dos estudantes e da sociedade como um todo. Ou seja, deve estar atualizada sobre o que acontece no mundo: melhores práticas e estratégias de ensino e aprendizagem; novas tecnologias destinadas ao mundo da Educação; leis e normas educacionais atuais, atualização e criação de leis e normas educacionais que norteiam os currículos e decisões institucionais.

Que figura poderia contribuir para que a escola conheça e se adeque a estas transformações?


A resposta é simples: o consultor pedagógico! Esse profissional é um especialista que atua na área da educação, prestando consultoria e assessoria não só aos professores, mas às instituições de ensino como um todo, incluindo os coordenadores pedagógicos e gestores escolares. Ele é responsável por orientar e acompanhar o processo de ensino-aprendizagem, promovendo a melhoria da qualidade da educação. A sua principal função é orientar os professores e a equipe pedagógica em relação às melhores práticas e às estratégias de ensino, de forma a promover uma educação mais eficiente e significativa para os alunos. Apesar do escopo de atuação do consultor ser bem abrangente, em geral a principal demanda é com a formação de professores.

Nesse sentido, o consultor atua em parceria com a equipe escolar para garantir que os objetivos educacionais sejam alcançados, que os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade e que a educação esteja de acordo com as necessidades e as demandas da sociedade. Sendo assim, o consultor pedagógico pode atuar de forma autônoma, prestando serviços a diversas instituições de ensino, ou pode ser contratado por uma instituição para trabalhar exclusivamente em seu ecossistema.

Sendo assim, suas atividades são de grande abrangência, como por exemplo:


  • • Compreender o desenvolvimento de projetos pedagógicos e planos de aulas;
    • Acompanhar o desempenho dos estudantes em avaliações internas e externas;
    • Realizar diagnósticos educacionais para identificar problemas e propor soluções;
    • Desenvolver planos de ação para melhorar o desempenho dos alunos e a qualidade do ensino;
    • Oferecer programas de formação continuada para os professores, equipe pedagógica e gestores escolares;
    • Identificar e solucionar problemas de aprendizagem dos alunos, individualmente ou em grupos;
    • Estabelecer estratégias e metodologias de ensino que promovam a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem;
    • Fazer uso das tecnologias educacionais para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem;
    • Acompanhar o progresso dos alunos e avaliar o desempenho dos professores;
    • Contribuir para o desenvolvimento de projetos pedagógicos e a definição de objetivos educacionais, de acordo com a legislação vigente.

O consultor pedagógico vem ganhando espaço e relevância à medida que a escola está cada dia mais voltada para o protagonismo dos estudantes e o seu desenvolvimento individual, e também pelo surgimento de novas tecnologias educacionais.

É válido lembrar que o trabalho de consultoria pedagógica é bastante crítico e detalhista para assegurar que o melhor da educação possa estar sendo oferecido para aquela escola, para aqueles professores e para aqueles alunos. Pode ser difícil para um profissional ter o seu trabalho avaliado e receber sugestões e ideias sobre a forma de trabalhar, porém é algo necessário para que o processo de ensino-aprendizagem seja transformado positivamente.

Com o trabalho da consultoria, o professor e os gestores escolares têm a oportunidade de realizar grandes trocas de informações que contribuem para o sucesso de todos os atores envolvidos no processo educativo. Muitas vezes, o professor e os gestores estão com os olhares voltados para o que está acontecendo dentro da sala de aula e da escola, o que pode restringir e até suprimir diferentes perspectivas e, portanto, deixam oportunidades valiosas escaparem.

A sua escola já conta com esse trabalho tão fundamental?


Pode ser que daqui a alguns séculos, quando fizermos o jogo de descrever o que se está pensando ao falar uma palavra, a descrição para escola seja diferente: em parceria com os alunos e professores, também serão citados os outros atores fundamentais deste processo. É provável, inclusive, que os consultores pedagógicos apareçam nesta lista.

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Atividades lúdicas: como tornar o processo de aprendizagem mais divertido

Atividades lúdicas: como tornar o processo de aprendizagem mais divertido

Crianças participando de uma atividade com paraquedas.

Mais do que cumprir toda a agenda pedagógica, as escolas estão engajadas em viabilizar para que os alunos aprendam a aprender. Ou seja, que tomem gosto pela jornada! Inclusive, atualmente está em alta a expressão em inglês “lifelong learning”, cuja tradução livre pode ser “aprender pela vida toda”, justamente indicando a capacidade de nos envolvermos com a aprendizagem para além dos muros das instituições de ensino. O desafio que se mostra nessa perspectiva é a de fazer com que crianças e adolescentes se sintam mais incentivados e engajados no processo de aprendizagem enquanto investem tempo e energia no exercício e na conquista de inúmeras habilidades, como:

● Comunicação

● Raciocínio lógico

● Linguagem

● Criatividade

● Imaginação

Pensando nisso, é importante que as escolas coloquem em prática a aprendizagem ativa em busca do desenvolvimento completo dos estudantes, uma visão de ensino que, de diferentes maneiras, busca dar voz e lugar às atividades lúdicas, outrora tidas como desnecessárias. No nosso papo de hoje, queremos criar possibilidades de insights a partir de exemplos de dinâmicas que podem ser utilizadas dentro e fora da sala de aula.

#1 Música e dança

A música e a dança possuem como objetivo estimular várias áreas do corpo e da mente. Além de aprenderem sobre ritmo, estilos musicais e até mesmo identificar e tocar os instrumentos musicais, os alunos utilizam a criatividade no momento de criar coreografias ou até mesmo desenvolver suas próprias músicas. Em um mundo conectado, em que as plataformas de streaming estão sempre à disposição dos estudantes, nada melhor do que usar a música e a dança como ponto de partida para o aprendizado, a diversão e o bem-estar, físico e mental.

#2 Pintura e colagem

Nem sempre as crianças e os adolescentes conseguem se expressar por meio das palavras – aliás, nem mesmo os adultos dominam esta habilidade. Então, que tal utilizar a pintura e as colagens como caminho para a comunicação não verbal? Crie um contexto que vá além dos primeiros contatos que os estudantes tiveram com a disciplina de Artes,

ainda no início da infância, e promova uma abordagem que sensibilize os alunos. Para isso, nada como utilizar da tecnologia para passear por museus e galerias de todo o mundo em apenas alguns clicks. Com todos engajados no espírito da atividade, é hora de colocar a mão na massa! Disponibilize giz de cera, canetinhas, pincéis, revistas, tesouras, colas e outros materiais que colaborem para os alunos transformarem seus pensamentos em imagens.

#3 Circuitos lúdicos

Um circuito de atividades lúdicas possibilita que os estudantes tenham diversas experiências: explorem novos ambientes, conheçam o espaço que seu próprio corpo ocupa, desenvolvam o equilíbrio, a resistência, a resiliência e, claro, o espírito de equipe quando as atividades são realizadas em grupo. Em tempos marcados pela crescente noção de individualidade, vale resgatar atividades que priorizem o coletivo e, assim, fomentem o senso de pertencimento.

#4 Culinária

A escola é um ótimo lugar para que as crianças e os adolescentes aprendam sobre os grupos de alimentos, de vitaminas e de minerais e a importância de se manter uma alimentação balanceada. Nas oficinas de culinária, os alunos podem experimentar novos sabores, descobrir texturas, aprender receitas e realizar pequenas tarefas que utilizam habilidades motoras, como cortar ou lavar os alimentos. Outra ideia interessante é a de explorar os conteúdos disponibilizados em streamings de vídeo. Com eles é possível entender mais sobre a relação das diferentes partes do mundo com a comida, além de ter contato com o aspecto cultural atrelado à culinária.

#5 Oficinas

Seguindo a mesma ideia da oficina de culinária, promovem oficinas com outras temáticas, como a produção de massinha de modelar caseira, criação de fantoches ou até mesmo robótica. Com atividades nessa linha, os estudantes aprendem a conviver em grupo, utilizam a criatividade e relembram conteúdos vistos em sala de aula, como os números, medidas e muito mais.

Preparados para ensinar de forma divertida? As atividades lúdicas, apesar de serem um tipo diferenciado de ensino, são essenciais para que os alunos desenvolvam outras capacidades além dos componentes curriculares. Além disso, fazem com que se sintam mais pertencentes ao processo por estarem participando ativamente das tarefas.

Um outro benefício de utilizar essa estratégia é que a criança aprende sem o peso da avaliação. Apesar de estar sendo acompanhada pelos professores a todo momento, não se depara com os métodos tradicionais de avaliação que podem causar momentos de tensão e estresse, fazendo com que o aprendizado se torne muito mais leve e efetivo.

Sabendo disso, que tal se inspirar nas atividades listadas acima e criar as suas próprias dinâmicas? Para te auxiliar nesse processo, separamos algumas dicas para que você proporcione experiências incríveis aos seus alunos:

● Apoie as crianças e os adolescentes durante todo o processo;

● Caso você utilize brinquedos ou jogos na sua atividade, verifique a faixa etária;

● Não critique os erros, oriente-os a fazerem as atividades de maneira aprimorada a cada nova rodada de interações;

● Permita que eles sejam protagonistas e se sintam livres; e

● Caso a dinâmica envolva o ambiente, certifique-se de que o local é seguro.

Para terminar, sugerimos uma leitura que pode te auxiliar a entender o papel das atividades lúdicas no desenvolvimento das habilidades socioemocionais, clique aqui e saiba mais.

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A importância da diversidade de recursos pedagógicos na sala de aula

Vista superior da sala de aula no ensino fundamental: crianças sentadas na mesa da escola usando computadores pessoais e tablets digitais para tarefas.

Por excelência, em uma sala de aula, o que não falta é diversidade: cada indivíduo daquele contexto é um ser humano diferente, que carrega uma história de vida única. Especialmente em relação aos alunos, embora possam ser pequenos e ainda não terem vivido muitos anos, eles já levam consigo uma mala cheia de cultura, de histórias e de sentimentos. Além disso, cada um se lança ao desafio constante de apresentar suas aptidões e seus interesses traduzidos no que costumamos chamar de “jeitinho de ser”.

Pensando nisso, o professor possui um grande desafio: contemplar em seu planejamento uma série de processos de ensino-aprendizagem que atendam às necessidades de todos os alunos, por mais variadas que possam ser. Para isso, os conteúdos curriculares devem ser trabalhados de diferentes maneiras, pois a forma em que um estudante aprende, não necessariamente é a mesma que a dos outros estudantes.

Esta premissa não é algo opcional, pois até mesmo os documentos que regulamentam a educação no Brasil abordam a preocupação de que ela deve respeitar as diferenças de cada um dos estudantes, considerando suas individualidades e particularidades.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC), logo em seu texto introdutório, preconiza a igualdade, a diversidade e a equidade, explicitando que “(…) as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais” (BRASIL, 2018, p. 15). Portanto, podemos perceber que é necessário considerar que cada turma, composta por indivíduos diferentes uns dos outros, irá contar com características únicas que impactarão as práticas pedagógicas a serem trabalhadas.

Nesse sentido, contar com variedade de recursos pedagógicos na sala de aula é fundamental para que, neste espaço repleto de necessidades específicas, seja possível criar um ambiente de aprendizado rico, dinâmico e eficaz. Quando falamos em recursos pedagógicos estamos nos referindo ao conjunto de todas as ferramentas, materiais, estratégias e métodos utilizados na escola que contribuem para o processo de aprendizagem.

A BNCC indica que o professor deve “selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas diversificadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se necessário, para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de socialização etc.” (BRASIL, 2018, p. 17).

A variedade dos recursos pedagógicos implementados, portanto, desempenha um papel crucial em diversos aspectos educacionais.

Vamos discutir suas principais dimensões?

Atendimento à diversidade de estilos de aprendizado

Como já mencionamos, antes de chegarem na escola, além de contarem com uma história de vida e conhecimentos prévios, os alunos também possuem diferentes estilos de aprendizado, do visual ao auditivo, passando pelo cinestésico.

Podemos refletir sobre isso, nós mesmos, adultos. Imagine a seguinte situação: você é novo em um lugar e acaba de conhecer algumas pessoas. Qual é a estratégia que você utiliza para decorar o nome de todos a quem acabou de ser apresentado? Certamente, esta resposta será muito diferente, variando de acordo com a pessoa que precisou realizar esta tarefa: alguns podem relacionar a cor da roupa, outros, associar os novos nomes ao de pessoas já conhecidas; outros irão escrever os nomes mentalmente, para visualizar as palavras e, assim decorá-las. Diferentes técnicas, para uma tarefa muito simples: de acordo com o estilo de cada um, a maneira de realizá-la, muda!

Pensando nisso, a variedade de recursos pedagógicos dentro de uma sala de aula permite que os professores atendam às diferenças, garantindo que os estudantes tenham a oportunidade de se relacionar com o conhecimento e com os conteúdos pedagógicos de maneira eficaz, de acordo com seus estilos únicos e particulares.

Sendo assim, alguns alunos podem se beneficiar mais de recursos visuais, como infográficos e diagramas, enquanto outros podem preferir materiais auditivos, como palestras e podcasts. A variedade ajuda a personalizar o ensino para se adequar às necessidades individuais dos alunos.

Aumento do engajamento e motivação

A educação do século XXI tem como um de seus pilares o protagonismo dos alunos, trazendo os seus interesses à tona, para que, assim, os estudantes se relacionem com a educação de forma engajada e motivada e, portanto, contem com processos de ensino-aprendizagem que sejam significativos.

A introdução de recursos pedagógicos variados contribui para que os alunos se vejam como protagonistas, envolvidos e interessados no conteúdo. Assim, elementos diversos que extrapolem a lousa e o giz, o caderno e o lápis, são essenciais. Vídeos, jogos interativos, simulações e experimentos práticos podem tornar as aulas mais atrativas e cativantes, o que, por sua vez, melhoram o desempenho acadêmico e a satisfação dos alunos.

Melhora da compreensão e retenção de saberes

Quando vemos uma mesma situação a partir de diferentes ângulos, é muito comum conseguirmos compreendê-la de maneira mais aprofundada e detalhada. Indo ao encontro dessa premissa, os conceitos que devem ser trabalhados com os alunos podem ser mais facilmente compreendidos quando apresentados de diferentes maneiras.

A oportunidade de contar com diversas perspectivas para um mesmo tópico é muito benéfica para os estudantes: quando têm a possibilidade de contar com variedade de recursos pedagógicos, conseguem ampliar a compreensão acerca de algum conteúdo. Por exemplo, um conceito complexo pode ser explicado primeiramente por meio de um vídeo explicativo, depois, continuado por um gráfico e, por fim, concluído por uma discussão em grupo.

Ao passar por essas etapas, o mesmo conteúdo é experienciado pelos alunos sob pontos de vista diferentes, o que tende a aumentar o seu interesse e a forma de lidar com o saber, o que impacta diretamente sua compreensão e retenção daquilo que foi trabalhado.

Desenvolvimento de competências e habilidades

Quando o professor insere variedade de recursos pedagógicos em seus planejamento e atividades, ele promove o desenvolvimento das mais diferentes competências e habilidades dos alunos: ao apresentar situações que exigem diferentes soluções, desafios do mundo real podem ser trabalhados, contribuindo para que os alunos se vejam cada vez mais preparados – não apenas aprendendo aspectos teóricos, mas também os práticos.

Assim, os professores podem criar aulas cada vez mais inovadoras e flexíveis, possibilitando que os estudantes pensem criticamente sobre como abordar e resolver problemas de diferentes formas. Debates, trabalho em equipe, apresentações e pesquisa autônoma e independente, são exemplos de atividades que contribuem para que os alunos possam adquirir habilidades de comunicação, resolução de problemas, criatividade, pensamento crítico e colaboração, que são essenciais para o sucesso em suas futuras carreiras e vidas.

 

Preparação para um mundo digital

Em um mundo cada vez mais orientado pela tecnologia, é fundamental que os alunos estejam familiarizados com este universo e que saibam utilizar os aparatos e dispositivos digitais, predominantes tanto na esfera pessoal, quanto na esfera profissional de nossa sociedade.

A inclusão de recursos pedagógicos digitais, como as plataformas de aprendizado online, aplicativos educacionais, fóruns, chats e jogos digitais, não só deixam o aprendizado mais interessante, como também mais personalizado: este tipo de recurso, permite que cada estudante possa acessar conteúdos e atividades com base em suas necessidades específicas e de acordo com seu ritmo e estilo de aprendizagem.

Além disso, ao inserir este tipo de recurso pedagógico na sala de aula, o professor contribui com a formação dos alunos: oferece a possibilidade de que os estudantes lidem com a tecnologia de forma eficaz e responsável, tornando-os mais preparados para a sociedade contemporânea.

Pudemos ver que a diversidade de recursos pedagógicos é essencial para atender a diversidade dos perfis presentes em sala de aula: ao introduzir diferentes ferramentas, materiais, estratégias e métodos, as necessidades individuais dos alunos são atendidas e, portanto, os estudantes possuem a oportunidade de serem formados e preparados para encararem os desafios do mundo moderno, da melhor forma.



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Os benefícios das ferramentas digitais na educação

Os benefícios das ferramentas digitais na educação

Estudante do ensino médio usando um tablet digital para estudar.

Em algum momento, você já ouviu falar sobre a Indústria 4.0, certo? Basicamente, esse conceito fala sobre como o avanço da tecnologia nos últimos tempos tem culminado no aperfeiçoamento do ecossistema industrial, criando a maior disrupção no segmento desde a chamada Revolução Industrial. A Indústria 4.0 é marcada, entre outras características, pela alta produtividade e capacidade de se adaptar às constantes transformações de nossos tempos, justamente por empregar ferramentas como Big Data, Inteligência Artificial e Machine Learning. Além de aumentar a eficiência dos processos, estamos falando de recursos que nos levam diretamente à inovação.

Sem dúvidas, sabemos que essas novas tecnologias estão, cada vez mais, presentes no nosso dia a dia, mesmo fora das empresas. Por exemplo: ao sairmos de casa, utilizamos aplicativos de trânsito para nos guiar até um determinado local, nos comunicamos com qualquer pessoa por meio de aplicativos de troca instantânea de mensagens, nossas fotos e vídeos são automaticamente armazenados na nuvem – vale brincar que, por incrível que pareça, mesmo nunca tendo sido vistas a olho nu, essas tais nuvens guardam nossas maiores recordações.

Como em outros momentos da humanidade, avanços nos meios de produção passam, com o tempo, para outros campos. E, sim, a revolução tecnológica também trouxe mudanças para a educação, dando vida à famosa Educação 4.0. Com a implantação das ferramentas digitais, a forma de ensinar e de aprender foi modificada, especialmente depois da aceleração provocada como resposta à pandemia de Covid-19. Agora, professores e alunos contam com inúmeros recursos ao seu alcance para que o processo de ensino seja cada vez mais eficiente, atualizado e prazeroso.

Mas, afinal, dentre tudo que a tecnologia trouxe de benefícios para a educação, o que vamos ressaltar hoje?

Sabemos que a inovação tecnológica tem feito com que novas habilidades sejam demandadas pelo mercado de trabalho. Por exemplo, antigamente, era necessário possuir cursos de datilografia no currículo para que fosse comprovada a habilidade de digitação nas máquinas de escrever, que, hoje, são itens de coleção. Com a massificação dos computadores de uso pessoal em meados dos anos 90, digitar de forma ágil se tornou uma competência muito comum. O mesmo processo se deu de maneira parecida com os idiomas frente a popularização das ferramentas de tradução, que dão conta, muitas vezes, de demandas mais básicas. Para a geração dos nativos digitais, o desafio não é o uso da tecnologia, mas, sim, sua aplicação em atividades complexas. Para se ter ideia, uma das tendências hoje é o movimento “low code”, cuja tradução livre é “programação sem código”, em que as linhas de comando dão vez para interfaces intuitivas e visuais.
Todas as competências necessárias para navegar em um mundo mediado pela tecnologia podem ser estimuladas dentro da escola ao permitir que os alunos tenham um mergulho guiado no mundo digital. E engana-se quem acha que estamos falando do futuro, já que o nosso presente é o berço de muita novidade! Mas afinal, quais as vantagens em adotar tecnologia digital no dia a dia da escola?

● Qualidade de ensino

Com o uso das ferramentas digitais, o ensino pode ser muito mais eficiente. Os estudantes passam a ter acesso a materiais extras disponíveis na internet, permitindo se aprofundar no assunto abordado na sala de aula. Há instituições que já têm feito uso até de dispositivos de realidade virtual, criando situações de imersão. Além disso, com ajuda das plataformas de ensino, os professores podem ter uma comunicação muito mais assertiva e efetiva com os alunos por meio dos chats e fóruns. Das rodas virtuais de discussão às entregas e correções de atividades com feedbacks individuais quase que em tempo real são apenas duas das atrações tão esperadas.

● Aumento do engajamento

Reter a atenção dos estudantes é um grande desafio dos professores, especialmente quando o hábito fora da sala de aula engloba o consumo de uma infinidade de conteúdos de curta duração, em especial os vídeos das redes sociais. Mas o mundo digital oferece caminhos para que essa barreira possa ser vencida de modo muito mais fácil. A geração atual é extremamente ligada à tecnologia, sendo assim, qualquer recurso tecnológico utilizado em sala de aula chamará a atenção das crianças e dos adolescentes. Desta forma, é possível despertar o interesse da turma sobre o tema que será abordado na aula e manter a atenção. Um bom exemplo é o uso da realidade aumentada, que é a sobreposição de objetos digitais no mundo real que proporciona analisar animais em tamanho real dentro da sala de aula nas aulas de biologia.

● Comunicação com pais e responsáveis

Se engana quem pensa que a eficiência do ensino está associada somente aos professores e aos alunos. O desenvolvimento dos estudantes é um assunto que deve ser acompanhado de perto pelos responsáveis para ser dada continuidade no processo de ensino conforme a necessidade individual de cada aluno.
“Mas como a tecnologia auxilia nesse processo?”
Por meio de agendas digitais, a escola pode comunicar os pais sobre qualquer adversidade vivida pelo estudante na escola, como avaliações de baixo rendimento e atividades não entregues. Desta forma, os responsáveis terão ciência do que está acontecendo e poderão tomar medidas cabíveis para que a criança ou adolescente continue progredindo. Hoje, é muito mais fácil responder mensagens por meio do computador ou do smartphone, já que vivemos conectados. Sendo assim, as agendas físicas deram espaço para aplicativos que podem ser facilmente acessados.

● Ensino híbrido ou remoto

Utilizando as salas de aula virtuais, o ensino híbrido ou remoto pode ser incorporado nas escolas mesmo depois da pandemia de Covid-19. Ou seja, os alunos podem assistir às aulas de casa e, depois, assisti-las novamente a qualquer momento quando são gravadas e disponibilizadas em uma biblioteca digital. Neste caso, a escola facilita para que o estudante consiga aprender no seu tempo, afinal, poderá dar play no vídeo do professor quantas vezes forem necessárias para que a matéria seja assimilada da melhor forma possível. Uma outra maneira que as salas de aula virtuais podem ser utilizadas é para as aulas de reforço, fóruns de dúvidas e muito mais.

● Otimização para os professores

A tecnologia trouxe inúmeras vantagens para os professores. No lugar dos métodos tradicionais já desgastados com o tempo, os professores podem utilizar novas propostas para que suas aulas sejam mais atrativas. Mas, além disso, a inovação pode otimizar o tempo do professor. Com a ajuda das plataformas, os alunos podem realizar atividades que são corrigidas instantaneamente, ou seja, não é necessário que o docente corrija manualmente. Outra facilidade é o disparo automático de mensagens para toda turma de maneira rápida e fácil, podendo se comunicar com todos os alunos de maneira efetiva.

A tecnologia certamente chegou para ficar e aprimorar o ensino, não é mesmo? Aproveite para ler mais sobre o tema clicando aqui e veja como a inovação faz parte do dia a dia das escolas.

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