Garantindo uma educação de excelência para seus filhos: como os pais e os responsáveis podem ajudar a alcançar esse nobre objetivo
É natural que os pais e responsáveis queiram o melhor para seus filhos e, nesse sentido, a educação ocupa um espaço central na dinâmica familiar, sendo um ponto crucial para que a formação esperada seja alcançada. Graças à observação e à prática de décadas, sabemos que o elo formado por escola e família é de extrema importância para que o desenvolvimento dos alunos seja efetivo. Afinal, quando uma das pontas desse relacionamento está desengajada, o resultado pode ser diferente do aguardado, fazendo com que os alunos tenham de lidar com dificuldades indesejadas no aprendizado, como desafios comportamentais em sala de aula, falta de responsabilidade com as atividades e a rotina, desinteresse pelo universo da escola e muitos outros desafios.
Sabendo disso, a educação é sempre um tema que deve ser abordado dentro de casa. Por isso, separamos algumas dicas que podem ser implementadas por pais e responsáveis no dia a dia com o objetivo de colaborarem com a educação exitosa de seus filhos. Dê uma olhada!
ESCOLA E SISTEMA EDUCACIONAL
Antes de tudo, é valioso que os pais façam uma ampla pesquisa sobre os colégios da região e seus respectivos projetos pedagógicos com o objetivo de avaliar a metodologia e a forma de trabalho com as crianças e os adolescentes. Afinal, se os responsáveis não estão de acordo com o que é ofertado pela escola, haverá discordâncias entre as partes durante o desenvolvimento do aluno que poderão afetar diretamente em seu aprendizado. O alinhamento de valores e de práticas é essencial para qualquer parceria e isso não é diferente quando se fala nas instituições de ensino.
PARTICIPAÇÃO NAS ATIVIDADES ESCOLARES
Fazer parte das atividades escolares é uma ótima maneira de auxiliar os alunos em sua formação educacional. Por meio das reuniões de pais e professores, por exemplo, os responsáveis conseguem dialogar com os docentes e os coordenadores com o objetivo de saber mais sobre o desenvolvimento do estudante e analisar quais são as suas dificuldades durante o processo, avaliando, assim, quais estratégias podem ser utilizadas para amenizar esses contratempos. Esse é um ótimo momento para criar laços com outros pais e responsáveis, fortalecendo a comunidade que, de alguma maneira, está unida por um mesmo objetivo: o desenvolvimento e o bem-estar de todos que fazem parte daquela turma. Porém, as reuniões não são as únicas atividades que os pais e responsáveis podem participar. Durante o ano letivo, as escolas promovem feiras e festas com apresentações dos alunos. Esse momento é essencial para que as crianças e os adolescentes se sintam apoiados pelos pais, além de ser uma incrível forma de analisar o quanto o seu filho aprendeu e/ou se desenvolveu. Em um cenário que, de fato, toma contornos de superação da pandemia, é importante aproveitar as oportunidades de estabelecer tons de normalidade na vida dos estudantes.
FREQUÊNCIA NA COMUNICAÇÃO
A comunicação dos pais com a escola deve ser regular e realizada sempre que necessária, por diferentes canais. Desta maneira, é possível acompanhar com mais frequência o desenvolvimento dos alunos e apaziguar qualquer dificuldade o quanto antes, não sendo necessário aguardar até a reunião de pais. Para isso, é possível realizar reuniões digitais ou presenciais com a equipe da escola ou utilizar a agenda escolar para envio de pequenos recados.
REFORÇO ESCOLAR
Faz parte da vida escolar que crianças e adolescentes enfrentam contratempos durante o aprendizado. Sim, isso é, certamente, normal. Afinal, quem nunca teve alguma dificuldade quando estava na escola, não é mesmo? Muitos pais, ao perceberem que seus filhos estão com dificuldade em desenvolver algum conteúdo ou habilidade, buscam soluções para amenizá-la e, uma delas, é o reforço escolar. Por meio dessa prática, os estudantes passam a rever os conteúdos aprendidos em sala de aula com o objetivo de torná-los mais compreensíveis. Em algumas escolas, o reforço escolar faz parte da grade curricular oferecida. Entretanto, é comum que os pais busquem esse auxílio fora da instituição. Em qualquer uma das modalidades, é interessante que o aluno tenha o suporte necessário para superar os momentos de dificuldade, fazendo com que ganhe autonomia e confiança no processo.
ROTINA DE ESTUDO
O aprendizado atravessa as paredes da escola e deve ser um processo contínuo. Desta forma, é responsabilidade dos pais manter uma rotina de estudos em casa, estimulando os estudantes a realizar as tarefas ou até mesmo a revisar os conteúdos diariamente, favorecendo que o assunto seja assimilado de forma efetiva e que estejam preparados para atividades e avaliações futuras. Para isso, organize um espaço em casa que seja calmo, confortável e silencioso para que o aluno consiga se concentrar. Além disso, estipule com o seu filho um tempo médio para que ele realize essa tarefa todos os dias.
DIÁLOGO
Conversar com as crianças e os adolescentes sobre a rotina escolar e seu desenvolvimento é essencial para que os pais consigam analisar o progresso educacional. Sendo assim, reunimos algumas perguntas que você pode fazer constantemente para o seu filho:
● O que você aprendeu hoje? ● Qual foi a atividade que mais gostou na escola hoje? ● E as provas, estão chegando? Como você está se sentindo em relação a elas? ● Pensando em tudo que está aprendendo nesse momento, o que está sendo mais desafiador? ● Está gostando da escola? ● Como está a agenda de tarefas de casa? Tem algo para entregar nos próximos dias? ● Você precisa de ajuda com alguma questão da escola?
Com perguntas desse tipo, você conseguirá abrir um diálogo com o estudante e estar mais antenado sobre o que está acontecendo na escola. Com isso, poderá se manter sempre informado sobre as atividades e os sentimentos do seu filho diante deste tema. E não estranhe respostas curtas e enigmáticas, elas fazem parte do processo. Mas, lembre-se: perguntar às vezes não é o suficiente, é preciso apoiar na prática. Com carinho e afeto, seja persistente e encontre maneiras de deixar o estudante à vontade a ponto de compartilhar um pouco do seu mundo com você.
SENTIMENTOS E EMOÇÕES
O tópico anterior já trouxe um pequeno spoiler sobre o tema que vamos tratar agora: os sentimentos e as emoções. Sem dúvidas, as habilidades socioemocionais são essenciais para o desenvolvimento efetivo dos estudantes já que, com elas, as crianças e os adolescentes aprendem habilidades fundamentais para o convívio em sociedade, exercitam diversas competências e aprendem a lidar com suas emoções.
Mas por que tudo isso é tão importante para o progresso das crianças?
As habilidades socioemocionais são abordadas em diversas situações dentro da escola. Questões como pensamento crítico, ética, comunicação e criatividade estão presentes a todo momento. Em casa, os sentimentos podem ser tratados de maneira muito mais próxima e acolhedora, afinal, os pais e responsáveis são pessoas que trazem segurança e acolhimento. Ou seja, tratar sobre as emoções pode ser muito mais seguro e cômodo em ambiente familiar, onde o aluno consiga se abrir e colocar para fora o que sente sobre alguma situação. Além disso, saber lidar com os sentimentos é uma habilidade de extrema importância para que as crianças e os adolescentes se tornem cidadãos preparados para enfrentar as adversidades futuras, sejam elas dentro ou fora da escola.
E aí, as dicas fizeram sentido?
Agora, é só colocá-las em prática e continuar acompanhando o desenvolvimento do seu filho de perto. Esteja sempre atento ao progresso do estudante e não tenha receio em entrar em contato com a escola. O sucesso do seu filho é o resultado dessa grande parceria: família e escola!
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Garantindo uma educação de excelência para seus filhos: como os pais e os responsáveis podem ajudar a alcançar esse nobre objetivo
É natural que os pais e responsáveis queiram o melhor para seus filhos e, nesse sentido, a educação ocupa um espaço central na dinâmica familiar, sendo um ponto crucial para que a formação esperada seja alcançada. Graças à observação e à prática de décadas, sabemos que o elo formado por escola e família é de extrema importância para que o desenvolvimento dos alunos seja efetivo. Afinal, quando uma das pontas desse relacionamento está desengajada, o resultado pode ser diferente do aguardado, fazendo com que os alunos tenham de lidar com dificuldades indesejadas no aprendizado, como desafios comportamentais em sala de aula, falta de responsabilidade com as atividades e a rotina, desinteresse pelo universo da escola e muitos outros desafios.
Sabendo disso, a educação é sempre um tema que deve ser abordado dentro de casa. Por isso, separamos algumas dicas que podem ser implementadas por pais e responsáveis no dia a dia com o objetivo de colaborarem com a educação exitosa de seus filhos. Dê uma olhada!
ESCOLA E SISTEMA EDUCACIONAL
Antes de tudo, é valioso que os pais façam uma ampla pesquisa sobre os colégios da região e seus respectivos projetos pedagógicos com o objetivo de avaliar a metodologia e a forma de trabalho com as crianças e os adolescentes. Afinal, se os responsáveis não estão de acordo com o que é ofertado pela escola, haverá discordâncias entre as partes durante o desenvolvimento do aluno que poderão afetar diretamente em seu aprendizado. O alinhamento de valores e de práticas é essencial para qualquer parceria e isso não é diferente quando se fala nas instituições de ensino.
PARTICIPAÇÃO NAS ATIVIDADES ESCOLARES
Fazer parte das atividades escolares é uma ótima maneira de auxiliar os alunos em sua formação educacional. Por meio das reuniões de pais e professores, por exemplo, os responsáveis conseguem dialogar com os docentes e os coordenadores com o objetivo de saber mais sobre o desenvolvimento do estudante e analisar quais são as suas dificuldades durante o processo, avaliando, assim, quais estratégias podem ser utilizadas para amenizar esses contratempos. Esse é um ótimo momento para criar laços com outros pais e responsáveis, fortalecendo a comunidade que, de alguma maneira, está unida por um mesmo objetivo: o desenvolvimento e o bem-estar de todos que fazem parte daquela turma. Porém, as reuniões não são as únicas atividades que os pais e responsáveis podem participar. Durante o ano letivo, as escolas promovem feiras e festas com apresentações dos alunos. Esse momento é essencial para que as crianças e os adolescentes se sintam apoiados pelos pais, além de ser uma incrível forma de analisar o quanto o seu filho aprendeu e/ou se desenvolveu. Em um cenário que, de fato, toma contornos de superação da pandemia, é importante aproveitar as oportunidades de estabelecer tons de normalidade na vida dos estudantes.
FREQUÊNCIA NA COMUNICAÇÃO
A comunicação dos pais com a escola deve ser regular e realizada sempre que necessária, por diferentes canais. Desta maneira, é possível acompanhar com mais frequência o desenvolvimento dos alunos e apaziguar qualquer dificuldade o quanto antes, não sendo necessário aguardar até a reunião de pais. Para isso, é possível realizar reuniões digitais ou presenciais com a equipe da escola ou utilizar a agenda escolar para envio de pequenos recados.
REFORÇO ESCOLAR
Faz parte da vida escolar que crianças e adolescentes enfrentam contratempos durante o aprendizado. Sim, isso é, certamente, normal. Afinal, quem nunca teve alguma dificuldade quando estava na escola, não é mesmo? Muitos pais, ao perceberem que seus filhos estão com dificuldade em desenvolver algum conteúdo ou habilidade, buscam soluções para amenizá-la e, uma delas, é o reforço escolar. Por meio dessa prática, os estudantes passam a rever os conteúdos aprendidos em sala de aula com o objetivo de torná-los mais compreensíveis. Em algumas escolas, o reforço escolar faz parte da grade curricular oferecida. Entretanto, é comum que os pais busquem esse auxílio fora da instituição. Em qualquer uma das modalidades, é interessante que o aluno tenha o suporte necessário para superar os momentos de dificuldade, fazendo com que ganhe autonomia e confiança no processo.
ROTINA DE ESTUDO
O aprendizado atravessa as paredes da escola e deve ser um processo contínuo. Desta forma, é responsabilidade dos pais manter uma rotina de estudos em casa, estimulando os estudantes a realizar as tarefas ou até mesmo a revisar os conteúdos diariamente, favorecendo que o assunto seja assimilado de forma efetiva e que estejam preparados para atividades e avaliações futuras. Para isso, organize um espaço em casa que seja calmo, confortável e silencioso para que o aluno consiga se concentrar. Além disso, estipule com o seu filho um tempo médio para que ele realize essa tarefa todos os dias.
DIÁLOGO
Conversar com as crianças e os adolescentes sobre a rotina escolar e seu desenvolvimento é essencial para que os pais consigam analisar o progresso educacional. Sendo assim, reunimos algumas perguntas que você pode fazer constantemente para o seu filho:
● O que você aprendeu hoje? ● Qual foi a atividade que mais gostou na escola hoje? ● E as provas, estão chegando? Como você está se sentindo em relação a elas? ● Pensando em tudo que está aprendendo nesse momento, o que está sendo mais desafiador? ● Está gostando da escola? ● Como está a agenda de tarefas de casa? Tem algo para entregar nos próximos dias? ● Você precisa de ajuda com alguma questão da escola?
Com perguntas desse tipo, você conseguirá abrir um diálogo com o estudante e estar mais antenado sobre o que está acontecendo na escola. Com isso, poderá se manter sempre informado sobre as atividades e os sentimentos do seu filho diante deste tema. E não estranhe respostas curtas e enigmáticas, elas fazem parte do processo. Mas, lembre-se: perguntar às vezes não é o suficiente, é preciso apoiar na prática. Com carinho e afeto, seja persistente e encontre maneiras de deixar o estudante à vontade a ponto de compartilhar um pouco do seu mundo com você.
SENTIMENTOS E EMOÇÕES
O tópico anterior já trouxe um pequeno spoiler sobre o tema que vamos tratar agora: os sentimentos e as emoções. Sem dúvidas, as habilidades socioemocionais são essenciais para o desenvolvimento efetivo dos estudantes já que, com elas, as crianças e os adolescentes aprendem habilidades fundamentais para o convívio em sociedade, exercitam diversas competências e aprendem a lidar com suas emoções.
Mas por que tudo isso é tão importante para o progresso das crianças?
As habilidades socioemocionais são abordadas em diversas situações dentro da escola. Questões como pensamento crítico, ética, comunicação e criatividade estão presentes a todo momento. Em casa, os sentimentos podem ser tratados de maneira muito mais próxima e acolhedora, afinal, os pais e responsáveis são pessoas que trazem segurança e acolhimento. Ou seja, tratar sobre as emoções pode ser muito mais seguro e cômodo em ambiente familiar, onde o aluno consiga se abrir e colocar para fora o que sente sobre alguma situação. Além disso, saber lidar com os sentimentos é uma habilidade de extrema importância para que as crianças e os adolescentes se tornem cidadãos preparados para enfrentar as adversidades futuras, sejam elas dentro ou fora da escola.
E aí, as dicas fizeram sentido?
Agora, é só colocá-las em prática e continuar acompanhando o desenvolvimento do seu filho de perto. Esteja sempre atento ao progresso do estudante e não tenha receio em entrar em contato com a escola. O sucesso do seu filho é o resultado dessa grande parceria: família e escola!
Habilidades socioemocionais: o que são e por que são importantes? Descubra!
Você sabia que, desde 2020, todas as escolas brasileiras deveriam introduzir em seus currículos as habilidades socioemocionais? Elas passaram a compor uma frente de conteúdos e práticas que devem fazer parte da sala de aula e do dia a dia dos alunos.
Esse tema está sustentado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e tem como objetivo educar as crianças e os adolescentes em âmbitos que vão além das disciplinas regulares, como Matemática, Física, Química e Português.
A ideia é que aconteça o desenvolvimento de habilidades essenciais aos nossos tempos, como colaboração, empatia, senso crítico e outras. Tudo gira em torno de competência imprescindíveis nos relacionamentos humanos, cada vez mais complexos.
Quer aprender como colocar isso em prática? Confira o conteúdo que preparamos a seguir para trabalhar tais habilidades na grade curricular!
O que são habilidades socioemocionais?
São competências que nos ajudam a lidar com nossas emoções, nossos relacionamentos e nossos desafios. Elas incluem autoconhecimento, autocontrole, empatia, comunicação, colaboração, criatividade e pensamento crítico.
Essas habilidades são importantes para o nosso bem-estar pessoal e profissional, pois nos permitem reconhecer e expressar nossos sentimentos de forma adequada, compreender e respeitar as perspectivas dos outros, resolver conflitos de forma construtiva, trabalhar em equipe de forma eficaz e tomar decisões responsáveis.
As habilidades podem ser desenvolvidas ao longo da vida por meio de práticas educativas, experiências sociais e reflexões pessoais.
Os pilares que apoiam a educação socioemocional incluem autoconhecimento, autogerenciamento, tomada de decisões responsável, habilidade de relacionamento e consciência social.
Tendo isso em mente, é papel da escola implementar atividades para desenvolver estas competências, assim como investir na formação dos professores para que consigam fomentar essas competências de acordo com as possibilidades de cada turma.
Por que as habilidades socioemocionais são importantes?
Trabalhar as habilidades socioemocionais dos estudantes envolve ajudá-los a amadurecer seu olhar perante o mundo, os preparando para encarar a realidade ao seu redor.
Nesse aspecto, é importante que os educadores e gestores comecem a avaliar o desenvolvimento dessas habilidades como algo que acompanha e complementa as práticas tradicionais de ensino.
Com isso, os alunos conseguem relacionar as matérias aprendidas em sala com ações de autogerenciamento, consciência social, inteligência emocional e outros atributos.
Portanto, as competências socioemocionais são fundamentais para que os jovens floresçam tanto no meio acadêmico quanto no âmbito pessoal, e se tornem indivíduos responsáveis, competentes e empáticos com o próximo.
A educação socioemocional e a BNCC
A relação entre a educação socioemocional e a BNCC é estreita e complementar. A BNCC reconhece a importância das competências socioemocionais para o pleno exercício da cidadania e para o enfrentamento dos desafios do século XXI.
Por isso, ela incorpora as habilidades socioemocionais em sua estrutura, tanto nas competências gerais quanto nas específicas de cada área do conhecimento e componente curricular. Além disso, a Base Nacional orienta as escolas a promoverem uma educação integral que valorize as dimensões cognitiva, afetiva, física, social e cultural dos estudantes.
Isso representa uma oportunidade para as escolas repensarem seus currículos e suas práticas pedagógicas de forma mais integrada e significativa para os alunos. Desse modo, é preciso que os gestores escolares, os professores e os demais profissionais da educação se engajem na implementação dessa proposta com uma visão ampla e atualizada da educação socioemocional.
Também é necessário que haja um trabalho colaborativo entre os diferentes atores envolvidos no processo educativo: famílias, comunidades, organizações sociais e poder público.
Quais são as 5 competências socioemocionais?
Conforme explicamos logo acima, as competências socioemocionais ajudam no desenvolvimento da inteligência emocional e na relação interpessoal do indivíduo, sendo indispensáveis no processo de ensino-aprendizagem.
Segundo a BNCC, existem 5 competências socioemocionais essenciais na educação. Confira abaixo.
1. Autoconhecimento
Trata-se da capacidade de reconhecer e compreender nossos sentimentos, pensamentos, valores e motivações. Ele nos permite ter uma visão clara de quem somos, de nossos pontos fortes e fracos, e de como nos expressamos.
O autoconhecimento é importante para desenvolvermos uma autoestima saudável, confiança em nós mesmos e senso de propósito.
2. Autocontrole
Consiste em regular nossas emoções e impulsos diante de situações difíceis ou estressantes.
O autocontrole nos ajuda a manter a calma, evitar reações exageradas ou agressivas e tomar decisões mais conscientes e racionais. Ele pode ser desenvolvido por meio de práticas como respiração profunda, meditação, relaxamento e exercícios físicos.
3. Consciência social
A consciência social é a capacidade de se colocar no lugar do outro, reconhecer e respeitar as diferenças e diversidades, e se engajar em ações solidárias e cidadãs. Essa habilidade nos ajuda a conviver melhor em sociedade e a contribuir para o bem comum.
4. Habilidade de relacionamento
A habilidade de relacionamento é uma das competências socioemocionais que diz respeito à forma como nos comunicamos e interagimos com as outras pessoas.
Ela envolve manifestar ações de escuta ativa (ouvir com atenção), comunicação clara (expressar-se com objetividade), cooperação (trabalhar em equipe), respeito (aceitar as diferenças) e empatia (se colocar no lugar do outro).
Essa habilidade é fundamental para construir laços afetivos positivos, resolver conflitos pacificamente, aprender com os outros, e participar ativamente da sociedade.
5. Tomada de decisão responsável
Envolve a capacidade de realizar escolhas pessoais levando em conta os padrões éticos e morais. Isso significa analisar as situações, identificar os problemas, avaliar as consequências das ações para si mesmo e para os outros.
Como desenvolver habilidades socioemocionais?
Já deixamos claro que tais habilidades são fundamentais para o desenvolvimento integral dos estudantes e para o seu sucesso acadêmico e profissional. Mas como desenvolvê-las em sala de aula? Veja a seguir, algumas estratégias que podem ser utilizadas pelos professores para estimular essas habilidades seus alunos:
Promover o trabalho em grupo: excelente ideia para estimular habilidades, como colaboração, comunicação e escuta ativa. Crie atividades que podem ser realizadas em duplas, trios ou até mesmo grupos maiores. Busque criar combinações que propiciem a diversidade em cada equipe e, assim, gerem oportunidades para trocas que, de outra maneira, poderiam não acontecer;
Montar um currículo interdisciplinar: estabelecer conexões inéditas entre as disciplinas pode ser uma boa saída para que os alunos adquiram consciência de aprendizagem e consigam colocar em prática as matérias aprendidas. Durante o ciclo de estudos, é possível desenhar aulas co-criadas e mediadas em dupla. Que tal chamar os professores de Biologia e Geografia para ensinar sobre os tipos de solo? Considere;
Incentivar a cultura maker: trata-se de uma linha de trabalho que faz os estudantes colocarem seus conhecimentos em prática. Essa estratégia permite que competências importantes sejam estimuladas por meio da experimentação, como a criatividade e a curiosidade. A cultura maker tem tudo a ver com o uso de projetos para a exploração dos temas de interesse do professor e da turma;
Debater a cidadania: consciência social, ética e papel do cidadão são temas de primeira relevância e que devem, com certeza, fazer parte da grade curricular de qualquer instituição que visa preparar seus alunos para um futuro que vai exigir, cada vez mais, intervenções que promovam a evolução social. Para isso, a escola pode abordar temáticas relacionadas à cidadania, como sustentabilidade e questões sociais.
Como alinhar essas propostas ao Projeto Político Pedagógico da instituição?
Todas essas sugestões de trabalhar as habilidades socioemocionais em classe devem estar alinhadas com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da instituição. Isso garante que as atividades sejam implementadas de maneira integral e para todos, com intencionalidade pedagógica, e não de forma pontual.
É importante lembrar que o ambiente escolar é plural e diverso, desta maneira, cada indivíduo recebe estímulos e aprende de maneira única. Com isso, é essencial estar atento à toda comunidade, permitindo que as habilidades socioemocionais sejam trabalhadas, de fato, para todos.
Sabendo disso, professores, gestores, orientadores e todos os membros da escola devem estar aptos para garantir o desenvolvimento integral dos estudantes, fazendo com que as competências não fiquem restritas ao campo da teoria e sejam implementadas de forma prática.
Como trabalhar as habilidades emocionais no ambiente familiar?
Agora, você já tem dicas importantes sobre como as habilidades socioemocionais podem ser abordadas no ambiente escolar e promover uma educação de excelência. No entanto, pais, mães ou responsáveis pelo aluno, também podem fazer parte desse processo.
Ajudar com questões socioemocionais vai além de fazer o estudante entender suas emoções. Permite que as crianças e os adolescentes se sintam mais seguros emocionalmente, construam vínculos sólidos com os pais e responsáveis, abram espaço para a comunicação em casa e tenham maior autonomia para realizar atividades diárias.
Com isso em mente, preparamos uma lista de dicas que os pais e os responsáveis podem utilizar em casa para auxiliar os pequenos e os jovens no momento de desenvolverem suas capacidades socioemocionais:
Seja o exemplo: crianças enxergam os adultos como espelhos. As ações dizem muito sobre um modelo de conduta a ser seguido. Por exemplo: tratar as pessoas com gentileza e ser paciente com a criança ao conversar com ela faz com que essas competências sejam aprendidas e replicadas;
Externalize emoções: os pais devem incentivar os filhos a externalizar suas emoções e a conversarem sobre seus sentimentos. Além de se sentirem mais seguros e confortáveis por serem figuras familiares, os responsáveis podem acolher e validar as emoções, fazendo com que as crianças se sintam compreendidas e entendam seus sentimentos;
Pratique a empatia: para trabalhar essa habilidade em casa, é necessário estimular a troca de experiências, ou seja, apresentar diferentes vivências para a criança e analisar aquela situação como se ela fosse parte desse momento;
Expresse a criatividade: dê a oportunidade de expressar sua criatividade por meio de atividades artísticas ou esportes. A música, a pintura e as atividades físicas permitem que a criança explore sua curiosidade, experimente novas sensações e seja criativa.
Quais os benefícios de integrar essas habilidades no ensino básico?
Desenvolver as habilidades socioemocionais dos alunos é uma forma de prepará-los para a vida em sociedade, para o futuro profissional e para o aprendizado contínuo. Alguns dos benefícios são:
Ajuda no relacionamento com pais, amigos e o mundo exterior;
Fornece autocontrole e autoconhecimento;
Melhora a empatia com colegas e amigos;
Melhora da consciência social e da cidadania;
Melhora o aprendizado na escola e fora dela;
Permite compreender melhor as emoções próprias e alheias;
Previne o bullying e outros tipos de violência;
Estimula a criatividade e o pensamento crítico;
Favorece o trabalho em equipe e a cooperação;
Potencializa as vocações e os talentos individuais.
No que as capacidades socioemocionais contribuem para a carreira dos estudantes?
Essas habilidades são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho, pois contribuem para o desenvolvimento de profissionais mais criativos, inovadores, flexíveis e adaptáveis às mudanças. Os estudantes que desenvolvem as habilidades socioemocionais podem se beneficiar em vários aspectos da sua carreira profissional. Por exemplo:
Ter mais facilidade para estabelecer relações interpessoais positivas com colegas, clientes, gestores e parceiros, o que pode favorecer o trabalho em equipe, a liderança e a negociação;
Ter mais autoconfiança e autoestima para enfrentar desafios e buscar oportunidades de crescimento pessoal e profissional;
Ter mais equilíbrio emocional para lidar com situações de estresse, frustração e conflito, buscando soluções construtivas e aprendendo com os erros;
Ter mais motivação e engajamento para realizar suas atividades com qualidade, eficiência e comprometimento;
Ter mais criatividade e inovação para propor ideias originais e soluções alternativas para os problemas do cotidiano.
Portanto, as capacidades socioemocionais ajudam na carreira profissional do estudante porque permitem que ele se destaque em um cenário competitivo e dinâmico, além de proporcionarem maior satisfação pessoal e bem-estar no trabalho.
Conclusão
As habilidades socioemocionais devem estar presentes desde os Anos Iniciais do processo de ensino-aprendizagem. Como você viu neste artigo, a BNCC incentiva a inclusão dessas capacidades em seus currículos.
Por isso, é essencial que os educadores estimulem e desenvolvam essas competências nos alunos desde cedo, por meio de atividades lúdicas, reflexivas e interativas.
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A importância do sono para o desenvolvimento saudável das crianças e dos adolescentes
Para começarmos esse papo, que é pra lá de importante, vamos falar sobre um estudo realizado pela Universidade de Queensland (Austrália) que traz dados importantes sobre o sono. Especialistas da instituição acompanharam os hábitos de sono de cerca de 2.900 crianças de 0 a 5 anos e, dois anos depois, analisaram o comportamento delas. Nesta complexa pesquisa, concluíram que grande parte das crianças que tinham uma rotina de descanso desregulada apresentavam riscos significativos de desenvolver problemas relacionados ao déficit de atenção e às dificuldades de aprendizado na escola.
Essa é apenas uma das muitas evidências que deixam claro o quanto o sono é extremamente importante para o desenvolvimento do ser humano em qualquer idade. Afinal, à noite, além de descansar, o corpo produz hormônios que auxiliam no crescimento e o cérebro, entre outras atividades, trabalha para exercer a função de memorizar e registrar informações recebidas durante o estado de vigília, favorecendo que ocorra um bom aprendizado dentro e fora das escolas. Quando bebês, especificamente, ainda não temos um sono regulado, já que os ciclos de descanso são mais curtos e ocorrem diversas vezes ao dia. Mas, no decorrer da vida, o número de horas de sono passam por um processo de individualização e cada pessoa demonstra necessitar de uma certa quantidade mínima de tempo de descanso para se manter saudável. Ficou curioso para descobrir quantas horas, em média, cada pessoa deve dormir de acordo com a sua idade? Para te dar pistas, apresentamos uma recomendação que está na Cartilha da Semana do Sono de 2020, da Associação Brasileira do Sono:
● Recém-nascido (0 a 3 meses): 14 a 18 horas por dia, em média (sendo aceitável entre 11 e 19 horas); ● Bebê (4 a 11 meses): 12 a 15 horas por dia (sendo aceitável entre 10 e 18 horas); ● Um a dois anos: 11 a 14 horas por dia (sendo aceitável entre 9 e 16 horas); ● Três a cinco anos: 10 a 13 horas (sendo aceitável entre 8 e 14 horas); ● Seis a 13 anos: 9 a 11 horas (sendo aceitável entre 7 a 12 horas); ● 14 a 17 anos: 8 a 10 horas (sendo aceitável entre 7 e 11 horas); ● 18 a 25 anos: 7 a 9 horas (sendo aceitável entre 6 e 11 horas); ● 26 a 64 anos: 7 a 9 horas (sendo aceitável entre 6 e 10 horas); ● 65 anos ou mais: 7 a 8 horas (sendo aceitável entre 5 e 9 hora s)
“Mas o que acontece se a minha rotina de sono não corresponder a essa quantidade de horas?” Especialistas indicam que a privação de sono pode gerar, entre outras consequências:
● Irritação ● Alterações de humor ● Dificuldade de concentração e de manter a atenção ● Problemas de memória ● Risco aumentado para doenças cardiovasculares e transtornos psiquiátricos (como ansiedade e depressão).
Sabendo disso, é importante que as famílias estejam atentas ao período de descanso de seus filhos e mantenham uma boa rotina de sono. Para isso, reunimos algumas dicas para auxiliar os pais e responsáveis nesse momento:
#1 DIFERENCIE O DIA E A NOITE
É importante, principalmente para crianças mais novas, diferenciar o dia e a noite. Sendo assim, durante o dia, mantenha o ambiente claro, com movimentos e sons que caracterizam a rotina da casa. Já durante a noite, diminua as luzes e os ruídos, o que irá auxiliar para que o relógio biológico da criança se mantenha regulado.
#2 ATENÇÃO À ALIMENTAÇÃO
Evite alimentos estimulantes antes de dormir, como chocolate, cafeinados e refrigerantes. Além disso, uma dica de ouro: busque fazer com que as refeições aconteçam em um período maior do que 2 horas antes de a criança ir para cama. Isso vai contribuir para uma noite melhor aproveitada.
#3 REGULARIDADE NOS HORÁRIOS
Por mais que nós, adultos, tenhamos uma certa dificuldade em lidar com a rotina, ter um horário estipulado para dormir e acordar todos os dias pode contribuir para regular e manter o ciclo do sono.
#4 RELAXAR É PRECISO
Da mesma forma que levamos um certo tempo para despertarmos totalmente, o corpo precisa de sinais de que a hora de dormir está se aproximando. Por isso, é interessante adicionar à rotina hábitos que tragam relaxamento e, assim, facilitem o processo de adormecer. Há ações bem práticas, como banho morno. Outras atividades consideradas relaxantes são ler, ouvir músicas calmas e fazer massagem. Tudo isso pode se transformar em grandes aliados para o tão esperado momento de descanso.
#5 EVITE OS DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS
Na Era Digital, o tempo de utilização dos dispositivos eletrônicos pode se tornar um vilão do sono. Por isso, para que a rotina do sono seja mais produtiva, é interessante interromper o uso de aparelhos eletrônicos com uma certa antecedência, especialmente quando falamos em televisão, celular e games. Isso acontece especialmente porque a luz das telas gera efeito similar à luz do sol, fazendo com que o corpo entenda que deve se manter em estado de atenção. Para evitar frustrações, deixe as regras de uso dos dispositivos bem alinhadas com as crianças e os adolescentes, fazendo com que entendam que o hábito de se desconectar vai gerar benefícios para a saúde. Outra dica é criar interações que possam entreter e unir a família, como leitura compartilhada e rodadas de desenho ou jogos de tabuleiro.
#6 APOSTE NO EXERCÍCIO FÍSICO
Inserir atividade física na rotina dos pequenos e dos jovens é ótimo para que tenham uma boa noite de sono, já que pode aliviar o estresse e gerar substâncias naturais. Em parceria com o médico da família, estabeleça uma agenda que privilegie a prática de esportes e as brincadeiras. #7 LÍQUIDOS NÃO COMBINAM COM A HORA DE DORMIR Evite oferecer bebidas em horários próximos ao momento de descanso. Isso ajudará a diminuir a necessidade de as crianças e os jovens despertem no meio da noite para irem ao banheiro e, consequentemente, terem o sono interrompido.
Dicas anotadas? Agora, é só colocar em prática! Boa noite!
Escolas Inovadoras: o que a sua instituição precisa para chegar lá?
Parece um movimento automático de nossas mentes: quando pensamos em escolas inovadoras, logo imaginamos uma série de referências que envolvem a tecnologia, não é mesmo? Por um lado, isso faz sentido, mas o contexto é mais abrangente. Por isso, temos um convite: venha explorar esse termo com a gente!
Uma escola que pode se dizer inovadora está sempre em busca de ferramentas e práticas que permitam desenvolver seus alunos e suas habilidades de olho no presente e no futuro. Do comportamento às formas de se lidar com as emoções, há um forte trabalho que passa, também, por elementos como criatividade e colaboração, sinônimos de nossos tempos.
Em resumo, as escolas inovadoras estão em busca do desenvolvimento integral de seus alunos: da aprendizagem de habilidades curriculares específicasà formação de cidadãos preparados para transformarem o mundo em temas como sustentabilidade, diversidade e inclusão.
De olho nesse propósito, preparamos oito dicas que podem contribuir para a jornada de escolas, alunos, pais e responsáveis!
• Cada vez mais compreendemos que os alunos devem ser os protagonistas de sua trajetória escolar. Sendo assim, é necessário que a instituição incentive crianças e adolescentes a serem ativos durante o processo de aprendizagem, deixando de lado a ideia/crença de que apenas recebem o conhecimento transmitido. Na prática, isso se dá por meio de aulas e dinâmicas recheadas de interações, em que os professores se tornam os mediadores do processo de aprendizagem.
• Conhecer e respeitar a singularidade de cada indivíduo: esse é um dos grandes convites de nossos tempos. No ambiente escolar, não é diferente: cada aluno tem suas próprias necessidades, potenciais e desafios. Pensando nisso, devemos apostar em caminhos que promovam a personalização da aprendizagem, ou seja, práticas que facilitem o aprendizado individual de acordo com o ritmo próprio de cada um, dissolvendo comparações competitivas em nome da colaboração e do acolhimento.
• Quando se fala em tecnologia, as escolas devem se apropriar desse recurso com o objetivo de facilitar a aprendizagem dentro e fora da sala de aula, já atentas ao chamado modelo híbrido de ensino. Além disso, a tecnologia pode ser um recurso transversal, estando presente das aulas de robótica à produção de conteúdos para os trabalhos escolares. Em outras palavras, ele passa a ser um meio e não uma finalidade em si.
• Já ouviu falar em sala de aula invertida? Trata-se de uma metodologia muito utilizada para garantir que a participação do aluno no seu processo de aprendizagem seja ampliada. Para isso, as crianças têm contato com o conteúdo da disciplina antes que a aula ocorra, trazendo para o momento da exposição suas principais dúvidas e insights. A ideia aqui é instigar a curiosidade e dar mais autonomia aos alunos, intensificando as interações e os debates em sala.
• Aulas diferentes e que prendem a atenção das crianças e adolescentes são fundamentais para que a escola se torne inovadora. Por meio da rotação por estações, por exemplo, os alunos são divididos em grupos e passam por diversas atividades dispostas em formato de circuito. Aprendem o mesmo tema, porém, de maneiras diferentes e interativas.
• Além de implementar mudanças metodológicas e tecnológicas, algumas escolas inovadoras também se destacam por fomentar o desenvolvimento da cidadania e da ética no seu currículo e práticas. Projetos e ações relacionados à sustentabilidade e outras questões sociais da comunidade são necessárias para que as crianças adquiram atitudes e valores.
• Trazer temas atuais e do cotidiano faz com que as crianças e os adolescentes desenvolvam habilidades como comunicação, interpretação e senso crítico. Criar rodas de conversa, debates e momentos de leitura sobre a vacinação contra à Covid-19, por exemplo, é uma ótima maneira de transportar os alunos para fora da escola e colocá-los diante de temas relevantes para a sociedade.
• Estimular o pensamento crítico, além de favorecer para que os alunos formem opiniões sobre diferentes temas, permite que estejam preparados para lidar com as informações encontradas no mundo digital. As famosas fake News, informações que são falsificadas para enganar as pessoas, estão por toda parte. Sendo assim, através do desenvolvimento do pensamento crítico, nossos estudantes estarão mais preparados para lidarem com elas.
Dicas anotadas? Agora, é só entender quais delas têm mais sinergia com a sua escola e desenhar projetos que auxiliam em uma formação que entregue ao mundo verdadeiros cidadãos de nossos tempos.
Museus e exposições para você garantir a diversão e o conhecimento!
Com a pandemia, museus e galerias de arte fecharam suas portas e tiveram que se reinventar. Afinal, somente em 2020, esses espaços permaneceram fechados por, aproximadamente, 155 dias, acarretando um declínio de 40% a 60% de suas receitas e uma queda de 70% do número de visitantes. Esses indicadores fazem parte do relatório lançado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Com as bilheterias fechadas, a inovação e a tecnologia foram as soluções encontradas para que as exposições continuassem encantando o mundo. Por meio de alternativas digitais, com exibições on-line, videochamadas com curadores e tours remotas, a arte encontrou os caminhos para se reinventar e continuar fazendo parte do nosso dia a dia.
Nesse intervalo, tão intenso e conturbado, as instituições puderam pensar em reestruturações para o período pós-pandemia, que não deixaram de fora a tendência de digitalização. Isso porque mesmo com a liberação das visitas presenciais, as apresentações digitais continuam em alta, ampliando o leque de oportunidades para que possamos conhecer museus do mundo inteiro sem sair de casa, incluindo instituições como o francês Louvre e o Metropolitan Museum of Art, localizado em Nova Iorque.
Um passeio pela humanidade
Seguindo os protocolos atuais, os passeios presenciais voltaram às agendas. Pensando nisso, selecionamos seis exposições especiais. Tome nota e não perca:
1 – Memórias da Independência Para a maioria das pessoas, pensar a Independência do Brasil significa imaginar o grito de D. Pedro I, às margens do riacho do Ipiranga. Mas você sabia que nossa história é marcada por diversos eventos que foram fundamentais para a independência? A mostra focaliza as memórias de “outras independências”, relativas a movimentos de separação ocorridos no Nordeste e no Rio Grande do Sul durante o século 19.
Também aborda diversas práticas de comemoração da criação do estado brasileiro, realizadas desde a década de 1820, em diferentes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, até o seu bicentenário em 2022.
Onde? Museu do Ipiranga – USP Quando: Até 26 de março Localização: São Paulo
2 – CinematograFinho No segundo sábado do mês, exibe filmes que sejam interessantes para crianças e adultos juntos! No caso de filmes falados em outros idiomas, as legendas são especialmente trabalhadas para facilitar a leitura das crianças! Sessões às 15h no Cinema do Museu.
Onde? Museu de Arte Moderna MAM Quando: No segundo sábado do mês, com sessões às 15h Localização: Salvador
3 – Xingu – Contatos Parte da história do Xingu está registrada em fotografias sob a guarda do Instituto Moreira Salles. A exposição é o marco inicial de um processo de requalificação desse conjunto de imagens, com a colaboração de pesquisadores e lideranças indígenas, por meio da identificação de pessoas, locais e situações retratadas. Buscamos, assim, colocar o acervo a serviço da reflexão crítica sobre a representação dos povos originários na história do país e do desenvolvimento de novas formas de autorrepresentação indígena.
Onde? Instituto Moreira Salles – IMS Quando: Até 9 de abril Localização: São Paulo
Além das opções para visita presencial, confira 3 museus brasileiros para fazer um tour virtual sem sair de casa.
4 – Pinacoteca de São Paulo
Fundada em 1905, a Pinacoteca é o museu de arte mais antigo da cidade de São Paulo. Dentre obras de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari e outros artistas, o museu conta, atualmente, com cerca de 11 mil peças em seu acervo permanente. Para percorrer, virtualmente, os corredores da Pinacoteca, basta acessar o site do museu (pinacoteca.org.br). A tour está disponível em português, inglês e espanhol.
5 – MASP
O principal museu de arte de São Paulo, o MASP (Museu de Arte de São Paulo), guarda obras de grandes artistas nacionais, como Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Almeida Junior. Também fazem parte do acervo permanente obras de Botticceli, Monet, Picasso, Van Gogh, e outros artistas de renome. A visita virtual pode ser feita em português ou inglês, no site do museu (masp.org.br/acervo/explore).
6 – Museu do amanhã
Além de um prédio de arquitetura moderníssima, que faz jus ao nome do local, o Museu do Amanhã é uma ótima opção para o pessoal que curte ciências e está sempre se questionando sobre o hoje e o futuro. O passeio virtual pelas dependências do museu vai te levar para uma jornada incrível rumo a futuros possíveis. O tour on-line está disponível em português. Acesse o site do museu e confira (museudoamanha.org.br).
Tudo anotado? Agora, é só aproveitar esse momento especial de que tanto gostamos: curtir a arte, seja de pertinho ou virtualmente.
Mais que alunos: nós acreditamos na formação de cidadãos!
“O conceito de educação integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea.”
Não há menção melhor do que à própria Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, para começarmos uma reflexão que tenha como tema central a formação integral dos estudantes. Como o trecho que selecionamos já indica, as instituições de ensino são responsáveis por formar cidadãos, ou seja, todas as ações pedagógicas devem ser pensadas para oferecer muito mais do que o conteúdo programático das disciplinas tradicionais, como matemática e português – do espaço aos materiais, do tempo aos agrupamentos, do planejamento às atividades.
Sem dúvidas, ter uma grade curricular bem estruturada é essencial, mas devemos estar atentos ao desenvolvimento pleno dos nossos estudantes, o que envolve dimensões que estão além da circulação de informação sistematizada ao longo de décadas pela comunidade pedagógica. Afinal, após o término de sua vida escolar, os estudantes estarão expostos às mais diversas situações e deverão estar preparados para lidar com todas as circunstâncias da melhor maneira possível, tendo em vista atitudes que sejam condizentes com cada momento da sociedade em que estão inseridos, no Brasil e no mundo. Para que isso se torne uma realidade, cabe às escolas promoverem habilidades e competências que desenvolvam ao máximo as capacidades técnicas e relacionais de produzir, ser, conviver e protagonizar.
Mas formação integral e ensino em tempo integral são a mesma coisa?
A resposta é: não! A formação integral preza não só pelo aspecto intelectual como pelas dimensões física, emocional, social e cultural dos alunos, independentemente do tempo que as crianças e os adolescentes passam na escola.
O ensino em tempo integral, por sua vez, é a modalidade que estende a permanência dos estudantes na instituição de ensino. O Centro de Referências em Educação Integral indica que são consideradas período integral somente as jornadas escolares de ao menos sete horas diárias, resultando em carga horária anual de 1.400 horas.
Para deixar esse conceito mais claro, o Centro de Referências em Educação Integral (CREI), com apoio do British Council e da Fundação SM, elaborou o material “Caderno 1 – Currículo e Educação Integral na Prática: Uma referência para Estados e Municípios”, que apresenta as cinco principais dimensões que as escolas devem trabalhar, para que a formação integral seja implementada. Confira na íntegra:
• Dimensão física: relaciona-se à compreensão das questões do corpo, do autocuidado e da atenção à saúde, da potência e da prática física e motora. • Dimensão emocional ou afetiva: refere-se às questões do autoconhecimento, da autoconfiança e capacidade de autorrealização, da capacidade de interação na alteridade, das possibilidades de auto reinvenção e do sentimento de pertencimento. • Dimensão social: refere-se à compreensão das questões sociais, à participação individual no coletivo, ao exercício da cidadania e vida política, ao reconhecimento e exercício de direitos e deveres e responsabilidade para com o coletivo. • Dimensão intelectual: refere-se à apropriação das linguagens, códigos e tecnologias, ao exercício da lógica e da análise crítica, à capacidade de acesso e produção de informação, à leitura crítica do mundo. • Dimensão cultural: diz respeito à apreciação e fruição das diversas culturas, às questões identitárias, à produção cultural em suas diferentes linguagens, ao respeito das diferentes perspectivas, práticas e costumes sociais.
Agora que você já sabe o que deve ser abordado, descubra algumas práticas que podem te ajudar na aplicação da Educação Integral em sua instituição:
• Promova atividades em grupo e que permitam discussões. Desta maneira, os alunos aprendem a trabalhar de maneira coletiva, além de desenvolver suas habilidades de diálogo, relacionamento interpessoal e escuta ativa. • Para ampliar a bagagem cultural, considere o uso de música, artes e outras formas de expressão em atividades do cotidiano. • Coloque a mão na massa e implemente a cultura maker! Além de estimular a criatividade, as crianças terão a oportunidade de aprender enquanto realizam tarefas que visam a resolução de problemas. • Faça uso de metodologias ativas, com as rotações, o ensino híbrido e a gamificação, que trazem protagonismo, engajamento e motivação aos alunos. • Use a tecnologia como aliada! Com ela, habilidades como resolução de problemas e pensamento crítico podem ser amplamente estimuladas, quando usadas com intencionalidade pedagógica e a favor do protagonismo do aluno. Há que se ter em mente que preparar os alunos para um mundo cada vez mais digitalizado e interativo é primordial considerando as tendências que apontam para o futuro de nossa sociedade. • Utilize jogos coletivos ou de tabuleiro para desenvolver habilidades como autocontrole, coletividade, ética e cidadania. • Para questões ligadas à saúde, por exemplo, promova palestras sobre a importância de cuidar do corpo e de se alimentar bem. Que tal levar um dentista para ensinar os pequenos a escovar os dentes, por exemplo? • As aulas de Educação Física são uma ótima oportunidade para abordar a importância de colocarmos o corpo em movimento. Para que os alunos se engajem, proporcione campeonatos de esportes, por exemplo, ou gincanas que impulsionam a colaboração entre os diferentes grupos. Além de abordar a temática, trabalhará a coletividade e a competitividade saudável. • Feiras de ciências são sempre bem-vindas e extremamente relevantes para desenvolver inúmeras competências, como a pesquisa e técnicas ligadas à metodologia científica. Apresentações, pesquisas, trabalhos manuais e trabalhos em grupo favorecem para que as habilidades de comunicação, participação e criatividade sejam trabalhadas.
Essas são algumas das possibilidades de criarmos uma agenda que favoreça o desenvolvimento de cidadãos preparados para lidar com os mais diversos desafios contemporâneos.
O início do novo ano letivo é uma realidade e estamos desejando boas-vindas para novas estratégias na Educação. Apesar de os últimos tempos já terem sido embalados por novidades, como a ampla utilização do ensino híbrido e o uso mais intenso de tecnologias em sala de aula, é inevitável que a gente se depare com mais avanços. Afinal, vivemos em um mundo que está em constante transformação e as escolas devem, sem dúvidas, acompanhar e protagonizar revoluções com o objetivo de tornar a aprendizagem um processo mais interativo, adaptável e assertivo. Pensando nisso, listamos algumas das principais tendências educacionais para a sua organização iniciar 2023 saindo na frente:
GAMIFICAÇÃO
Com o objetivo de engajar, integrar, inovar e, claro, potencializar a aprendizagem, o uso de jogos como metodologia de ensino será tendência em 2023. Conhecido como gamificação, o ensino com base na utilização de games é cada vez mais frequente e abre espaço para que crianças e adolescentes compreendam a matéria de maneira lúdica e divertida. Mas como os jogos podem fazer parte do material de aula? Ótima pergunta! Quando falamos de gamificação, não estamos considerando exclusivamente games eletrônicos. Os jogos tradicionais também fazem parte dessa estratégia. Já pensou em utilizar o xadrez para trabalhar raciocínio lógico, por exemplo? Que tal jogar STOP, em inglês, com a turma para ampliação do vocabulário? No entanto, para além do uso específico de jogos, a gamificação propõe o uso de dinâmica e metodologias presentes neles (pontuação, fases, conquistas, recompensas), como recursos de aprendizagem. Claro, a tecnologia não fica de fora e podemos fazer bom uso dela utilizando plataformas e sites. Um bom exemplo seria utilizar o digital para averiguar o conhecimento dos estudantes realizando um quiz online com perguntas sobre o conteúdo estudado. Além de promover uma atividade tradicional de forma diferenciada, o professor já terá na palma da sua mão o número de acertos e erros, podendo analisar qual conteúdo deve ser retomado. Há inúmeros sites e aplicativos que oferecem jogos educativos, como:
• Letrinhas: o jogo oferecido pelo site Escola Games brinca com as letras do alfabeto e deve ser utilizado com as crianças que estão sendo alfabetizadas. Seu principal objetivo é fazer com que os alunos aprendam a montar sílabas, consigam diferenciar consoantes e vogais, compreendam o processo de estruturação das palavras e muito mais. Cliqueaqui e saiba mais! • Maior e menor da selva: no mesmo site, o jogo “Maior e menor da selva” auxilia os professores de matemática no processo de identificar as grandezas “maior” e “menor”. Gostou?
DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de depressão em crianças entre 6 e 12 anos aumentou de 4,5 para 8% nos últimos 10 anos. Os números são alarmantes e, segundo uma nova pesquisa publicada no periódico JAMA Pediatrics, pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, constataram que a pandemia do novo coronavírus causou danos à saúde mental de crianças e de adolescentes. Sabemos que as doenças mentais não é novidade na agenda escolar, mas merecem maior atenção após esse episódio traumático. Desta forma, trabalhar as competências socioemocionais dos estudantes é primordial para o desenvolvimento da inteligência emocional e estimular suas habilidades emocionais e sociais. “Compreender o conceito de competências socioemocionais envolve o estudo das emoções. Ao longo da história, as emoções foram abordadas de diferentes perspectivas: da neuropsicologia, da biologia, dos padrões das espécies, da psicopedagogia, da cultura etc. Dentre todas essas abordagens, aquelas voltadas para as competências socioemocionais no contexto escolar são as de interesse nesse texto por abordarem diretamente as novas diretrizes propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a proposta de Educação para o século 21 (proposta pela UNESCO) e o ensino integral. Na BNCC, as competências socioemocionais estão presentes em todas as 10 competências gerais. Portanto, no Brasil, até 2020, todas as escolas deverão contemplar as competências socioemocionais em seus currículos. Diante dessa demanda, precisamos conhecer mais sobre a educação socioemocional.” – Base Nacional Comum Curricular, BNCC.
EDUCAÇÃO IMERSIVA
A Realidade Aumentada (RA) e a Realidade Virtual (RV) serão tendências em 2023 e proporcionarão aos estudantes experiências cada vez mais tecnológicas. Com elas, será possível simular ações e cenários, por exemplo: durante as aulas de História sobre a Roma Antiga, que tal viajar para o passado sem sair da sala de aula e apresentar aos estudantes a arquitetura da época com todos os detalhes? Visitar um museu em outro país e conhecer uma nova cultura já são uma realidade com a RA e a RV!
APRIMORAMENTO DA GESTÃO ESCOLAR
Não é só o ensino que está de olho no avanço, a gestão escolar também merece atenção e não só pode, como deve ser atualizada. Utilizando softwares e recursos digitais, a escola pode otimizar atividades administrativas e financeiras. Além de poder analisar o desempenho, controlar melhor as notas e a frequência dos alunos.
ENSINO HÍBRIDO
Como falamos anteriormente, o ensino híbrido já faz parte da nossa realidade, mas ainda não é totalmente estabelecido. Sendo assim, permanece sendo uma tendência para o próximo ano e continuará tendo como objetivo principal o protagonismo do aluno e a criação de um espaço no qual o estudante realiza sua própria gestão.
Preparado para 2023? Desejamos um ótimo ano letivo a todos!
Fernanda Furia
Psicóloga/ Brasil
Mestre em Psicologia de Crianças e Adolescentes.
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