Metodologia STEM: o que é e como aplicar no dia a dia? Entenda!

Metodologia STEM: o que é e como aplicar no dia a dia? Entenda!

Foto de professor dando aula para crianças.

A metodologia STEM é uma abordagem pedagógica que integra as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática em atividades interdisciplinares e contextualizadas. O objetivo é estimular o desenvolvimento de habilidades como o pensamento crítico, a criatividade, a colaboração e a resolução de problemas nos estudantes.

Mas como aplicar essa metodologia no dia a dia da sala de aula? Quais são os benefícios dessa abordagem para os alunos e para os professores? Quais são os desafios e as oportunidades que ela oferece? 

Neste artigo, vamos responder essas e outras perguntas sobre essa tendência educacional que vem transformando o ensino e a aprendizagem. Acompanhe!

O que é a metodologia STEM?

Conforme explicamos inicialmente, a metodologia STEM — Science (Ciências), Technology (Tecnologia), Engineering (Engenharia), Math (Matemática) — é uma abordagem educacional que integra as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, com o objetivo de desenvolver o pensamento crítico, a criatividade, a resolução de problemas e a colaboração dos estudantes. 

Tais competências são consideradas essenciais na atualidade, pois permitem aos alunos enfrentar os desafios e as oportunidades de um mundo cada vez mais complexo e interconectado. Por isso, a metodologia não se limita a ensinar as disciplinas isoladamente, mas busca criar conexões entre elas e aplicá-las em situações reais e significativas. 

Assim, os alunos aprendem de forma contextualizada e interdisciplinar, explorando conceitos e fenômenos de diferentes perspectivas e utilizando ferramentas e recursos tecnológicos para investigar, projetar e construir soluções. Além disso, a STEM estimula o trabalho em equipe, a comunicação efetiva e o pensamento ético e sustentável.

Ela pode ser implementada em diferentes níveis de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior, adaptando-se às características e aos interesses dos alunos. Existem diversas estratégias para incorporar a metodologia no currículo escolar, como projetos integrados, oficinas temáticas, clubes de ciências, feiras de inovação, entre outras. 

O importante é que os alunos sejam protagonistas do seu processo de aprendizagem e que sejam estimulados a explorar o mundo ao seu redor com curiosidade e criatividade.

Como surgiu a metodologia STEM?

foto de aula de computação em escola infantil.A metodologia STEM surgiu nos Estados Unidos entre as décadas de 1990 e 2000, como uma iniciativa governamental para incentivar a carreira nas áreas de exatas, diante da falta de profissionais qualificados e do baixo desempenho dos alunos nos sistemas de avaliação nacional. 

A National Science Foundation foi a responsável por nomear e difundir a estratégia, que buscava melhorar a aprendizagem e possibilitar estratégias de ensino práticas dentro das escolas estadunidenses.

A ideia surgiu da necessidade de preparar os jovens para os desafios e as oportunidades do século XXI, em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo. A metodologia propõe que os conteúdos das diferentes disciplinas sejam ensinados de forma integrada e contextualizada, por meio de projetos que envolvam situações reais e desafios práticos. 

Assim, os estudantes podem desenvolver habilidades como o raciocínio lógico, a comunicação, a colaboração e a inovação, além de se interessarem mais pelas carreiras científicas e tecnológicas.

Por que a metodologia STEM é importante?

Foto de menina em aula.A importância dessa metodologia se dá no preparo dos estudantes para os desafios e oportunidades da vida profissional, incentivando a inovação, a resolução de problemas e a interdisciplinaridade. 

Além disso, a STEM contribui para o fortalecimento da educação científica e tecnológica, ampliando o interesse e a participação dos alunos nessas áreas e formando profissionais qualificados para atender às demandas do mercado de trabalho.

Como funciona?

Foto de crianças aprendendo com metodologia STEM.

No currículo brasileiro, a abordagem STEM pode ser aplicada de diferentes formas, de acordo com a proposta pedagógica de cada escola ou rede de ensino. Uma das possibilidades é utilizar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como referência para planejar projetos que articulem os componentes curriculares de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. 

Outra possibilidade é explorar as conexões entre o STEM e outras áreas do conhecimento, como Linguagens e Ciências Humanas, ampliando as possibilidades de aprendizagem dos estudantes. Inclusive, há uma variação dessa abordagem, chamada STEAM, onde o “A” significa a inserção de Artes nesta proposta multidisciplinar.

O STEM também promove a cidadania e a sustentabilidade, ao abordar temas relevantes para a sociedade e o meio ambiente, como energia, saúde, clima e inovação.

Como aplicar a metodologia STEM na educação?

Incorporar a STEM nas escolas não é tão complicado quanto parece. Obviamente, é necessário um esforço conjunto de toda a comunidade escolar para que as mudanças sejam efetivas e gerem os resultados desejados no processo de ensino-aprendizagem. 

Alterações na didática

É necessário promover mudanças na didática dos professores e na organização curricular das escolas. Assim, é válido planejar projetos integrados que envolvam as quatro áreas do STEM e que se relacionem com o contexto dos alunos e com questões globais.

Outra possibilidade é a de utilizar recursos tecnológicos como ferramentas de aprendizagem, pesquisa e comunicação, incentivando os alunos a explorar diferentes mídias e plataformas. Em complemento, pode-se criar espaços e materiais adequados para que os alunos possam realizar experimentos, construir protótipos, testar hipóteses e apresentar soluções.

Além disso, é interessante adotar uma avaliação formativa e contínua, que valorize o processo de aprendizagem e o desenvolvimento de competências e habilidades. A instituição pode estabelecer parcerias com outras instituições, como universidades, empresas, museus e ONGs, para ampliar as oportunidades de aprendizagem e troca de experiências.

Capacitação dos docentes

É necessário que as instituições de ensino invistam na formação continuada dos professores, oferecendo cursos, oficinas, palestras e materiais que os auxiliem a compreender e implementar a metodologia STEM, bem como saber integrar essas áreas em suas práticas pedagógicas.

Infelizmente, muitos docentes não tiveram acesso a uma formação que privilegia a interdisciplinaridade. Mesmo em cursos de pedagogia/licenciatura atuais, não é comum encontrar o STEAM contemplado no currículo. Além disso, no que se refere à tecnologia, a maior parte dos professores não têm base ou conhecimento geral sobre robótica, programação, eletrônica, inteligência artificial e outros.

Desse modo, nessa formação, os professores devem ter acesso a recursos didáticos e tecnológicos que possibilitem o desenvolvimento de atividades STEM com os alunos. Um ótimo exemplo disso é a experimentação e a aprendizagem baseada em projetos — a cultura maker é uma estratégia na implementação dessas práticas, sobretudo nas instituições que já têm o maker em seu currículo. 

Isso significa que os professores devem planejar atividades que envolvam a articulação entre as diferentes disciplinas, que permitam aos alunos explorar conceitos e fenômenos por meio de experiências práticas e que desafiem os alunos a resolver problemas reais ou hipotéticos usando os conhecimentos adquiridos. 

Em sala de aula, os docentes precisam incentivar o trabalho em equipe, a autonomia e a reflexão dos alunos sobre o processo de aprendizagem.

Ferramentas escolares

A educação STEAM pode ser implementada nas escolas mais facilmente com o uso de ferramentas específicas. Afinal, a aprendizagem ocorre quando os alunos são apresentados a problemas ou desafios para resolver, no qual os estudantes aprendem habilidades práticas construindo projetos e vendo como tudo funciona.

Portanto, investir em espaços makers, laboratórios de química, física e outras ciências para experimentação é crucial. Além disso, introduzir jogos educativos e explorar plataformas online pode permitir que os alunos trabalhem de novas maneiras, afastando-se dos cadernos tradicionais.

Robótica no currículo

Uma das formas de aplicar a metodologia STEM na educação é incorporar a robótica no currículo. É uma área que envolve a construção e programação de máquinas capazes de realizar tarefas específicas. 

A robótica estimula o raciocínio lógico, a criatividade, a colaboração e a inovação dos alunos, além de possibilitar a conexão entre diferentes disciplinas, como física, matemática, informática e artes. Também permite que os alunos se envolvam em projetos práticos e desafiadores, que podem ter impacto social e ambiental.

Para implementá-la, é preciso contar com recursos materiais e humanos adequados. Os recursos materiais incluem kits de robótica, computadores, softwares e espaços para montagem e teste dos robôs. Os recursos humanos incluem professores capacitados para orientar os alunos e mediadores que possam auxiliar na integração entre as áreas do conhecimento. 

Desse modo, é importante definir os objetivos pedagógicos da robótica, os conteúdos a serem trabalhados, as metodologias de ensino e avaliação e as formas de articulação com o currículo escolar.

A metodologia STEM e a robótica no currículo são formas de tornar a educação mais atrativa, significativa e relevante para os alunos, preparando-os para os desafios do futuro. Essas iniciativas requerem um trabalho conjunto entre gestores, professores, alunos e comunidade escolar, além de um investimento em infraestrutura e formação continuada.

Benefícios da metodologia STEM

Foto de crianças estudando em computador.O modelo tradicional de ensino, baseado principalmente na memorização de conteúdos, nem sempre tem êxito em fazer os alunos se interessarem pelo tema abordado e alcançarem os objetivos de aprendizagem previstos. A educação STEM, por outro lado, é dinâmica e envolvente, tornando-a adequada para esses alunos. Ela promove o aprendizado em áreas que os alunos podem achar monótonas. 

Nesse aspecto, a STEM oferece inúmeros benefícios para a educação, e vamos explorar alguns deles abaixo para ajudá-lo a entender por que vale a pena implementá-la nas salas de aula.

Conhecimentos interdisciplinares

O STEM na educação favorece a aprendizagem e aquisição de conhecimentos interdisciplinares, pois os alunos percebem as conexões entre as diferentes áreas do conhecimento e como elas se aplicam na realidade. Ainda, os docentes podem estimular diversas habilidades nos estudantes, tais como:

  • resolução de problemas: os alunos são desafiados a encontrar soluções criativas e inovadoras para questões reais ou hipotéticas, utilizando os conhecimentos das diferentes áreas do STEM;
  • raciocínio lógico: os estudantes desenvolvem a capacidade de pensar de forma estruturada, analítica e crítica, aplicando conceitos matemáticos e científicos para resolver problemas;
  • trabalho em equipe: os jovens aprendem a colaborar, comunicar e respeitar as diferentes opiniões e perspectivas dos colegas, compartilhando ideias e responsabilidades em projetos coletivos;
  • pensamento crítico: os alunos são incentivados a questionar, investigar e argumentar sobre os temas estudados, desenvolvendo uma postura reflexiva e autônoma diante do conhecimento;
  • criatividade: a classe é estimulada a explorar a sua imaginação e originalidade, criando produtos ou processos que envolvam as áreas do STEM.

Aplicação da aprendizagem na prática

Os educadores frequentemente encontram alunos que questionam a praticidade do conhecimento que adquirem nas aulas. No entanto, com a implementação da educação STEM, essas dúvidas são dissipadas, pois os alunos testemunham em primeira mão como o conteúdo que aprendem em sala de aula pode ser aplicado em seu dia a dia.  

Essa abordagem promove a aplicabilidade do aprendizado, pois os estudantes são incumbidos de desenvolver soluções práticas por meio dos movimentos Maker e Do It Yourself. Essas iniciativas desafiam os alunos a resolver problemas da vida real construindo objetos tangíveis.

Melhora na relação entre aluno e professor

Outro benefício de aplicar o STEM em sala de aula é a melhora na relação entre aluno e professor. Ao invés de transmitir conteúdos de forma unilateral e linear, os professores podem atuar como mediadores e facilitadores do aprendizado, propondo questões, orientando pesquisas, incentivando a experimentação e a reflexão. 

Os alunos, por sua vez, podem assumir um papel mais ativo e protagonista na construção do conhecimento, expressando suas ideias, hipóteses e soluções. Dessa forma, o STEM pode promover uma interação mais dinâmica, dialógica e significativa entre aluno e professor, baseada no respeito mútuo, na confiança e na cooperação.

Preparo para o mercado de trabalho

Não é novidade que o mercado de trabalho visa profissionais que se destacam. Portanto, atualmente, não basta ter um diploma acadêmico para conquistar boas oportunidades. Existem inúmeros candidatos qualificados em todos os segmentos, por isso é necessário ter habilidades que atraiam o olhar dos recrutadores.

Nesse aspecto, o currículo do STEM promove o desenvolvimento do aluno para o mercado, já que ele incentiva a solução de problemas de modo efetivo. Nessa abordagem, os estudantes aprendem a se comunicar melhor, a serem mais criativos, bem como ter o pensamento crítico em qualquer área de atuação.

Conclusão

Neste conteúdo, você aprendeu que a metodologia STEM é uma forma de ensinar e aprender que valoriza as competências do século XXI e prepara os estudantes para os desafios da sociedade atual e futura. 

Por meio de projetos interdisciplinares e contextualizados, os estudantes desenvolvem habilidades como criatividade, pensamento crítico, resolução de problemas e colaboração, além de se aproximarem das áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática de forma integrada e prática. 

Assim, a STEM pode ser aplicada no dia a dia de diferentes formas, desde que se tenha um planejamento adequado e um acompanhamento pedagógico efetivo.

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Como se tornar uma escola inclusiva? Confira neste guia completo!

Como se tornar uma escola inclusiva? Confira neste guia completo!

grupo de alunos com necessidades especiais desenham em mesa com orientação de professora

A inclusão escolar é um processo que visa garantir o acesso, a permanência e o sucesso de todos os estudantes na educação básica, respeitando e valorizando suas diferenças e potencialidades. 

Uma escola inclusiva é aquela que reconhece a diversidade como um elemento fundamental no processo educativo e que busca eliminar as barreiras que impedem a participação e a aprendizagem de todos. 

Neste guia, vamos apresentar alguns conceitos e princípios da inclusão escolar, bem como algumas estratégias e práticas para tornar a escola mais inclusiva. 

Esperamos que este material possa contribuir para a reflexão e para a atuação dos educadores e educadoras que desejam construir uma educação de qualidade para todos e todas. Boa leitura!

O que é uma escola inclusiva?

Uma escola inclusiva é aquela que acolhe e valoriza a diversidade dos seus alunos, respeitando suas diferenças e necessidades educacionais. Ela busca promover uma educação de qualidade para todos, sem discriminação ou exclusão. 

Um ambiente escolar inclusivo reconhece que cada aluno é único e tem potencialidades a serem desenvolvidas. Nesse sentido, a instituição adapta seu currículo, sua metodologia e sua avaliação para atender às demandas de cada estudante. 

Além disso, estimula a participação e a colaboração de todos os membros da comunidade escolar, criando um ambiente de aprendizagem acolhedor, democrático e solidário.

LEIA MAIS: Como garantir uma educação de excelência?

Plano Nacional de Educação e a Educação Inclusiva

O Plano Nacional de Educação (PNE) é um documento que estabelece as diretrizes, metas e estratégias para a educação brasileira nos próximos dez anos. Um dos seus principais objetivos é garantir o direito à educação de qualidade para todos os cidadãos, respeitando a diversidade e a inclusão. O PNE prevê várias metas e estratégias relacionadas à educação inclusiva, como:

  • Universalizar a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos e ampliar a oferta de creches para as crianças de até 3 anos;
  • Universalizar o ensino fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada;
  • Universalizar o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%;
  • Oferecer educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional para os que não concluíram o ensino fundamental ou médio na idade adequada;
  • Alfabetizar todas as crianças até o final do 3º ano do ensino fundamental;
  • Oferecer educação em tempo integral em pelo menos 50% das escolas públicas;
  • Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades;
  • Assegurar a formação inicial e continuada dos profissionais da educação;
  • Garantir o atendimento aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino, por meio da transversalidade da educação especial;
  • Implementar políticas de prevenção e atendimento às vítimas de violência doméstica, bullying, racismo, homofobia e outras formas de discriminação nas escolas;
  • Promover a diversidade cultural, étnico-racial, de gênero, sexual, religiosa e de origem regional no currículo e nas práticas pedagógicas das escolas.

Essas são algumas das medidas que o PNE propõe para tornar a educação brasileira mais inclusiva e democrática. No entanto, para que elas sejam efetivadas, é preciso que haja um compromisso dos governos federal, estaduais e municipais, dos gestores educacionais, dos professores, dos responsáveis, dos alunos e da sociedade em geral com a implementação e o monitoramento do plano.

Qual o panorama sobre a educação inclusiva no Brasil?

professora negra acompanha grupo de alunos diversos brincam sobre mesa com formas geométricas

No Brasil, a educação inclusiva tem sido objeto de diversas políticas, legislações e iniciativas que buscam garantir o acesso, a permanência e o sucesso escolar dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino. Alguns marcos importantes nesse processo são:

  • A Constituição Federal de 1988, que estabelece a educação como um direito de todos e um dever do Estado e da família;
  • A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de 1996, que define a educação especial como uma modalidade transversal que deve ser oferecida pelas instituições de ensino regulares com atendimento educacional especializado complementar ou suplementar à formação dos estudantes com necessidades educacionais especiais;
  • A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) de 2006, ratificada pelo Brasil em 2008 com status de emenda constitucional, que afirma o direito das pessoas com deficiência à educação inclusiva em todos os níveis e modalidades de ensino;
  • A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI) de 2008, que orienta os sistemas de ensino para a implementação de práticas pedagógicas inclusivas que garantam o atendimento às especificidades dos estudantes com deficiência;
  • O Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014, que estabelece metas e estratégias para a universalização do acesso e a melhoria da qualidade da educação básica e superior, incluindo a educação especial;
  • A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) ou Estatuto da Pessoa com Deficiência de 2015, que proíbe qualquer forma de discriminação ou cobrança adicional pela oferta de recursos de acessibilidade nas instituições de ensino;
  • A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de 2017, que define as competências e habilidades essenciais para o desenvolvimento dos estudantes da educação básica, considerando as diversidades e as necessidades educacionais especiais.

Apesar dos avanços normativos e legais, a educação inclusiva no Brasil ainda enfrenta diversos desafios na implementação prática dessas medidas. Entre eles, destacam-se:

  • falta de infraestrutura adequada e recursos pedagógicos acessíveis nas escolas regulares;
  • escassez de profissionais qualificados e capacitados para atender à diversidade dos estudantes;
  • resistência de alguns segmentos da sociedade e da comunidade escolar à inclusão dos estudantes com deficiência na rede regular de ensino;
  • ausência de uma avaliação sistêmica e participativa dos processos e resultados da educação inclusiva;
  • necessidade de articulação entre as políticas públicas de educação, saúde, assistência social, cultura, esporte e lazer para garantir a inclusão social das pessoas com deficiência.

Diante desses desafios, é fundamental que haja um compromisso coletivo e uma mobilização social em prol da educação inclusiva no Brasil. 

Quais os desafios da educação inclusiva para as escolas?

Promover a aprendizagem e o desenvolvimento de todos, sem discriminação ou exclusão não é tarefa simples. Transformar o ambiente escolar em uma instituição inclusiva envolve uma série de desafios, tais como:

  • garantir a acessibilidade física, pedagógica e comunicacional dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, providenciando recursos diversos e adaptações adequadas;
  • formar os professores para lidar com a heterogeneidade dos alunos, oferecendo-lhes formação contínua e apoio especializado;
  • envolver as famílias e a comunidade na construção de um projeto educativo inclusivo, fortalecendo os laços de cooperação e confiança;
  • promover uma cultura de respeito, solidariedade e participação entre os alunos, estimulando o diálogo e a convivência harmoniosa;
  • avaliar os alunos de forma justa e formativa, considerando seus avanços e dificuldades, e propondo intervenções pedagógicas adequadas;
  • superar as barreiras atitudinais e sociais que ainda persistem em relação à inclusão, combatendo o preconceito e a discriminação.

Contornar esses obstáculos requer um compromisso coletivo e uma mudança de paradigma na educação. Uma escola inclusiva é um direito de todos e um benefício para a sociedade.

Quais os pilares da educação inclusiva?

estudante de cadeira de rodas segura livro com amiga atrás da cadeira

Uma escola inclusiva deve seguir os 5 princípios que norteiam esse modelo de educação. Tais premissas se baseiam na afirmativa de que todos possuem o direito de acesso à educação de qualidade e, por isso, garantem que as práticas pedagógicas da instituição sejam, de fato, inclusivas. 

LEIA MAIS: Quais as principais tendências educacionais? Confira!

Esses princípios auxiliam a escola a reavaliar suas práticas e seu discurso, além de guiar a elaboração dos objetivos e metas no Projeto Político Pedagógico (PPP).

1. Toda pessoa tem o direito de acesso à educação

Esse princípio destaca o direito ao acesso irrestrito à educação, sem qualquer dificuldade, seja ele físico, intelectual ou de outra natureza. Ele está em concordância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e outras convenções embasadas pelos países membros das Nações Unidas.

2. Toda pessoa aprende

Independentemente das características do indivíduo, todos possuem plena capacidade de aprender e ensinar. Não há limitações físicas, intelectuais ou sensoriais que atrapalhem o aprendizado. Contudo, é necessário reconhecer as diferenças e, por isso, as escolas devem implementar estratégias pedagógicas que facilitem esse processo de modo plural.

3. O processo de aprendizagem de cada pessoa é singular

O processo de ensino-aprendizagem não ocorre de forma homogênea. Cada indivíduo aprende de uma forma, sem qualquer relação com deficiências pré-existentes. O desenvolvimento de cada estudante é singular e, por essa razão, há a necessidade de criar um projeto de ensino que atenda a todos os alunos, sem exclusão, respeitando seus ritmos de aprendizagem.

4. O convívio no ambiente escolar comum beneficia todos

Nesse princípio, reforça-se os conceitos de pluralidade, diversidade, respeito e empatia. O contato e a interação entre pessoas diferentes gera benefícios de curto a longo prazo aos estudantes com deficiência. Uma escola inclusiva acelera o desenvolvimento socioemocional e outras competências intelectuais dos estudantes.

5. O ensino inclusivo diz respeito a todos 

Guiada pelo direito à igualdade, uma educação inclusiva considera a diversidade um elemento enriquecedor e necessário para o processo de aprendizagem e ensino. Então, além de contemplar os estudantes com necessidades educacionais especiais, a inclusão deve englobar todos os participantes dessa operação, como educadores, famílias, gestores, entre outros.

O que é necessário para uma escola ser inclusiva?

Já explicamos que uma escola inclusiva é aquela que acolhe e valoriza a diversidade de seus alunos, respeitando suas diferenças e potencialidades. Para que uma escola seja inclusiva, é necessário que ela tenha uma proposta pedagógica que reconheça as necessidades educacionais específicas de cada estudante e que ofereça recursos e estratégias adequadas para o seu desenvolvimento. 

Além disso, é preciso que a escola promova uma cultura de cooperação, solidariedade e participação entre todos os membros da comunidade escolar, estimulando o diálogo, o respeito e a convivência harmoniosa. Uma escola inclusiva também deve contar com uma equipe de profissionais qualificados e comprometidos com a educação para todos, que busquem constantemente a formação continuada e a atualização de seus conhecimentos e práticas. 

Por fim, a escola deve estar articulada com as redes de apoio e proteção social, buscando parcerias e colaborações com as famílias, os órgãos públicos e as organizações da sociedade civil que possam contribuir para a garantia dos direitos e a melhoria da qualidade de vida dos alunos.

Benefícios da escola inclusiva

grupo de alunos diversos leem livro e conversam entre si

A escola inclusiva tem vários benefícios, tanto para os alunos com deficiência ou necessidades educacionais especiais, quanto para os demais alunos e professores. Alguns desses benefícios são:

  • promove o desenvolvimento integral dos alunos, estimulando suas habilidades cognitivas, sociais, emocionais e físicas;
  • favorece a convivência e a cooperação entre os alunos, fortalecendo os laços de amizade, solidariedade e respeito mútuo;
  • enriquece o processo de ensino-aprendizagem, tornando-o mais dinâmico, criativo e significativo, com o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas;
  • amplia a visão de mundo dos alunos, despertando sua curiosidade, senso crítico e consciência cidadã;
  • contribui para a formação de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva, que reconhece e valoriza a diversidade humana como um bem comum.

Exemplos de escolas inclusivas no Brasil

aluna de cadeira de rodas brinca com tablet enquanto sorri

No Brasil, existem vários exemplos de escolas que praticam a inclusão em diferentes níveis e modalidades de ensino. Algumas delas são:

Escola Dona Maria da Costa

Localizada em Florianópolis (SC), A Escola Donícia Maria da Costa é uma das unidades educacionais de destaque da rede municipal da cidade. Esforços são feitos para envolver a comunidade no processo de governança e reconhecer a relevância da equipe docente do AEE para que os alunos tenham acesso ao conteúdo do curso.

Escola vera Cruz 

Situada em São Paulo (SP), desde a sua criação, a Escola Vera Cruz está comprometida com a educação semipresencial secular e com a valorização da diversidade, o que inclui o direito à educação de crianças e jovens com deficiência. Além do investimento constante na formação de educadores para acolher e valorizar as diferenças, a composição das equipes pedagógicas é ajustada quando necessário.

Escola Clarisse Fecury 

Localizada no Rio Branco (AC), A Escola Clarisse Fecury conseguiu desenvolver um modelo de ensino que está em estreito diálogo com a ideia de educação inclusiva. O compromisso de acolher a diferença começa com o PPP e se desdobra em ações programáticas, na prática em sala de aula e avaliação dos alunos.

Conclusão

Neste guia, você aprendeu o que é uma escola inclusiva, seus desafios e como transformar a instituição em um ambiente mais inclusivo. 

Também pôde entender como o Estado vem criando políticas públicas para fomentar a expansão de centros educacionais mais inclusivos, além de orientar as escolas a criarem um PPP que supra as necessidades de todos os seus estudantes, com ou sem necessidades de aprendizagem especial.

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Planejamento pedagógico: entenda o que é, para que serve e a importância para a escola

Planejamento pedagógico: entenda o que é, para que serve e a importância para a escola

grupo de pedagogos conversando entre si

Existem diversas atribuições envolvidas na preparação de um novo ano letivo escolar, que exigem a participação da equipe administrativa e dos docentes. Entre os detalhes que precisam ser discutidos, estão as ações listadas no planejamento pedagógico; um documento que é redigido no final do ano anterior. 

Nesse plano, constam as diretrizes que guiarão a rotina dos professores, dos estudantes, da direção, da coordenação e outros integrantes da comunidade escolar. Desse modo, o planejamento deve ser criado com cautela, por meio de uma gestão democrática. 

Portanto, o plano serve como um guia para todo o ano letivo. No conteúdo a seguir, você aprenderá quais etapas desse planejamento não podem ser negligenciadas. Continue e boa leitura!

O que é planejamento pedagógico?

O planejamento pedagógico é um processo que envolve a definição de objetivos, estratégias, metodologias e avaliações para o desenvolvimento das atividades educativas. Ele é fundamental para garantir a qualidade e a eficiência do ensino-aprendizagem, bem como para orientar os professores e os alunos na realização das tarefas propostas. 

O plano deve ser elaborado de forma participativa, considerando as necessidades, os interesses e as características dos alunos, o contexto sociocultural e as diretrizes curriculares da instituição de ensino. Para funcionar de modo eficiente, o documento deve ser flexível e dinâmico, permitindo ajustes e revisões ao longo do processo educativo. 

Além disso, é também um instrumento de reflexão e de aperfeiçoamento da prática pedagógica, favorecendo a criatividade, a autonomia e a cooperação entre os envolvidos na educação. A partir desse planejamento, a equipe pedagógica consegue:

  • ter clareza sobre o que se pretende ensinar e como se pretende ensinar;
  • estabelecer uma coerência entre os diferentes componentes curriculares e as expectativas de aprendizagem dos alunos;
  • selecionar os conteúdos e as habilidades mais relevantes e significativos para a formação dos alunos;
  • escolher as estratégias mais adequadas para motivar, envolver e desafiar os alunos;
  • prever e superar as possíveis dificuldades e obstáculos que possam surgir durante as aulas;
  • avaliar os resultados alcançados e reorientar o planejamento quando necessário.

Da perspectiva dos estudantes, o plano também possibilita:

  • compreensão dos objetivos e propósitos das atividades direcionadas;
  • estimular o interesse, a curiosidade e a participação ativa dos alunos;
  • oportunidades de aprendizagem diversificadas e adequadas ao ritmo e às necessidades de cada aluno;
  • desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais, emocionais e éticas nos alunos;
  • promoção da autoavaliação e a reflexão crítica dos alunos sobre o seu próprio processo de aprendizagem.

Quais as principais etapas do planejamento pedagógico?

pedagoga abraça aluna enquanto lê para outras alunas sentadas

Conforme já explicamos, o planejamento pedagógico deve ser elaborado com cuidado, pois ele influencia diretamente a qualidade do ensino oferecido pela escola. Portanto, é imprescindível contar com a presença dos professores, coordenadores e outros profissionais que ajudem na escolha das melhores estratégias que potencializam as ações em sala de aula.

Para isso, confira abaixo as principais etapas que não podem ser esquecidas durante a elaboração do documento. 

Identificação dos objetivos de aprendizagem

A primeira etapa do planejamento é a identificação dos objetivos de aprendizagem, ou seja, o que se espera que os estudantes saibam, façam ou sejam capazes de realizar ao final de um período de ensino. 

Tais objetivos devem ser claros, específicos, mensuráveis e alinhados com o perfil dos alunos, o conteúdo programático, a metodologia e a avaliação. Esse processo permite definir os critérios de sucesso, as estratégias didáticas, os recursos necessários e os indicadores de qualidade do ensino-aprendizagem.

Definição de estratégias pedagógicas

A definição de estratégias pedagógicas é uma das etapas do planejamento pedagógico, que corresponde à escolha da metodologia mais adequada para cada situação educativa. Essas estratégias devem levar em conta os princípios teóricos e práticos que fundamentam a proposta educativa, bem como as características dos alunos, dos conteúdos e dos objetivos. 

Elas podem envolver diferentes modalidades de ensino-aprendizagem, tais como: exposição dialogada, trabalho em grupo, estudo dirigido, pesquisa orientada, projeto integrador, estudo de caso, simulação, jogo didático, entre outras. 

Vale ressaltar que as táticas devem ser diversificadas e flexíveis, permitindo a participação ativa dos alunos e a interação entre eles e com o professor.

Seleção de recursos didáticos

Outra importante etapa do planejamento é a seleção de recursos didáticos, que consiste na escolha dos materiais e ferramentas utilizados para facilitar e enriquecer o processo de ensino-aprendizagem. Tais recursos podem ser de diversos tipos, como livros, vídeos, jogos, softwares, experimentos, etc. 

Eles devem ser escolhidos de acordo com os objetivos educacionais, os conteúdos curriculares, as necessidades dos estudantes, os recursos disponíveis e as metodologias adotadas. Esse processo requer uma análise crítica dos professores, que devem considerar os seguintes aspectos:

  • relevância do recurso para o desenvolvimento das competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC);
  • adequação do recurso ao nível de conhecimento e interesse dos estudantes;
  • qualidade técnica e pedagógica do recurso;
  • diversidade e complementaridade dos recursos utilizados;
  • acessibilidade e disponibilidade do recurso;
  • forma de utilização e integração do recurso às atividades propostas.

É nesse estágio que se concentram as ações que tornam as aulas mais dinâmicas, interativas, motivadoras e significativas para os estudantes. Além disso, pode favorecer a diversificação das estratégias de ensino e a adaptação às diferentes formas de aprender dos alunos. Por isso, os professores devem estar atentos às novas possibilidades e tendências dos recursos didáticos, bem como à avaliação constante da sua eficácia e pertinência.

Avaliação do processo de ensino-aprendizagem

Com a avaliação do processo de ensino-aprendizagem, o professor verifica se o seu trabalho está sendo eficiente, se contribui para o desenvolvimento integral dos alunos e se está alinhada com a Proposta Político-Pedagógica (PPP) da escola. 

A avaliação deve ser contínua, formativa e diagnóstica, ou seja, deve acompanhar todo o processo de ensino-aprendizagem, fornecer feedbacks aos alunos e ao professor e identificar as dificuldades e as potencialidades de cada um. 

Deve envolver diferentes instrumentos e critérios, além de participativa e democrática, ou seja, deve contar com a colaboração dos alunos, dos pais e dos demais profissionais da escola na definição dos objetivos, dos conteúdos e das formas de avaliar.

Como se faz um planejamento pedagógico?

O plano deve ser elaborado no começo do ano letivo, anteriormente ao início das aulas, com presença obrigatória de todos os membros da equipe pedagógica.

Nessa reunião, serão definidos os critérios de trabalho e quais atividades a serem desenvolvidas.

Aqui, é importante que os professores, coordenadores e gestores troquem experiências, para detectar as necessidades e estratégias que podem melhorar o ensino.

Nesse sentido, a proposta da instituição deve ser redigida com o máximo de detalhes possível, voltados para a formação completa dos estudantes e de modo que os educadores organizem suas aulas em concordância com as metas a serem atingidas pela escola. 

Assim, é possível utilizar algumas ferramentas como fontes de pesquisa para deixar o planejamento ainda mais rico, como o depoimento da comunidade escolar e o nível de satisfação dos alunos e seus familiares. 

Com essas informações, a instituição pode reconhecer seus aspectos positivos e negativos do ano anterior, possibilitando criar um plano mais assertivo a ser trabalhado no próximo ano.

Quais são os elementos de um planejamento pedagógico?

Pedagoga escreve em quadro com plateia em desfoque atrás

No que se refere aos itens do documento em si, é necessário que o documento apresente:

  • Normas gerais da instituição: direitos e obrigações de toda a comunidade escolar, bem como as regras de uso e convivência dos ambientes da instituição;
  • Objetivos: metas a serem alcançadas para aprimorar as táticas de ensino da escola;
  • Currículo: expectativas de aprendizagem, habilidades e competências a serem desenvolvidas em classe;
  • Plano de ação: estratégias aplicadas para atingir as metas definidas anteriormente;
  • Calendário de atividades: cronogramas com eventos, datas comemorativas, férias, recessos, período de avaliações, início de projetos, reuniões e outros acontecimentos importantes para a escola;
  • Grade horária: fixação das grades de horas de todas as aulas ministradas em cada turma, bem como as disciplinas;
  • Planejamento das aulas: detalhamento de como os conteúdos serão trabalhados em aula, atividades realizadas e táticas para a fixação do conhecimento;
  • Recursos: definição das ferramentas físicas e digitais, bem como ambientes apropriados para que as aulas ocorram sem interrupções e dificuldades.

Qual a importância do planejamento pedagógico?

O planejamento pedagógico é uma atividade essencial para a organização e a qualidade do processo educacional. Ele permite que a escola tenha uma visão clara de sua proposta educativa, de acordo com sua identidade, sua missão e seus valores. Por isso, a importância do plano pedagógico se manifesta em vários aspectos, tais como:

  • orienta os professores na elaboração de suas aulas, de forma a atender às necessidades e aos interesses dos alunos, respeitando suas diferenças e potencialidades;
  • favorece a integração e a colaboração entre os profissionais da escola, promovendo o diálogo, a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento;
  • estabelece um compromisso com a qualidade da educação, buscando o desenvolvimento integral dos alunos como cidadãos críticos, criativos e participativos;
  • articula as atividades pedagógicas com as diretrizes curriculares nacionais e com as demandas da sociedade contemporânea;
  • prevê e previne possíveis dificuldades ou problemas que possam surgir durante o ano letivo, propondo soluções adequadas e flexíveis;
  • avalia os resultados alcançados pela escola, verificando se os objetivos foram cumpridos e se houve avanços na aprendizagem dos alunos.

Quem faz e revisa o planejamento pedagógico?

pedagoga abre pasta com alunos em desfoque atrás

Como já evidenciamos mais acima, o planejamento pedagógico deve ser elaborado de forma coletiva e participativa, envolvendo todos os segmentos da comunidade escolar: gestores, professores, funcionários, alunos e famílias.

Ele também deve ser revisado periodicamente para acompanhar as mudanças e as demandas da realidade educacional.

A elaboração e a revisão desse documento é responsabilidade da equipe gestora da escola, que deve coordenar o processo de forma democrática e transparente.

O time deve promover espaços de diálogo e reflexão com os demais membros da comunidade escolar, buscando construir um consenso sobre a missão, a clientela, os dados sobre a aprendizagem, a relação com as famílias, os recursos, as diretrizes pedagógicas e o plano de ação da escola.

Os gestores também devem garantir que o plano seja eficaz, capaz de orientar as decisões e as ações pedagógicas da escola. Para isso, é preciso divulgá-lo para todos os envolvidos, monitorar sua implementação e avaliar seus resultados. 

Quais os desafios do planejamento pedagógico?

O planejamento é uma ferramenta essencial para orientar as ações educativas de uma instituição de ensino. No entanto, a elaboração do planejamento pedagógico não é uma tarefa simples. Dessa forma, alguns dos desafios na criação do planejamento pedagógico são: 

  • alinhar o planejamento com a proposta pedagógica da instituição, respeitando sua identidade, missão e valores;
  • considerar as necessidades, interesses e potencialidades dos alunos, bem como as diversidades culturais, sociais e individuais que compõem o público-alvo da instituição;
  • articular o plano pedagógico com os documentos oficiais que orientam a educação nacional, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs);
  • estabelecer objetivos claros, coerentes e avaliáveis para cada etapa, disciplina e atividade do planejamento;
  • selecionar conteúdos significativos, relevantes e atualizados para o desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos;
  • escolher metodologias que favoreçam a participação ativa dos alunos, a interação entre eles e com o professor, a problematização, a pesquisa e a reflexão crítica sobre os conteúdos;
  • prever formas de avaliação que sejam contínuas, formativas e diagnósticas, que permitam acompanhar o processo de aprendizagem dos alunos e retroalimentar o planejamento pedagógico;
  • dispor de recursos didáticos variados e adequados aos objetivos, conteúdos e metodologias do planejamento pedagógico, que estimulem a criatividade, a autonomia e o protagonismo dos alunos;
  • promover a integração entre as diferentes áreas do conhecimento, buscando uma abordagem interdisciplinar e transversal dos conteúdos;
  • envolver os diferentes segmentos da comunidade escolar na elaboração, execução e avaliação do planejamento pedagógico, fortalecendo o compromisso coletivo com a qualidade da educação.

Exemplos para te ajudar

pedagoga instrui aluna

Existem diversos modelos de plano pedagógico que podem ser adaptados à realidade da instituição, conforme suas necessidades e dificuldades a serem trabalhadas. 

  • Planejamento do sistema educacional: diretrizes da Política Nacional de Educação que servem como base para as escolas privadas e públicas elaborarem suas ações pedagógicas;
    • Planejamento de currículo: refere-se aos componentes curriculares trabalhados no decorrer do ano letivo, baseados nas necessidades dos estudantes e recursos disponíveis da instituição;
  • Planejamento das atividades escolares: elaborado a partir do plano curricular, serve para conduzir as aulas e garantir a transmissão dos conhecimentos aos alunos de forma eficiente, além de evidenciar as ferramentas avaliativas aplicadas.

Conclusão

Você aprendeu neste artigo que o planejamento pedagógico é o processo de organização e articulação das ações educativas de uma escola, visando alcançar os objetivos propostos pelo Projeto-Político Pedagógico escolar. Trata-se de uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de uma educação de excelência, que atenda às necessidades e expectativas dos estudantes, das famílias e da sociedade.

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Planejamento Escolar: aprenda como fazer e sua importância (Guia 2023)

Planejamento Escolar: aprenda como fazer e sua importância (Guia 2023)

duas pessoas realizam planejamento escolar em folha e tablet

O planejamento escolar é uma ferramenta essencial para organizar as atividades pedagógicas de uma instituição de ensino. Ele envolve a definição de objetivos, metas, estratégias, recursos e avaliações para cada nível, série, disciplina e projeto educativo. 

Com um plano bem elaborado, a escola é capaz de garantir a qualidade do ensino-aprendizagem, a coerência curricular, a articulação entre as diferentes áreas do conhecimento e o desenvolvimento integral dos estudantes. 

Neste guia, você vai aprender como fazer um planejamento escolar eficiente e qual a sua importância para o sucesso da educação. Continue acompanhando!

O que é planejamento escolar?

Explicamos inicialmente que o planejamento escolar é um processo que envolve a definição de objetivos, metas, estratégias e ações para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem em uma instituição de educação. 

Ele pode ser realizado em diferentes níveis: institucional, curricular, de área, de disciplina e de aula. 

Esse planejamento é importante para orientar o trabalho dos professores, coordenadores e gestores, bem como para avaliar os resultados alcançados e promover melhorias contínuas. A partir dele, a instituição de ensino consegue proporcionar a participação democrática e o compromisso de todos os envolvidos com a qualidade da educação.

Quais são os objetivos de um planejamento escolar?

professora sorridente com crianças brincando em mesa ao fundo

Suas principais finalidades incluem:

  • Orientar os professores e os gestores na elaboração e na execução do currículo, dos projetos e das atividades educativas;
  • Promover a articulação entre os diferentes níveis e modalidades de ensino, respeitando a diversidade e a especificidade de cada etapa e área de conhecimento;
  • Estabelecer os critérios e os instrumentos de avaliação da aprendizagem dos alunos e da qualidade do trabalho pedagógico;
  • Favorecer a participação da comunidade escolar na definição das metas, dos princípios e dos valores que norteiam a proposta educativa da escola;
  • Contribuir para o desenvolvimento integral dos alunos, formando cidadãos críticos, criativos e comprometidos com a sociedade.

Como deve ser feito o planejamento escolar?

pessoa com lápis a mão faz apontamentos em folha

O planejamento é uma ferramenta essencial para organizar e coordenar as ações educativas de uma escola.

Desse modo, ele deve estar alinhado com a Proposta Pedagógica e o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da instituição, bem como com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Para fazer um planejamento escolar eficiente, é importante seguir alguns passos:

  • Reunir professores e coordenadores pedagógicos para dialogar sobre o futuro da escola, respeitando a opinião e o conhecimento de cada um;
  • Analisar a realidade interna e externa da escola, considerando aspectos como infraestrutura, qualificação, resultados, dificuldades, relacionamento com os responsáveis e a comunidade;
  • Estabelecer metas concretas e objetivas para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem, evitando questões subjetivas que podem ser difíceis de gerir;
  • Elaborar o plano de ação, detalhando as atividades que serão desenvolvidas em cada etapa do ano letivo, os recursos necessários, os responsáveis e os prazos;
  • Monitorar e avaliar o planejamento escolar periodicamente, verificando se as metas estão sendo cumpridas e se há necessidade de ajustes ou correções.

A elaboração desse plano é um processo dinâmico e participativo que requer reflexão, diálogo e comprometimento de todos os envolvidos.

LEIA MAIS: Projeto de vida: qual é o seu e o de seus alunos?

Quais são as características de um bom planejamento? h2

Um planejamento de boa qualidade é aquele que leva em conta as necessidades e os interesses dos alunos, dos professores e da comunidade escolar. Portanto, ele deve ser:

  • flexível: capaz de se adaptar às mudanças e aos imprevistos que podem ocorrer ao longo do ano letivo, sem perder de vista os objetivos e as metas estabelecidos;
  • participativo: envolver todos os segmentos da escola, como gestores, coordenadores, professores, alunos, pais e funcionários. Cada um deve ter voz e vez na elaboração, na execução e na avaliação do planejamento;
  • coerente: estar alinhado com a proposta pedagógica da escola, com os currículos e com as diretrizes educacionais. O planejamento deve respeitar a diversidade e a singularidade dos sujeitos envolvidos no processo educativo;
  • avaliativo: prever momentos de reflexão e de análise dos resultados alcançados, dos desafios enfrentados e das possibilidades de melhoria. O planejamento deve ser revisado e reajustado periodicamente, de acordo com os dados e as evidências coletadas.

Quais são as 3 etapas do planejamento escolar?

duas mulheres conversam em escola

Um planejamento eficiente costuma ser desenvolvido seguindo 3 etapas distintas: o planejamento do curso, o planejamento da unidade e o planejamento de aula. Confira mais detalhes de cada estágio abaixo.

1. Planejamento do curso

Refere-se à definição dos conteúdos, das metodologias, dos recursos e das avaliações que serão utilizados em cada disciplina. Da mesma forma que o plano como um todo, essa etapa deve estar alinhada com a PPP da escola e com a BNCC. 

As etapas do planejamento do curso podem variar de acordo com a realidade de cada escola, mas geralmente envolvem os seguintes passos:

  • Definir os objetivos do curso: quais as expectativas em termos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes ao longo do curso? Quais são as competências e habilidades previstas na BNCC para o segmento e a área do conhecimento?
  • Selecionar os conteúdos programáticos: o que será ensinado aos estudantes? Quais são os temas, os conceitos, as habilidades e as atitudes que serão abordados no curso? Como os conteúdos serão organizados e sequenciados?
  • Escolher as metodologias de ensino: como será ensinado e quais recursos mobilizados durante o processo de ensino? Quais são as estratégias, as técnicas, as atividades e os recursos didáticos que serão utilizados para facilitar a aprendizagem? Como se vai integrar as diferentes modalidades de ensino (presencial, híbrido ou remoto)?
  • Planejar as avaliações: como será feito o acompanhamento da aprendizagem dos estudantes? Quais são os critérios, os instrumentos e os momentos de avaliação? Como será conduzido o feedback aos estudantes e aos pais ou responsáveis? Como os resultados das avaliações serão utilizados para replanejar o curso?

Esse é um documento dinâmico e flexível, que deve ser revisado e ajustado ao longo do ano letivo, de acordo com o acompanhamento da aprendizagem dos estudantes e as demandas da escola.

2. Planejamento da unidade

No planejamento da unidade, ocorre a organização dos conteúdos, metodologias, recursos e avaliações de uma determinada unidade didática ou tema gerador. Para elaborá-lo, é necessário considerar os seguintes aspectos:

  • Articulação com o PPP da escola e com os currículos oficiais;
  • Adequação aos interesses, necessidades e características dos alunos e do contexto sociocultural;
  • Seleção e a sequência dos conteúdos de forma significativa, interdisciplinar e integrada.
  • Definição dos objetivos de aprendizagem, expressando as competências e habilidades que se pretende desenvolver nos alunos;
  • Escolha das metodologias de ensino, privilegiando as que favorecem a participação ativa, a cooperação, a pesquisa, a problematização e a criatividade dos alunos;
  • Seleção e o uso dos recursos didáticos, como livros, materiais concretos, tecnologias digitais, entre outros, que auxiliem na construção do conhecimento;
  • Elaboração e a aplicação dos instrumentos de avaliação, que devem ser diversificados, contínuos e formativos, visando verificar o alcance dos objetivos e orientar as intervenções pedagógicas necessárias.

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3. Planejamento de aula

Na terceira etapa do planejamento escolar, temos o planejamento de aula, que é uma especificação do plano de ensino para cada aula ou conjunto de aulas. O plano de aula deve conter as seguintes etapas:

  • Tema abordado: o assunto, o conteúdo a ser trabalhado;
  • Justificativa: o motivo de trabalhar determinado assunto;
  • Objetivos: aquilo é esperado em termos de aprendizagem dos alunos com a aula;
  • Metodologia: como será ensinado e quais recursos serão utilizados para ensinar;
  • Recursos: quais materiais serão utilizados na aula;
  • Avaliação: quais as estratégias e os instrumentos de avaliação para acompanhar a aprendizagem dos alunos.

São essas 3 etapas que compõem um planejamento escolar de qualidade, que auxilia na organização da ação dos professores, visando tornar a aprendizagem mais engajadora para os alunos. Em suma, um planejamento de ensino precisa ter a seguinte estrutura:

  • Conhecimento da realidade: diagnóstico da situação dos alunos, da escola e do contexto social, para identificar as demandas, os interesses e as dificuldades de aprendizagem;
  • Elaboração do plano: definição dos objetivos gerais e específicos, a justificativa, os conteúdos programáticos, as metodologias de ensino, os recursos didáticos, o tempo e o espaço das aulas e os critérios de avaliação pedagógica;
  • Execução do plano: colocar em prática o que foi planejado, seguindo as orientações metodológicas e didáticas, e utilizando os recursos disponíveis. Nessa etapa, o professor deve estar atento ao feedback dos alunos e às possíveis adaptações que se façam necessárias;
  • Avaliação e aperfeiçoamento do plano: verificar se os objetivos foram alcançados, se os conteúdos foram assimilados, se as metodologias foram adequadas e se os recursos foram eficientes. É preciso fazer uma análise crítica do seu trabalho e dos resultados obtidos, buscando identificar os pontos fortes e fracos do plano e as possibilidades de melhoria.

Qual a importância do planejamento na educação básica?

O planejamento escolar é uma ferramenta essencial para garantir a qualidade da educação básica. Por meio dele, a escola consegue organizar as ações educativas de forma coerente, articulada e eficiente, levando em conta as necessidades e expectativas dos alunos, as diretrizes curriculares nacionais, os recursos disponíveis e os desafios do contexto social.

LEIA MAIS: Como as metodologias ativas contribuem para o processo de aprendizagem

Conforme já evidenciamos neste guia, esse planejamento deve ser participativo, envolvendo todos os segmentos da comunidade escolar: docentes, discentes, funcionários, pais e representantes da sociedade civil. Dessa forma, ele se torna um instrumento de democratização da gestão escolar e de fortalecimento do PPP escolar. 

A importância do planejamento escolar na educação básica se reflete nos benefícios que ele proporciona para o ensino e a aprendizagem. O planejamento escolar contribui para:

  • Definição clara dos objetivos de aprendizagem esperados para cada ano, série ou ciclo;
  • Estabelecimento de critérios claros e transparentes de avaliação da aprendizagem;
  • Seleção dos conteúdos mais relevantes e significativos para os alunos;
  • Escolha das metodologias mais adequadas e diversificadas para cada conteúdo;
  • Integração das diferentes áreas do conhecimento e promoção da interdisciplinaridade;
  • Desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos para o século XXI;
  • Respeito à diversidade cultural, étnica, social e individual dos alunos;
  • Promoção da participação ativa dos alunos no processo educativo;
  • Estímulo da criatividade, da autonomia, da cooperação e do senso crítico dos alunos;
  • Favorecimento da formação integral dos alunos como cidadãos éticos, responsáveis e solidários.

Quando começar o planejamento escolar do próximo ano letivo? 

mulher faz leitura de texto para crianças

Não há um momento ideal único para começar o planejamento, pois cada escola tem sua própria realidade e necessidades. No entanto, alguns fatores podem ajudar a definir a melhor ocasião para começar sua elaboração:

  • Calendário escolar: é importante considerar as datas de início e término do ano letivo, os feriados, as férias, os recessos e as avaliações externas. Esses elementos podem influenciar na distribuição das horas-aula, na definição dos objetivos de aprendizagem e na elaboração das atividades;
  • Diagnóstico da situação atual: antes de planejar o futuro, é preciso avaliar o presente. Isso envolve analisar os resultados obtidos pelos alunos, os desafios enfrentados pelos professores, as demandas da comunidade escolar e as condições da infraestrutura. Essas informações podem ajudar a identificar as prioridades, as metas e as estratégias para o próximo ano;
  • Participação dos envolvidos: o planejamento escolar não deve ser uma tarefa exclusiva da gestão, mas sim um processo coletivo e democrático. Por isso, é fundamental envolver os professores, os funcionários, os alunos e os pais na construção do projeto pedagógico da escola. Essa participação pode ocorrer por meio de reuniões, assembleias, conselhos, pesquisas ou outras formas de comunicação;
  • Antecedência necessária: o planejamento escolar não deve ser feito às pressas, mas com tempo suficiente para que seja bem elaborado e executado. Além disso, é preciso considerar o tempo necessário para divulgar o planejamento para toda a comunidade escolar e para realizar eventuais ajustes ou correções. Uma sugestão é começar o planejamento no segundo semestre do ano anterior ao ano letivo que se pretende planejar.

Considerando esses fatores, podemos dizer que, na realidade, o que existe é um período adequado, que varia de acordo com cada contexto. O importante é que o planejamento seja feito com qualidade, participação e compromisso de todos os envolvidos.

Conclusão

Como você pode ver neste guia, o planejamento escolar é uma ferramenta essencial para organizar as atividades pedagógicas, definir os objetivos e as estratégias de ensino e avaliação, e acompanhar o desenvolvimento dos alunos. 

Ele deve ser elaborado de forma participativa, envolvendo todos os profissionais da escola e considerando as necessidades e as características da comunidade escolar. Além disso, precisa ser flexível e revisado periodicamente, para se adaptar às mudanças e aos desafios do contexto educacional. Assim, ele contribui para a melhoria da qualidade da educação e para a formação integral dos estudantes.

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Dia da Educação: conheça a data, sua importância e iniciativas!

Dia da Educação: conheça a data, sua importância e iniciativas!

criança sorri com lápis na mão em escola com outra criança ao fundo

O Dia da Educação é comemorado em 28 de abril. Essa data foi escolhida durante o Fórum Mundial da Educação — conferência organizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A reunião, conhecida hoje como um importante marco para a educação global, foi realizada em 2000, na capital do Senegal, Dakar.

Nesse encontro, ocorrido em 28 de abril, representantes de centenas de países firmaram a Declaração de Dakar: um compromisso em prol da implantação e desenvolvimento de ações que garantam a toda criança e adolescente o acesso à Educação Básica e Secundária de qualidade. 

No conteúdo a seguir, você conhecerá um pouco mais sobre essa aliança mundial, a importância de celebrar essa data e as principais iniciativas educacionais. Acompanhe!

O que é o Dia Mundial da Educação?

O Dia Mundial da Educação é uma data que celebra a importância da educação em todos os seus aspectos, desde a escolar até a social e familiar.

Conforme explicamos inicialmente, essa data foi definida em 28 de abril, durante o Fórum Mundial de Educação realizado em Dakar, Senegal, no ano 2000, organizado pela UNESCO. 

Nesse evento, mais de 100 países se comprometeram a levar a educação básica e secundária a todas as crianças e jovens do mundo até 2015.

Nesse ano, um novo Fórum foi realizado na Coreia do Sul, onde os compromissos foram restabelecidos para até 2030, na Declaração de Incheon.

A educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família, conforme a Constituição Federal. Ela visa ao pleno desenvolvimento do indivíduo, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mercado de trabalho. 

A educação também é fundamental para a construção de valores sociais, éticos e morais, que são a base para a vida em sociedade e para o convívio harmonioso em coletividade.

No Brasil, além do Dia Mundial da Educação, existem outras datas que homenageiam a educação e seus profissionais, como:

    • Dia da Escola (15 de março);

    • Dia do Pedagogo (20 de maio);

    • Dia do Estudante (11 de agosto);

    • Dia do Professor (15 de outubro);

    • Dia Internacional dos Estudantes (17 de novembro). 

Também há o Dia Mundial da Educação Infantil (25 de agosto), que foi criado pela Lei nº 12.602/12, sancionada pela então presidente, Dilma Rousseff.

Qual a história do Dia da Educação?

criança sorri com lápis na mão.

O Dia da Educação é uma oportunidade para refletir sobre os avanços e os desafios da educação no Brasil e no mundo.

Por isso, essa data nos incentiva a reconhecer o papel dos educadores na formação das novas gerações e valorizar as experiências educativas que promovem a inclusão, a diversidade, a cidadania e a sustentabilidade.

Também é uma ocasião propícia para cobrar dos governos e da sociedade o cumprimento dos compromissos assumidos com a educação e mobilizar todos os setores em prol da defesa do direito à educação como um bem público e universal.

No país, a história da educação é marcada por conquistas e obstáculos.

Desde o período colonial até os dias atuais, houve diversas reformas e políticas educacionais que buscaram ampliar o acesso e a qualidade da educação em território nacional. Alguns marcos históricos são: 

    • criação do Ministério da Educação e Saúde em 1930; 

    • Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova em 1932; 

    • criação da Universidade do Brasil em 1937;

    • criação do Conselho Nacional de Educação em 1931 e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 1937;

    • Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1961;

    • Movimento de Educação Popular de Paulo Freire nos anos 1960;

    • Constituição Federal de 1988;

    • Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990;

    • Plano Nacional de Educação de 2001;

    • Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2006;

    • Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), entre outros.

Apesar dos avanços, ainda há muitos desafios a serem superados para garantir uma educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade para todos. Segundo dados do Inep, em 2019 havia cerca de 11 milhões de analfabetos no país e mais de 1 milhão de crianças fora da escola.

Além disso, mais da metade dos estudantes do Ensino Médio não atingiram os níveis adequados de aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática. Outro ponto é que apenas 19% dos jovens entre 18 e 24 anos estavam matriculados no Ensino Superior e mais de 2 milhões de professores recebiam salários abaixo do piso nacional.

Assim, o Dia da Educação é um modo de reforçar seu papel como instrumento de transformação social, que contribui para a formação de cidadãos críticos, conscientes e participativos. Ela abrange diversos aspectos, como a alfabetização, a cultura, a ciência, a arte, a saúde, o meio ambiente, os direitos humanos, a diversidade e a inclusão.

Quais são seus objetivos?

crianças levantam as mãos para tirar dúvidas em escola

Segundo a Declaração de Dakar, as metas firmadas para a educação em 2000, deveriam ser cumpridas em até 15 anos. Nesse sentido, um novo Fórum da Educação foi ministrado pela UNESCO em 2015, sediado na Coreia do Sul. 

Durante esse encontro, novos objetivos foram definidos, constituindo a Declaração de Incheon, com prazo para até 2030. Esse novo documento foi elaborado para impulsionar as nações a oferecerem educação de qualidade, igualitária e inclusiva, bem como oportunidades de aprendizado no decorrer de sua vida.

Todos os objetivos listados no documento fazem parte da agenda de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

Metas globais

Os ODS foram estipulados em 2015, na Declaração de Incheon, durante a 70ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Aqui, prioriza-se a criação de 17 políticas públicas no mundo até 2030:

    1. Erradicação da pobreza;

    1. Fome zero;

    1. Boa saúde e bem-estar;

    1. Educação de qualidade;

    1. Igualdade de gênero;

    1. Água potável e saneamento;

    1. Energia acessível e limpa;

    1. Emprego digno e crescimento econômico;

    1. Indústria, inovação e infraestrutura;

    1. Redução das desigualdades;

    1. Cidades e comunidades sustentáveis;

    1. Consumo e produção responsáveis;

    1. Combate às alterações climáticas;

    1. Vida debaixo d’água;

    1. Vida sobre a terra;

    1. Paz, justiça e instituições fortes;

    1. Parceria e meios de implementação do desenvolvimento sustentável.

Metas para o Brasil

Depois do Fórum de 2015, o Brasil sancionou o Plano Nacional da Educação (PNE). Esse plano serve de guia para as políticas educacionais aplicadas em cada estado brasileiro. Ao todo, são 10 diretrizes e 20 metas que englobam todos os níveis de formação, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior. 

O PNE define pontos fundamentais para o ensino de qualidade no país, a exemplo da educação inclusiva, capacitação dos professores, taxa de escolaridade e ensino profissionalizante. Cada indicador deve ser monitorado a cada 2 anos. 

Nesse aspecto, destacamos que tanto a PNE quanto o ODS da ONU apresentam questões semelhantes. A Meta 1 do PNE e o item 4.2 do ODS afirmam o seguinte:

    • Meta 1 do PNE: Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE — (Meta 1. Planejando a Próxima Década Conhecendo as 20 Metas do Plano Nacional de Educação, p. 9);

    • Item 4.2 do ODS: Até 2030, garantir que todos os meninos e meninas tenham acesso a um desenvolvimento de qualidade na primeira infância, cuidados e educação pré-escolar, de modo que estejam prontos para o ensino primário — (Item 4.2. Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável).  

Mais um exemplo de similaridade pode ser identificado na Meta 10 do PNE e no item 4.4 do ODS:

    • Meta 10 do PNE: Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional — (Meta 10. Planejando a Próxima Década Conhecendo as 20 Metas do Plano Nacional de Educação, p. 10);

    • Item 4.4 do ODS: Até 2030, aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que tenham habilidades relevantes, inclusive competências técnicas e profissionais, para emprego, trabalho decente e empreendedorismo — (Item 4.4. Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável).

É interessante mencionar que, as declarações internacionais não possuem respaldo legal dentro dos países e funcionam apenas como uma evidência dos interesses comuns entre os governos. 

Já a PNE é uma Lei Federal, que torna esses objetivos políticas públicas. Na prática, consiste em um compromisso do Estado para melhorar os níveis de educação no Brasil.

Como promover a valorização da educação no Brasil?

estudante sorri para câmera com outros estudantes ao fundo

Debater sobre a valorização da educação no Brasil é algo complexo e desafiador, que envolve diversos aspectos, como a qualidade do ensino, a remuneração e o reconhecimento dos professores, o financiamento e a gestão dos recursos, a participação da família e da sociedade, entre outros. 

Afinal, promover uma educação de excelência é uma responsabilidade do governo e de todos. Trata-se de um direito fundamental de todos os cidadãos e um fator essencial para o desenvolvimento humano, social e econômico do país. 

Conheça a Compartilha!

Por isso, é necessário garantir que todos tenham acesso ao ensino de qualidade, desde a primeira infância até o Ensino Médio, respeitando as diversidades e as necessidades de cada um. Algumas iniciativas que podem contribuir para a valorização da educação no Brasil são: 

    • investir na formação inicial e continuada dos professores, oferecendo-lhes condições adequadas de trabalho e remuneração justa; 

    • fortalecer o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que é o principal mecanismo de financiamento da educação básica no país; 

    • implementar currículos que estimulem a criatividade e o pensamento crítico dos estudantes, além de prepará-los para os desafios do século XXI; 

    • promover a participação da família e da comunidade na vida escolar dos alunos, incentivando o diálogo e a colaboração; 

    • valorizar as experiências e os saberes dos educadores e dos educandos, reconhecendo suas trajetórias e potencialidades.

Quais são as iniciativas em prol da educação?

grupo de crianças diversas se abraçam em escola de educação infantil

Existem diversas iniciativas em prol da educação no Brasil, que visam melhorar a qualidade do ensino, garantir o acesso e a permanência dos estudantes na escola, promover a gestão democrática e a participação social, e valorizar os profissionais da educação.

Conferência Nacional de Educação (Conae)

Espaço aberto para o debate entre o poder público e a sociedade civil sobre os rumos da educação. A Conae acontece a cada quatro anos e é organizada pelo Fórum Nacional de Educação (FNE), que reúne representantes de diferentes setores da sociedade civil.

Conheça a Compartilha!

Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb

Indicadores que medem a qualidade do ensino nas escolas públicas e privadas do país. O Saeb avalia os conhecimentos dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, e o Ideb combina os resultados do Saeb com as taxas de aprovação. Esses indicadores subsidiam políticas públicas para aprimorar a educação no país.

Políticas públicas em educação

Programas ou ações elaboradas em âmbito governamental que auxiliam na efetivação dos direitos previstos na Constituição Federal. Um dos seus objetivos é colocar em prática medidas que garantam o acesso à educação para todos os cidadãos. 

Alguns exemplos são o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa Nacional de Transporte Escolar (Pnate) e o Plano Nacional de Educação (PNE).

Conclusão

O Dia da Educação é uma data que merece ser celebrada, pois nos lembra que a educação é um bem público e dever do Estado. Nos últimos anos, o Brasil tem obtido grandes conquistas no que se refere à políticas de inclusão para Pessoas Com Deficiência (PCDs) no meio escolar, por exemplo. 

Por outro lado, novos desafios atrapalham a implementação dessas iniciativas na prática. É por essa razão que documentos como Declaração de Dakar e de Incheon assumem o papel de manter os esforços coletivos em proporcionar ensino de qualidade aos cidadãos.

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professora leciona aula a grupo de alunos de 7 a 10 anos

Ao refletir sobre os tipos de avaliação escolar, o primeiro item que surge à sua mente é a tradicional prova escrita? Se for o caso, preste bastante atenção, pois seu método de avaliação pode estar ultrapassado. 

Mesmo que ainda sejam relevantes para analisar o desempenho dos estudantes, os testes escritos não podem ser os únicos instrumentos avaliativos usados na aprendizagem. 

Afinal, avaliar é uma importante etapa do processo pedagógico, mas que não se resume a atribuir notas aos alunos. 

Qualquer avaliação deve agir como suporte no planejamento e nas revisões do processo de ensino-aprendizagem. Quer entender mais sobre o assunto? Continue acompanhando a seguir e conheça os principais instrumentos e tipos de avaliação escolar para utilizar em classe!

Quais são os 4 tipos de avaliação escolar?

duas crianças realizam atividade apoiados sob carteira escolar

Os diferentes tipos de avaliação escolar existem para ajudar os docentes a colher informações sobre a trajetória dos alunos. Cada um possui características e objetivos pedagógicos próprios. Dessa forma, é essencial conhecê-los para aplicar o método ideal para cada etapa educacional. 

Entre as avaliações principais, destacamos a formativa, somativa, diagnóstica e normativa. É válido ressaltar que, em determinadas situações, essas concepções podem abrir mão de alguns instrumentos avaliativos tradicionais. 

Contudo, é crucial lembrar que suas intenções se diferem. Veja abaixo a proposta de cada uma das avaliações!

1. Avaliação formativa

A avaliação formativa é aquela que ocorre ao longo do processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de identificar as dificuldades e os avanços dos alunos, bem como as necessidades de ajustes na metodologia ou nos conteúdos. 

Não tem uma função classificatória ou seletiva, mas sim diagnóstica e orientadora. Ela permite ao professor acompanhar o desenvolvimento dos alunos e oferecer feedbacks constantes para melhorar o seu desempenho. Também permite aos alunos refletirem sobre o seu próprio processo de aprendizagem e buscarem superar suas dificuldades.

Ou seja, é uma ferramenta valiosa para orientar e personalizar o apoio aos alunos que buscam melhorar seu desempenho acadêmico. Dessa forma, ela também é uma ótima forma de introduzir o reforço escolar na vida dos estudantes.

Afinal, por meio desse método o professor pode acompanhar o desenvolvimento dos alunos, e esse acompanhamento contínuo é fundamental no reforço escolar, onde o progresso dos alunos que precisam de apoio extra deve ser monitorado de perto.

Além disso, esse modelo avaliativo pode ser realizado por meio de diferentes instrumentos, como observações, registros, questionários, autoavaliações, portfólios, trabalhos em grupo, seminários etc. O importante é que ela seja aplicada de modo contínuo, diversificado e participativo, envolvendo tanto o professor quanto os alunos na construção do conhecimento.

2. Avaliação somativa 

A avaliação somativa é mais uma entre os tipos de avaliação escolar. Ela consiste em verificar o nível de domínio dos conteúdos pré-estabelecidos ao final de um período de ensino, como um bimestre, semestre ou ano. 

A avaliação somativa pode ser feita por meio de provas ou trabalhos finais, somatório de exames realizados ao longo do ano ou avaliações híbridas (provas + trabalhos). Seu objetivo é informar e classificar os alunos de acordo com os critérios definidos pela escola.

Esse tipo de avaliação tem algumas vantagens e desvantagens. Entre as vantagens, podemos citar:

  • É uma forma objetiva e quantitativa de medir o desempenho dos alunos;
  • Permite comparar os resultados entre turmas, escolas ou sistemas educacionais;
  • Estimula os alunos a estudarem e se prepararem para as provas.

Entre as desvantagens, podemos destacar:

  • É uma forma limitada e pontual de avaliar o aprendizado, que não leva em conta as diferenças individuais dos alunos;
  • Pode gerar ansiedade, estresse e frustração nos alunos que não alcançam as notas esperadas;
  • Pode incentivar a memorização superficial dos conteúdos em vez da compreensão profunda;
  • Pode desconsiderar outros aspectos do desenvolvimento dos alunos, como habilidades socioemocionais, criatividade e autonomia.

Portanto, a avaliação somativa pode ser usada como uma ferramenta complementar a outras avaliações mais formativas e diagnósticas, que buscam acompanhar o processo de aprendizagem dos alunos e oferecer intervenções pedagógicas adequadas às suas necessidades.

3. Avaliação diagnóstica 

A avaliação diagnóstica busca analisar o desenvolvimento dos alunos ao longo do processo educativo. Ela é realizada no início do período letivo ou de uma nova unidade de ensino, para identificar os conhecimentos prévios, as dificuldades e as necessidades de cada aluno. 

Pode ser feita por meio de diferentes instrumentos, como provas escritas ou orais, questionários, redações ou debates. O importante é que o aluno tenha a oportunidade de expressar suas ideias e demonstrar seu nível de compreensão sobre o tema avaliado. 

A avaliação diagnóstica não tem caráter classificatório ou pontuador, mas sim formativo e orientador. Por isso, alguns teóricos a colocam como um desdobramento da avaliação formativa. Nesse sentido, a avaliação diagnóstica é um tipo de avaliação escolar muito importante para conhecer o perfil dos alunos e adaptar o ensino às suas necessidades. 

Ela também permite ao professor acompanhar a evolução dos alunos ao longo do ano letivo e verificar se os objetivos educacionais estão sendo alcançados.

4. Avaliação comparativa

A avaliação comparativa tem como objetivo medir e comparar o desempenho e as habilidades dos alunos em relação a um padrão ou critério estabelecido. Pode ser usada para qualificar o ensino, possibilitando a reflexão sobre o que foi aprendido e o que ainda precisa ser ensinado. 

Ela também pode servir para identificar as diferenças entre os alunos, suas potencialidades e dificuldades, e planejar intervenções adequadas. Alguns exemplos de instrumentos de avaliação comparativa são:

  • Provas padronizadas: também conhecidas como “avaliação externa de larga escala” são provas elaboradas com base em um currículo ou matriz de referência, aplicadas a uma amostra representativa ou a todos os alunos de um determinado nível ou etapa de ensino. Elas permitem comparar os resultados entre escolas, regiões ou países, e verificar se os alunos atingiram os objetivos esperados para sua formação. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), é um grande exemplo;
  • Trabalhos: são coleções de trabalhos realizados pelos alunos ao longo de um período de tempo, que evidenciam seu processo de aprendizagem e desenvolvimento. Eles permitem comparar o progresso dos alunos em relação aos seus objetivos individuais ou coletivos, e avaliar suas competências e habilidades em diferentes áreas do conhecimento. Exemplos: produções escritas, projetos interdisciplinares, registros reflexivos;
  • Rubrica: são tabelas que descrevem os critérios e os níveis de desempenho esperados para uma determinada tarefa ou atividade. Elas permitem comparar o trabalho dos alunos com um padrão de qualidade definido previamente, e fornecer feedbacks específicos sobre seus pontos fortes e fracos. Exemplos: apresentações orais, resolução de problemas, participação em grupo.

A avaliação comparativa pode trazer benefícios tanto para os alunos quanto para os professores, desde que seja usada com clareza, coerência e ética. 

Ela pode contribuir para melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem, estimular a autoavaliação e a metacognição dos alunos, e orientar as decisões pedagógicas dos professores.

Como colocá-las em prática?

criança estudante com livro nas mãos olha para câmera.

Agora que você já conhece os diferentes tipos de avaliação escolar, veja como colocá-los em prática na sua sala de aula:

  • Avaliação diagnóstica: no início do período letivo ou de um novo conteúdo, para verificar o nível de conhecimento dos alunos sobre o tema. Ela ajuda o professor a planejar as atividades pedagógicas adequadas para cada turma e aluno. Utilize provas, testes, questionários ou debates informais para realizar essa avaliação;
  • Avaliação formativa: ao longo do processo de ensino-aprendizagem, para acompanhar o desenvolvimento dos alunos e identificar suas dificuldades e avanços. Ela ajuda o professor a ajustar as estratégias didáticas e dar feedbacks aos alunos. Aplique trabalhos em grupo, seminários, portfólios ou autoavaliações para realizar essa avaliação;
  • Avaliação comparativa: comparar o desempenho dos alunos com um padrão externo ou com outros grupos de alunos. Ela ajuda o professor a analisar os resultados da sua prática pedagógica e a buscar melhorias contínuas. Use provas padronizadas ou simulados para realizar essa avaliação — vale utilizar plataformas automatizadas para colher dados sobre o desempenho da sua escola com outras instituições de ensino;
  • Avaliação somativa: no final do período letivo ou de um conteúdo específico, para verificar se os alunos atingiram os objetivos propostos e adquiriram as competências esperadas. Ela ajuda o professor a atribuir notas ou conceitos aos alunos e a decidir sobre sua aprovação ou reprovação. Aplique provas finais, projetos em grupo ou apresentações orais para realizar essa avaliação.

Quais são os instrumentos de avaliação escolar?

pessoa realiza teste escolar

É importante que você não confunda os tipos de avaliação escolar com os instrumentos avaliativos. 

Os instrumentos de avaliação escolar são as formas que os professores utilizam para verificar o desempenho e a aprendizagem dos alunos em relação aos conteúdos e às habilidades trabalhadas em sala de aula. Alguns exemplos são:

  • Produções orais: os alunos devem expor suas ideias, argumentos ou conhecimentos sobre um tema oralmente, podendo ser individualmente ou em grupo. Esse instrumento avalia a capacidade de comunicação, expressão e articulação dos estudantes;
  • Questionários: os alunos devem responder a perguntas fechadas ou abertas sobre um assunto específico, podendo ser escritas ou orais. Esse instrumento avalia seus níveis de conhecimento, compreensão e memorização;
  • Listas de exercícios: os alunos devem resolver problemas práticos ou teóricos relacionados ao conteúdo estudado, podendo ser individuais ou coletivos. Esse instrumento avalia suas capacidades de raciocínio lógico, aplicação e análise;
  • Seminários: os estudantes devem pesquisar e apresentar um tema relevante para a disciplina, podendo ser em grupo ou individualmente. Esse instrumento avalia a capacidade de pesquisa, síntese, organização e exposição;
  • Autoavaliação: os alunos devem refletir sobre seu próprio processo de aprendizagem, identificando seus pontos fortes e fracos, dificuldades e avanços. Esse instrumento avalia a capacidade de autoconhecimento, autocrítica e metacognição.

Conclusão

Neste conteúdo, você aprendeu mais sobre os tipos de avaliação escolar que devem estar presentes no seu processo de ensino e aprendizagem em sala de aula. Lembre-se que esses modelos de avaliação não são excludentes entre si, mas complementares. 

Cada um tem sua importância e sua função no contexto educacional, e cabe ao professor escolher o mais adequado para cada situação e objetivo pedagógico. O essencial é que a avaliação seja vista como um meio para promover a aprendizagem dos alunos, e não como um objetivo final a ser conquistado.

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Como comemorar o dia do pedagogo? Veja a importância desse profissional!

Como comemorar o dia do pedagogo? Veja a importância desse profissional!

mulher pedagoga sorri para câmera com quadro branco ao fundo

O dia do pedagogo é celebrado em 20 de maio, data que homenageia os profissionais que se dedicam à educação e ao desenvolvimento humano. 

O pedagogo é responsável por planejar, executar e avaliar atividades educativas em diferentes contextos e instituições, como escolas, empresas, hospitais e organizações sociais. 

Além disso, o pedagogo pode atuar na formação de professores, na gestão escolar, na orientação educacional e na pesquisa em educação. 

Neste artigo, vamos evidenciar a importância desse profissional para a sociedade e mostrar como homenageá-lo da melhor forma. Acompanhe!

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O que é o Dia do Pedagogo?

O Dia do Pedagogo é uma data comemorativa que celebra os profissionais da educação que se dedicam ao ensino e à formação de crianças e jovens. Essa data foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.083, de 8 de janeiro de 2015, e é celebrada em 20 de maio de cada ano. 

O objetivo dessa data é reconhecer e valorizar o trabalho dos pedagogos, que são especialistas nos processos de ensino-aprendizagem e que atuam em diversos campos da educação, como a gestão escolar, a supervisão, a alfabetização, a pedagogia hospitalar e empresarial. 

Essa data também é uma oportunidade para discutir o papel da família e da escola no desenvolvimento dos estudantes, além de delimitar papéis de responsabilidade. 

Também é importante aprender mais sobre a profissão e refletir sobre o impacto dos pedagogos na sociedade.

Por que Dia 20 de maio é Dia do Pedagogo

pedagogo com deficiência física em cadeira de rodas lecionando para uma sala de aula

Conforme apresentamos logo acima, o Dia do Pedagogo foi instituído pela Lei nº 13.083/2015, com o objetivo de reconhecer e valorizar o profissional da pedagogia, fundamental para a educação no país. A data escolhida foi o dia 20 de maio, mas não há um motivo específico para isso. 

O pedagogo é o profissional que estuda os processos e metodologias do ensino e da aprendizagem, podendo atuar como professor da educação infantil, das séries iniciais do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de outras funções dentro e fora do ambiente escolar — as quais apresentaremos mais adiante. 

Qual a função do Pedagogo?

De modo geral, a principal função de um pedagogo está relacionada à sala de aula. Entre suas obrigações, destacamos o planejamento, coordenação e reflexão dos diversos processos educativos. 

Na prática, esse profissional realiza inúmeras tarefas, por vezes complexas, sempre buscando a evolução e excelência dos métodos de ensino e aprendizagem.

Assim, para exercer suas atividades, o pedagogo pode ocupar cargos diversos na instituição de ensino — coordenação pedagógica, educacional, supervisão ou gestão. Seu trabalho é sempre representado pela multiplicidade de funções a serem desempenhadas.

Fora do meio escolar, os profissionais da Pedagogia atuam em segmentos diferentes, mas ainda ligados ao processo de aprendizagem. 

Tais ocupações consistem em gestão, orientação, treinamentos e consultorias, por exemplo; práticas educativas em empresas, como ONGs, hospitais e outras organizações.


O papel do Pedagogo na escola 

alunos desenham sobre mesa

Até aqui, ficou claro que os pedagogos são capacitados para atuarem em inúmeras frentes no processo educacional, seja no meio escolar ou em outros cenários. 

Voltando para o ambiente escolar, seu papel consiste na coordenação do projeto pedagógico, além de ensinar disciplinas em segmentos específicos. 

Confira abaixo as principais tarefas desse profissional nos diferentes âmbitos educacionais. 

Sala de aula

Seu papel nesse contexto se concentra no desenvolvimento dos alunos e na qualidade do ensino. Ele é responsável por planejar, organizar, executar e avaliar as atividades pedagógicas, levando em conta os objetivos educacionais, as características dos alunos e o contexto social. 

Quando na função de coordenação ou direção pedagógica, o pedagogo orienta os professores e os auxilia na elaboração de materiais didáticos, na seleção de metodologias e na resolução de problemas de aprendizagem. Contudo, em grande parte dos casos, o profissional assumem a posição de professor na educação infantil e fundamental nos Anos Inciais.

Além disso, promove a integração entre a escola e a comunidade, buscando estabelecer parcerias e projetos que favoreçam o crescimento pessoal e coletivo dos envolvidos.

Gestão escolar

Na gestão escolar, o pedagogo coordena a elaboração, a implementação e a avaliação do projeto político-pedagógico da escola, que expressa os objetivos, as metas e as estratégias pedagógicas da instituição. 

Além disso, atua na organização do calendário letivo, dos horários dos professores, das atividades culturais e dos conselhos de classe. 

O profissional também orienta os professores na melhoria de sua prática docente, promovendo a formação continuada e a reflexão crítica sobre os conteúdos, os métodos e as técnicas de ensino. 

O pedagogo ainda dialoga com os alunos, as famílias e a comunidade escolar, buscando construir um ambiente democrático, inclusivo e colaborativo.

Orientação educacional

Aqui, o pedagogo fica encarregado de apoiar o desenvolvimento dos professores e alunos em conjunto. No caso dos estudantes, sua função pode consistir no suporte na aprendizagem e no desempenho escolar, ou pessoal. 

A partir da orientação educacional, tais profissionais ajudam no direcionamento de realizações individuais e vocacionais, ajudando os alunos a escolherem seus caminhos profissionais. 

Quanto à orientação educacional dos professores e do time de colaboradores da escola, o pedagogo contribui na organização dos grupos das salas de aula, revisão das metodologias de ensino e aprendizagem e implementação de ferramentas inovadoras que possam auxiliar na educação.

Perfil de um bom Pedagogo 

Afinal, o que faz um pedagogo se destacar na sua área de atuação? Não há uma resposta única para essa questão, mas podemos apontar algumas características que são importantes para quem deseja seguir essa carreira. Um bom pedagogo é aquele que:

  • Tem paixão pelo ensino e pela aprendizagem: deve gostar de ensinar e de aprender, pois a educação é um processo contínuo e dinâmico. Ele deve estar sempre atualizado sobre as novidades e tendências da sua área, bem como buscar novas formas de transmitir o conhecimento aos seus alunos;
  • Tem sensibilidade e empatia: deve saber se colocar no lugar dos seus alunos, compreender as suas dificuldades, necessidades e interesses. Ele deve ser capaz de criar um ambiente acolhedor e estimulante na sala de aula, respeitando a diversidade e a individualidade dos estudantes;
  • Tem criatividade e flexibilidade: deve ser capaz de adaptar o seu planejamento às diferentes situações que podem surgir na prática educativa. Ele deve usar a sua criatividade para propor atividades lúdicas, interativas e significativas para os alunos, aproveitando os recursos disponíveis;
  • Tem compromisso e responsabilidade: deve ter consciência do seu papel social como educador, contribuindo para a formação integral dos seus alunos. Ele deve cumprir com os seus deveres profissionais, seguindo as normas éticas e legais da sua profissão;
  • Tem espírito de liderança e sabe trabalhar em equipe: deve saber liderar os seus alunos, orientando-os e motivando-os a alcançar os seus objetivos. Ele também deve saber trabalhar em equipe com os demais profissionais da educação, compartilhando experiências, ideias e soluções.

Essas são algumas das características que podem ajudar um pedagogo a se destacar na sua área. No entanto, cada profissional tem o seu próprio estilo e personalidade, que também devem ser valorizados. O importante é que o pedagogo tenha entusiasmo pelo que faz e busque sempre se aperfeiçoar.

Qual a importância do profissional para educação? 

pedagoga dá suporte a aluno de maior idade

Um dos principais papéis do pedagogo é o de professor da educação infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental — como já mencionamos anteriormente. 

Nessa função, ele é responsável por alfabetizar as crianças e estimular o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e cultural. 

Além de atuar nas escolas, ele pode exercer sua profissão em outros espaços que envolvem a educação formal ou não formal:

  • em empresas, desenvolvendo programas de treinamento e capacitação para os funcionários; 
  • em organizações não governamentais (ONGs), elaborando projetos sociais e educativos para comunidades carentes; 
  • em hospitais, realizando atividades lúdicas e recreativas com crianças internadas; 
  • em museus, bibliotecas e centros culturais, promovendo ações educativas para o público visitante; 
  • entre outras possibilidades.

O pedagogo é um agente transformador da realidade educacional do país. Ele tem o compromisso de promover uma educação de qualidade para todos os cidadãos, respeitando suas diferenças e potencialidades. 

Também tem a função de estimular a curiosidade, a criatividade e o pensamento crítico dos alunos, preparando-os para os desafios do século XXI. Por essa razão é que devemos celebrar o Dia do Pedagogo.

Qual é a diferença entre professor e pedagogo? 

Essa é uma dúvida comum entre muitas pessoas que se interessam pela área da educação. Embora ambos os profissionais tenham um papel importante na formação dos estudantes, eles possuem formações e atuações distintas.

Como você já aprendeu até agora, o pedagogo é o profissional que estuda e aplica os princípios e métodos da pedagogia, que é a ciência da educação. Para ser pedagogo, é necessário ter uma licenciatura em pedagogia. Entretanto, ele também pode lecionar, assumindo a posição de “pedagogo docente”.

Por outro lado, o professor é o profissional que leciona uma ou mais disciplinas para os alunos, em tese. Na prática, essa é uma exigência para estudantes a partir do 6º ano. Ele planeja e executa as aulas, avalia o desempenho dos estudantes, propõe atividades pedagógicas e participa de reuniões escolares. Em geral, os professores dos Anos Iniciais também possuem formação em pedagogia.

Como parabenizar um pedagogo?

 pedagoga faz pose ao lado de dois alunos para foto em escola

O Dia do Pedagogo deve ser celebrado, pois esse profissional deve ser reconhecido por sua contribuição para o desenvolvimento humano e social. Uma forma de homenagear um pedagogo é validar seu trabalho e destacar sua trajetória cotidianamente. 

Expresse sua gratidão e admiração por meio de palavras, gestos ou presentes. Escreva uma carta, um cartão ou um poema que destaque as qualidades e os feitos do pedagogo. Algumas frases que você pode utilizar são:

  • Parabéns pelo seu dia, pedagogo! Você é um exemplo de profissional que contribui para a educação. Obrigado por fazer a diferença na vida de tantos alunos e professores!”;
  • Feliz Dia do Pedagogo! Você tem um compromisso muito importante: ensinar não é apenas transferir conteúdo, mas criar possibilidades para a construção do conhecimento. Você sabe como despertar o interesse, a curiosidade e a criatividade dos seus alunos. Você é indispensável na educação!”;
  • Pedagogo, você é fundamental para o desenvolvimento humano e social. Você não apenas ensina matérias, mas também valores, atitudes e habilidades. Você contribui para formar pessoas íntegras, éticas e solidárias. Parabéns pelo seu trabalho maravilhoso!”;
  • Hoje é o dia de homenagear você, pedagogo, que tanto se esforça para oferecer uma educação de qualidade aos seus alunos. Você é um profissional competente, atualizado e comprometido com o seu ofício. Você merece todo o nosso respeito e admiração!”;
  • Pedagogo, você é um agente de transformação social. Você tem o poder de mudar vidas através da educação. Você inspira seus alunos a sonhar alto e a buscar seus objetivos. Você faz parte da história de cada um deles. Parabéns pelo seu dia!”.

Ofereça um abraço, um sorriso ou um agradecimento sincero que demonstre seu afeto e respeito pela profissão. Você também pode presentear o pedagogo com algo que tenha a ver com sua profissão ou seus interesses, como livros, canetas, agendas ou cursos.

Outra forma de homenageá-lo é apoiando seu trabalho e participando de suas iniciativas. Colabore com seus projetos, sugira ideias, dê feedbacks ou divulgue suas ações. A escola pode promover congressos e workshops com profissionais diversos da educação, a fim de incentivar debates aprofundados sobre os desafios de atuação do pedagogo.

Se envolva nas atividades educativas que ele promove ou coordena, como palestras, oficinas, cursos ou eventos. Caso seja um estudante, se torne um aluno ativo, curioso e engajado que busca aprender sempre mais.

Homenagear um pedagogo é uma forma de valorizar a educação e reconhecer seu papel fundamental na sociedade. É também uma forma de fortalecer os laços entre educadores e educandos e estimular a troca de conhecimentos e experiências.

Conclusão

O dia do pedagogo é uma oportunidade para reconhecer e valorizar o trabalho desses profissionais que fazem a diferença na educação. Para comemorar essa data, você pode enviar uma mensagem de agradecimento e parabenização aos pedagogos que você conhece ou admira. 

Você também pode compartilhar nas redes sociais algum conteúdo sobre a importância do pedagogo ou sobre sua experiência com esse profissional. E se você é um pedagogo ou está estudando para ser um, aproveite esse dia para celebrar suas conquistas e desafios nessa área tão nobre e gratificante!

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Vamos conversar sobre metodologias ativas e conhecer os modelos mais adotados?

Vamos conversar sobre metodologias ativas e conhecer os modelos mais adotados?

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Hoje, temos um pedido: imagine a cena que vamos descrever a seguir. Ao entrar na sala de aula do primeiro ano do ensino médio, antes mesmo do “bom dia”, a professora de geografia é informada por um aluno que o preço do combustível irá aumentar em função de protestos políticos responsáveis por interditarem rodovias interestaduais importantes. A fonte da informação? O smartwacth do aluno, conectado em tempo integral à internet graças ao pareamento com seu smartphone. Não bastasse compartilhar a novidade, o aluno aconselha: “professora, é melhor abastecer seu carro o quanto antes!”. Outra aluna, também conectada a um dispositivo móvel, atenta ao diálogo já faz uma rápida pesquisa e encontra endereços de postos mais próximos à escola, fornecendo itinerários para que a viagem seja a mais curta e rápida possível. A professora agradece e, tomando como ponto de partida o interesse dos estudantes, promove um debate acerca do que está sendo falado, conectando as informações fornecidas, com o conteúdo da disciplina.

Percebeu alguma familiaridade com o que tem acontecido nas escolas? Uma cena dessas é cada vez mais frequente nas salas de aula: sinais de que a transformação digital e as novas tecnologias impactam diretamente alunos e professores, conectados o tempo inteiro. A dinâmica da sala de aula também está sendo influenciada por isso e é urgente a necessidade de um novo olhar sobre os recursos de ensino-aprendizagem.

Outro aspecto que vale ser mencionado é o fato de a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) indicar que os objetivos da educação devem estar baseados na “construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea” (BNCC, 2018).

Sendo assim, a BNCC preconiza o desenvolvimento de competências, ressaltando que as decisões pedagógicas devem seguir não apenas os conhecimentos, as habilidades, as atitudes e os valores que os alunos devem dominar, mas também mobilizá-los para resolver demandas complexas da vida cotidiana e realizar o pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.

Nesse sentido, as metodologias ativas, atendem estes objetivos da educação, visto que contribuem para uma nova forma de pensar a educação: que a aprendizagem seja significativa e que os estudantes possuam papel participativo e dinâmico.

Metodologias ativas têm por objetivo colocar os estudantes no centro do processo de aprendizagem. A inovação de metodologias desta natureza está baseada em colocar os alunos e alunas como protagonistas do processo de produção de conhecimento. Sendo assim, o ensino é mais individualizado e operante, movimentando as maneiras de se relacionar com os conteúdos: o professor deve promover espaços que contribuam para o desenvolvimento dos alunos, tirando-os do papel passivo.

Vamos ver algumas formas de aplicar as metodologias ativas? Esse é o nosso foco de hoje!

Sala de aula invertida
Esta metodologia está baseada em propor que os alunos realizem uma tarefa ou pesquisa (etapa assíncrona) sobre determinado assunto antes do início da aula (etapa síncrona). Por se tratar de um modelo de aula que compreende e integra atividades síncronas e assíncronas, constitui-se como uma técnica do ensino híbrido. Na sala de aula invertida, o professor utiliza aquilo que os alunos trouxeram de fora no decorrer da aula. Podem ocorrer diversos tipos de atividades, tais como debates, resolução de dúvidas, estudo de casos etc. Nota-se que sem a participação dos alunos, a aula ficaria incompleta e, portanto, há a promoção do protagonismo dos estudantes.

Rotação por estações

Neste método, o professor prepara a sala de aula em pequenos grupos, denominados de “estações”. Esta estratégia é similar a um circuito: em cada estação ocorre uma atividade diferente, porém todas relacionadas a um tema central. As atividades propostas devem ser planejadas de forma que os estudantes possam realizá-las autonomamente; embora o professor percorra as estações dando o suporte necessário, ele incentiva que os alunos trabalhem de maneira independente. É importante utilizar recursos digitais em ao menos uma das estações propostas, criando a possibilidade de os estudantes desenvolverem a proposta por meio de diversos recursos. Quando o grupo finaliza a atividade de determinada estação, passa para a próxima, possuindo o período da aula para percorrer por todas as atividades. É importante planejar as tarefas de forma que todas tenham a mesma duração, possibilitando a rotação. Os grupos devem mudar de estação ao mesmo tempo.

Laboratório rotacional

Seguindo a estratégia de rotação por estações, no laboratório rotacional os estudantes são divididos em grupos que realizam atividades diferentes, tendo um tema central que conecta todo mundo. Os alunos são instruídos a passarem pelos grupos, havendo a oportunidade de se relacionarem com o tema proposto a partir de diferentes perspectivas. Neste modelo, a turma é dividida, geralmente, em dois núcleos: um deles realizará a atividade juntamente com o professor em algum local, não necessariamente na sala de aula; e o outro irá trabalhar autonomamente utilizando recursos digitais em outro lugar, como, por exemplo, no laboratório de informática ou na biblioteca. É importante destacar que, ao utilizar os recursos digitais, o professor poderá coletar dados sobre a aprendizagem dos alunos.

Gamificação

Termo adaptado do inglês gamification: uma metodologia ativa que utiliza características dos jogos, analógicos e digitais, para cumprir objetivos pedagógicos. O professor utiliza os elementos dos jogos (tais como pontuação, regras, fases, missões, conquistas e recompensas) como um recurso de ensino-aprendizagem. Por abordar a temática que está sendo estudada de uma forma dinâmica e divertida, com uma estética diferenciada, esta metodologia possibilita a motivação e o engajamento dos estudantes e torna assuntos que podem ser densos em materiais acessíveis e prazerosos.

Aprendizagem com base em problemas

Nessa prática, o professor utiliza um problema como disparador dos conceitos que serão estudados. De forma a privilegiar a autonomia dos alunos, a metodologia incentiva que os estudantes encontrem estratégias para a solução desses problemas, promovendo o trabalho em grupo, para possibilitar que os alunos tenham diversas perspectivas e resolvam a questão conjuntamente. Vale ressaltar que os problemas devem ser abertos, possibilitando diversas resoluções, e o processo de resolvê-los pode ser mais importante que sua solução. Cabe ao professor analisar a compreensão dos conceitos e sua utilização. Sendo assim, problemas que sejam da realidade vivida pelos alunos são mais interessantes e trazem maior engajamento, pois favorecem que os alunos se sintam envolvidos para resolvê-los.

Aprendizagem com base em projetos

Nesta prática, assim como na aprendizagem baseada em problemas, os estudantes são incentivados a solucionar uma situação-problema. Entretanto, neste caso, a solução deve ser dada por meio de um produto ou projeto. A aprendizagem com base em projetos promove o trabalho interdisciplinar e colaborativo, encoraja os alunos a elaborarem hipóteses, planos de ação e apresentação. Para propiciar o protagonismo, os problemas devem estar relacionados com o contexto real e próximo aos alunos, motivando-os a encontrarem soluções. As trocas entre grupos e com o professor são de extrema importância nesta dinâmica, permitindo a expansão dos saberes de forma ativa.

Como é possível notar, o momento em que vivemos exige novas maneiras de pensar e atuar no ensino-aprendizagem. As metodologias ativas de ensino são estratégias criativas e dinâmicas, que colocam os estudantes no centro deste processo, ocupando o papel de autores da sua história escolar. Integradas ao contexto atual, as metodologias ativas podem beneficiar a todos, professores e alunos, resultando em uma educação atual, dinâmica e divertida. Por fim, os estudantes trabalharão competências: não apenas irão saber, mas saber fazer.

Vamos incluir estas novas práticas para os próximos planejamentos?

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Neuroaprendizagem: compreendendo o cérebro e transformando a educação

Neuroaprendizagem: compreendendo o cérebro e transformando a educação

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Não é de hoje que uma das grandes questões para a qual os educadores estão sempre buscando respostas é a compreensão de como os alunos aprendem. “Por que determinado assunto foi facilmente assimilado pela maioria da classe, mas deixou alguns estudantes sem entender?” “Qual o melhor método para ensinar matemática?” “Deveríamos contar com métodos diferentes para ensinar história, por exemplo?” “Por que a sequência didática funcionou muito bem para uma turma, mas não para outra?” “O que devo fazer para meu aluno aprender?” Sim, há muitas perguntas em jogo.

Para buscar respostas, cientistas, psicólogos e professores se juntaram e, após muitos estudos, podem afirmar que o cérebro é o ponto-chave para compreender como os seres humanos aprendem.

Vale lembrar que estamos falando do mais complexo órgão do corpo humano, que tem o poder de controlar nossas habilidades de pensar, falar, sentir, ver, ouvir, lembrar, andar. O cérebro controla até mesmo a nossa capacidade de respirar independentemente de nossa vontade! São muitas as complexidades que esta poderosa peça fundamental do nosso organismo desempenha e ainda há mistérios longe de serem desvendados. Hoje, contudo, vamos explorar uma parte de um processo que os neurocientistas e os profissionais da educação estão dedicados a estudar como o cérebro se relaciona com os processos de ensino e de aprendizagem.

A expressão “vamos colocar o cérebro para funcionar” é um ponto de partida para que possamos pensar sobre como acontece o processo de aprendizagem: dependendo das situações que uma pessoa vivencia, novas sinapses podem acontecer; isto é, pode haver trocas de informações entre vários neurônios. Em outras palavras, os estímulos que uma pessoa recebe impactam diretamente seu cérebro que, por sua vez, é flexível para reagir àquilo que está acontecendo no ambiente. Conhecemos essa capacidade do cérebro de se modelar (criar, fortalecer ou modificar sinapses) por plasticidade cerebral, ou neuroplasticidade, essencial para adquirirmos uma nova habilidade ou comportamento.

Quando acontece a aprendizagem, há alterações químicas, fisiológicas e anatômicas nas redes neuronais: isso mesmo, temos uma modificação no cérebro. Em outras palavras, toda vez que aprendemos algo, o nosso cérebro se transforma. Sendo assim, quando falamos que uma pessoa “está estudando tanto, que até está saindo fumacinha da cabeça”, estamos dizendo que está ocorrendo aprendizado: sinapses estão sendo movimentadas, o cérebro está sendo transformado!

Entretanto, não pense que este processo acontece da mesma forma para todos os estudantes. Cada cérebro é resultado do acúmulo de estímulos que recebeu desde o início da vida, além do somatório de fatores da ordem biológica. Sendo assim, professores devem trabalhar com diversas estratégias para ampliar as oportunidades de aprendizado e, assim, impactar todos os estudantes.

Mas então, o que é essa tal de neuroaprendizagem?

Como já demos um pequeno spoiler, a neuroaprendizagem é combinar a neurociência (campo científico que estuda o cérebro humano, tendo como base aspectos estruturais e funcionais das redes neuronais) com a aprendizagem (processo de mudança de comportamento obtido por meio de fatores emocionais, relacionais, ambientais e neurológicos).

A neurociência existe como campo de estudos desde a década de 1970, reunindo saberes múltiplos: biologia, medicina, química, matemática, linguística, psicologia, engenharia, física e ciências da computação. Estas disciplinas ajudam a compreender como mais de 86 bilhões de células nervosas nascem, desenvolvem-se e se conectam. Dessa forma, cientistas conseguem decifrar as funções do cérebro, além do seu processo de desenvolvimento durante a vida de um ser humano.

Quando voltamos nosso olhar para a neuroaprendizagem, podemos defini-la como uma linha de estudos que coloca o cérebro como o principal pilar no processo de ensino-aprendizagem. Profissionais da Educação estão focados em compreender a atividade cerebral e seu impacto em diversas esferas que interferem na relação da aquisição de conhecimento e sua apreensão, como por exemplo, linguagem, habilidades visuoespaciais*, habilidades motoras, memória e concentração.

Outro ponto que não pode deixar de ser citado, é a associação da neurociência com o campo da psicologia: quando pensamos no impacto que as emoções causam na retenção de informação, a relação entre neurociência e aprendizagem se torna ainda mais potente. A psicologia se aprofunda nos significados que o cérebro cria, ou seja, concentra-se em compreender como as crianças e adolescentes percebem, interpretam e utilizam o conhecimento adquirido.

A neurociência na educação já é uma realidade e sua aplicação vem sendo aperfeiçoada dia após dia. Passou o tempo em que este âmbito da ciência era restrito aos laboratórios e consultórios; a neurociência está presente na formação dos professores, nas reuniões pedagógicas, nos planejamentos das sequências didáticas e, claro, nas salas de aula.

Como a neuroaprendizagem está sendo aplicada no cotidiano escolar?

Uma das contribuições mais importantes que a neurociência trouxe para a educação é que a aprendizagem humana não é resultado de um simples armazenamento de dados e informações, mas do processamento e elaboração de dados e informações que ocorreram provenientes das percepções no cérebro. Em outras palavras, para que um estudante aprenda, suas conexões neurais devem estar em constante reorganização, com os conectivos dos neurônios alterados a todo momento.

Sendo assim, o papel do professor é o de estimular não só o trabalho dos neurônios, mas o desenvolvimento das potencialidades dos alunos de forma global, pois todas as experiências que os alunos vivenciarem, poderão incitar, de maior ou menor forma, a atividade mental.

Pode-se notar que o cérebro é um sistema dinâmico, que tem grande complexidade funcional e não para de trabalhar em nenhum instante. Especialmente quando estamos dormindo, este órgão está ativo, executando funções essenciais, inclusive às relacionadas ao aprendizado e à memória. Alguns componentes são de extrema importância para que o sistema funcione, tais como os exercícios físicos, as emoções, o tempo, a motivação e a individualização. Estes e outros aspectos, cada vez mais intensamente, estão sendo estudados por cientistas e professores, pois é necessário compreender a fundo a influência que provocam no processo de aprendizagem.

Saber mais sobre as particularidades de cada um desses ingredientes que interferem no funcionamento do cérebro e no aprendizado dos estudantes é de extrema relevância quando falamos em Educação. Exploraremos mais sobre esses assuntos em outras oportunidades, mas, hoje, queremos reforçar que quanto maior for a complexidade cognitiva na geração de um comportamento, maior será a atividade mental. Para isso, é essencial contar com um ambiente de aprendizagem motivador e rico em experiências: tudo o que acontecer no ambiente de aprendizado fará parte dos elementos desencadeadores de pensamentos e raciocínios, influenciando o estudante.

Nesse sentido, nada pode passar despercebido pelo professor, todas as suas decisões e atitudes estão conectadas com o que o estudante irá vivenciar e, portanto, compor o processo ensino-aprendizagem: o conteúdo e a forma sobre o tema da aula; os estímulos visuais trazidos e dispostos em sala de aula; o vínculo que conseguir criar individualmente com cada aluno; a motivação e interesse que conseguir despertar, a partir de um estímulo; a atenção dispensada sobre determinado assunto pelo estudante. Desta forma, quando pensamos em neuroaprendizagem, a experiência vivida pelo estudante é fator-chave para o sucesso.

Para transformar a educação, devemos ter em mente que as informações, sejam elas de natureza visual, auditiva ou sensorial, assim como o comportamento do professor e de todas as pessoas que fazem parte da instituição escolar, criam circunstâncias capazes de gerar aprendizado, ativando as trocas de informações entre neurônios. O processo de aprendizagem é dinâmico e ocorre constantemente.

Depois de ler esse texto, como está o seu cérebro? Esperamos que sinapses tenham acontecido, tenha “saído fumacinha da sua cabeça” e que tenha sido possível saber um pouco mais sobre a relação entre neurociência e educação.

*Visuoespaciais: capacidades que temos para representar, analisar e manipular mentalmente os objetos

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mulher pedagoga sorri para câmera com quadro branco ao fundo

Antes de qualquer coisa, é sempre interessante nos lembrarmos de que não existe uma fórmula mágica para o aprendizado. Por exemplo, enquanto uma criança aprende melhor ouvindo uma apresentação ou assistindo a uma videoaula, outra aprende melhor a partir de atividades práticas e exemplos concretos.  Ainda que exista um conjunto de fatores que tenha validade para os grupos, podemos dizer que o processo de aprendizagem é único e individual.  

Pensando nisso, é natural que dúvidas e dificuldades se apresentem ao decorrer deste processo. Na busca pela personalização e com o objetivo de potencializar os desenvolvimentos dos alunos, cabe aos professores explorar diferentes estratégias e recursos para que suas aulas sejam cada vez mais envolventes e eficientes. Então, a pergunta de hoje é: que tal permitir que os alunos aprendam brincando?  

Qual criança não gosta de se divertir, não é mesmo? Independentemente da disciplina, essa é sempre uma ótima solução para que os alunos participem ativamente da aula e tenham prazer em aprender, em descobrir. Durante a alfabetização, por exemplo, quando as crianças têm por volta de 6 anos, há muitas novidades acontecendo de maneira simultânea. Trata-se de uma fase importante cognitiva e emocionalmente, sendo marcada, por exemplo, pelo início da construção de laços de amizade de maior duração, pela aquisição de novas habilidades e, graças à capacidade de ler e escrever, pela expansão dos mundos objetivo e simbólico.  

Além das tradicionais aulas expositivas, muitos resultados positivos podem ser alcançados por meio de jogos e brincadeiras. Por meio de sua no processo de ensino e aprendizagem, os alunos podem socializar com mais intensidade, criando vínculos que geram, por exemplo, confiança, autoestima, coragem e outros ganhos entre os pequenos. Além disso, é uma ótima oportunidade para que desenvolvam competências como a comunicação, o raciocínio lógico, a linguagem, a audição, a noção espacial, o senso crítico e a sensibilidade. Tudo isso enquanto, obviamente, obtêm progresso tanto na leitura quanto na escrita.  

“Mas como podemos inserir os jogos no dia a dia da escola?” 

Essa é uma pergunta frequente entre educadores. Por isso, preparamos algumas dicas que podem fazer toda a diferença! 

#DICA1 

Para crianças que já estão em estágios mais avançados do processo de alfabetização e precisam ganhar prática, um jogo que pode ser um grande aliado dos educadores é o famoso e velho STOP. Com essa brincadeira, os alunos irão expandir o vocabulário, treinarão bastante a escrita e darão boas risadas enquanto pensam mais rápido do que podem imaginar.  

#DICA2  

Que tal um jogo da memória com rimas? Para estimular e desenvolver a consciência fonológica das crianças. Basicamente, as crianças estarão diante de cartas com diversas imagens e o objetivo é fazer pares de rimas. Por exemplo: se a criança pega o desenho de rato, deverá pegar a carta com o desenho de gato para que a rima seja realizada.  

#DICA3 

O bom e velho Jogo da Forca pode ser utilizado para desenvolver os alunos no momento de nomear as letras e fazer inferências sobre as palavras a serem descobertas, mostrando seus conhecimentos. Uma boa ideia é realizar o jogo com palavras do seu cotidiano, como os nomes dos alunos ou objetos que fazem parte do contexto escolar.   

Dicas anotadas? Agora, é só colocar em prática! 

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