A importância dos jogos na educação emergencial

A importância dos jogos na educação emergencial

Débora Garofalo - Colunista

Débora Garofalo - Colunista

Os jogos sempre tiveram um lugar especial na educação, justamente por trazer elementos essenciais a aprendizagem, como o lúdico. E diferentemente do que imaginamos os jogos não é algo exclusivo a educação infantil e ou anos iniciais, ele pode permear todas as etapas inclusive o ensino médio. 

Quando o estudante está em contato com os jogos está mobilizando diversos conhecimentos e desenvolvendo habilidades importantes como colaboração, raciocínio lógico, resoluções de problemas, interpretando, repensando hipóteses. Assim, podemos afirmar que os jogos são uma estratégia ao processo de aprendizado por estimular a vivência do currículo e as situações do cotidiano.  

Temos uma variedade de possibilidades diante aos jogos e também modalidades como jogos de tabuleiro, games, jogos colaborativos. O ensino emergencial traz a oportunidade da escola criar, experimentar, inovar e se reinventar com a utilização dos jogos, ao favorecer a construção do conhecimento científico, proporcionando vivências reais e desafios em busca de soluções em que o estudante precisa trocar ideias e tomar decisões no jogo. 

 Precisamos olhar para as aulas emergenciais e encarar que todos somos aprendentes, e que temos a oportunidade de criar aulas, inovar e aprender muito neste processo, testando o que funciona e o que não funciona, intensificando o que deu certo ao oportunizar desafios e é aqui que entra os jogos. Essa possibilidade de desvendar pistas e aprendizados ao mesmo tempo que possibilita o engajamento em um momento que isso se faz fundamental por todo o lado negativo que a pandemia traz.  

 
 

E como possibilitar que os jogos façam parte das aulas mediadas por tecnologia?

Transforme atividades em jogos 

Para que a aula tenha um engajamento aposte transformar atividades em jogos que pode ser adivinhação, charadas, quiz permitindo que os estudantes possam exercitar o raciocínio lógico e  participar da aula de maneira ativa. 

Transforme conteúdo em atividades gamificadas 

É possível fazer das aulas um grande caça de tesouro e que tal espalhar pistas e deixar a turma decifrar o conteúdo antecipando fatos? Vale usar a imaginação, projetar pistas e imagens e pedir para que os estudantes se atentem aos detalhes, tenho certeza que eles irão amar. 

Crie jogos 

Outra possibilidade é a transformação dos conteúdos em jogos e também a possibilidade dos estudantes transformarem as atividades propostas em jogos que podem ser disponibilizados por fotos, históricos e até um mural feito por padlet

Aproximar o lúdico é necessário ao desenvolvimento integral dos estudantes e a interação permite uma aprendizagem espontânea, ao mesmo tempo que estimulada e desafiadora ocorre através de experiência,  no ritmo dos estudantes e com a troca individuais e coletivas.  

Um abraço, 

Débora

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Veja outros conteúdos

A necessidade de resgatarmos na Educação a comunidade aprendente

A necessidade de resgatarmos na Educação a comunidade aprendente

Débora Garofalo - Colunista

Débora Garofalo - Colunista

O ano de 2020 tem sido um grande aprendizado a todos. E podemos até arriscar a dizer que estamos vivendo em um mundo que não reconhecemos mais, devido a cuidados essenciais com a pandemia e o enfrentamento do distanciamento social.

Lidar com o cenário da pandemia principalmente na Educação tem sido desafiador ao mesmo tempo que nos apresenta maneiras diferentes de possibilitar novos caminhos a Educação, como a necessidade de resgatar a comunidade aprendente.

A Educação é feita a muitas mãos e envolver esses muitos atores é essencial para que possamos caminhar rumo a educação integral, pautada na equidade e na qualidade de ensino, e como dizem a teoria é maravilhosa o difícil é realmente colocarmos em prática, nada como a resiliência e a persistência e o envolvimento de ações para o exercício da comunidade que sempre está disposta a aprender.

Alguns pontos são essenciais para que possamos estimular a comunidade aprendente, nesse momento de educação emergencial, mas também no retorno gradual das aulas presenciais.

A comunidade aprendente é que aquela que dispõe que todos estão em prol de um objetivo comum e que possui responsabilidades e deveres, isso inclui a escola, estudantes, familiares e o território educativo.

Quando ingressamos em alguma comunidade, buscamos uma referência comum, como algo que nós interesse profundamente e temos várias causas e em grupos principalmente em redes sociais. A ideia é fortalecer esse conceito também a educação, priorizando algumas redes de apoio que são essenciais, pensando que teremos muito desafios para recuperar a aprendizagem do ano 2020.

Desta maneira, precisamos olhar para cada comunidade que temos dentro da unidade escolar e buscar que se transforme em uma comunidade aprendente capaz de se integrar através de projetos e que  contribua para que a educação ocorra.

Não adianta apenas temos excelentes professores e estudantes, é preciso que haja de fato uma comunidade integrada e aprendente em que todos juntos possam remar em uma mesma direção que conduza ao processo de aprendizado e que fortaleça a escola para o diálogo e que exerça uma gestão democrática, capaz de organizar espaços e se abrir para os  problemas da comunidades, envolvendo o território educativo, afinal convivência e transformação social são essências de uma boa educação que pode se limitar a apenas um ator. 

 

Deixo aqui dica de série que pode ajudar a refletir sobre esse período e a fortalecer o vínculo de uma comunidade aprendente.

Distanciamento Social: Filmada durante a quarentena, esta antologia revela os altos e baixos do dia a dia das pessoas que tentam se manter conectadas em meio ao isolamento. A série  está em exibição na Netiflix.

 

Precisamos de fato unificar a rede de apoio em prol de soluções comuns, dando segurança para que todos os atores possam contribuir para o processo, que não é feito apenas por um segmento, mas por um conjunto.

Um abraço e até a próxima,

Débora

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil, Vencedora no Desafio de Aprendizagem Criativa do MIT e considerada uma das dez melhoras professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

Veja outros conteúdos