Quais as principais tendências educacionais?

Quais as principais tendências educacionais?

compartilha-2023-tendencias-iStock-1401502941-no-texto

O início do novo ano letivo é uma realidade e estamos desejando boas-vindas para novas estratégias na Educação. Apesar de os últimos tempos já terem sido embalados por novidades, como a ampla utilização do ensino híbrido e o uso mais intenso de tecnologias em sala de aula, é inevitável que a gente se depare com mais avanços. Afinal, vivemos em um mundo que está em constante transformação e as escolas devem, sem dúvidas, acompanhar e protagonizar revoluções com o objetivo de tornar a aprendizagem um processo mais interativo, adaptável e assertivo.
Pensando nisso, listamos algumas das principais tendências educacionais para a sua organização iniciar 2023 saindo na frente:

GAMIFICAÇÃO

Com o objetivo de engajar, integrar, inovar e, claro, potencializar a aprendizagem, o uso de jogos como metodologia de ensino será tendência em 2023. Conhecido como gamificação, o ensino com base na utilização de games é cada vez mais frequente e abre espaço para que crianças e adolescentes compreendam a matéria de maneira lúdica e divertida.
Mas como os jogos podem fazer parte do material de aula? Ótima pergunta!
Quando falamos de gamificação, não estamos considerando exclusivamente games eletrônicos. Os jogos tradicionais também fazem parte dessa estratégia. Já pensou em utilizar o xadrez para trabalhar raciocínio lógico, por exemplo? Que tal jogar STOP, em inglês, com a turma para ampliação do vocabulário? No entanto, para além do uso específico de jogos, a gamificação propõe o uso de dinâmica e metodologias presentes neles (pontuação, fases, conquistas, recompensas), como recursos de aprendizagem.
Claro, a tecnologia não fica de fora e podemos fazer bom uso dela utilizando plataformas e sites. Um bom exemplo seria utilizar o digital para averiguar o conhecimento dos estudantes realizando um quiz online com perguntas sobre o conteúdo estudado. Além de promover uma atividade tradicional de forma diferenciada, o professor já terá na palma da sua mão o número de acertos e erros, podendo analisar qual conteúdo deve ser retomado. Há inúmeros sites e aplicativos que oferecem jogos educativos, como:

• Letrinhas: o jogo oferecido pelo site Escola Games brinca com as letras do alfabeto e deve ser utilizado com as crianças que estão sendo alfabetizadas. Seu principal objetivo é fazer com que os alunos aprendam a montar sílabas, consigam diferenciar consoantes e vogais, compreendam o processo de estruturação das palavras e muito mais. Clique aqui e saiba mais!
• Maior e menor da selva: no mesmo site, o jogo “Maior e menor da selva” auxilia os professores de matemática no processo de identificar as grandezas “maior” e “menor”. Gostou?

DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de depressão em crianças entre 6 e 12 anos aumentou de 4,5 para 8% nos últimos 10 anos. Os números são alarmantes e, segundo uma nova pesquisa publicada no periódico JAMA Pediatrics, pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, constataram que a pandemia do novo coronavírus causou danos à saúde mental de crianças e de adolescentes.
Sabemos que as doenças mentais não é novidade na agenda escolar, mas merecem maior atenção após esse episódio traumático. Desta forma, trabalhar as competências socioemocionais dos estudantes é primordial para o desenvolvimento da inteligência emocional e estimular suas habilidades emocionais e sociais.
“Compreender o conceito de competências socioemocionais envolve o estudo das emoções. Ao longo da história, as emoções foram abordadas de diferentes perspectivas: da neuropsicologia, da biologia, dos padrões das espécies, da psicopedagogia, da cultura etc. Dentre todas essas abordagens, aquelas voltadas para as competências socioemocionais no contexto escolar são as de interesse nesse texto por abordarem diretamente as novas diretrizes propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a proposta de Educação para o século 21 (proposta pela UNESCO) e o ensino integral.
Na BNCC, as competências socioemocionais estão presentes em todas as 10 competências gerais. Portanto, no Brasil, até 2020, todas as escolas deverão contemplar as competências socioemocionais em seus currículos. Diante dessa demanda, precisamos conhecer mais sobre a educação socioemocional.” – Base Nacional Comum Curricular, BNCC.

EDUCAÇÃO IMERSIVA

A Realidade Aumentada (RA) e a Realidade Virtual (RV) serão tendências em 2023 e proporcionarão aos estudantes experiências cada vez mais tecnológicas.
Com elas, será possível simular ações e cenários, por exemplo: durante as aulas de História sobre a Roma Antiga, que tal viajar para o passado sem sair da sala de aula e apresentar aos estudantes a arquitetura da época com todos os detalhes?
Visitar um museu em outro país e conhecer uma nova cultura já são uma realidade com a RA e a RV!

APRIMORAMENTO DA GESTÃO ESCOLAR

Não é só o ensino que está de olho no avanço, a gestão escolar também merece atenção e não só pode, como deve ser atualizada. Utilizando softwares e recursos digitais, a escola pode otimizar atividades administrativas e financeiras. Além de poder analisar o desempenho, controlar melhor as notas e a frequência dos alunos.

ENSINO HÍBRIDO

Como falamos anteriormente, o ensino híbrido já faz parte da nossa realidade, mas ainda não é totalmente estabelecido. Sendo assim, permanece sendo uma tendência para o próximo ano e continuará tendo como objetivo principal o protagonismo do aluno e a criação de um espaço no qual o estudante realiza sua própria gestão.

Preparado para 2023? Desejamos um ótimo ano letivo a todos!

Fernanda Furia
Psicóloga/ Brasil
Mestre em Psicologia de Crianças e Adolescentes.

Veja outros conteúdos

Vídeo
Atualização prática para o professor
A formação do aluno começa sempre com o desenvolvimento do professor. Pensando nisso, criamos as Formações Educatrix,…
Artigo
A necessidade de resgatarmos na Educação a comunidade aprendente
Lidar com o cenário da pandemia principalmente na Educação tem sido desafiador ao mesmo tempo que nos apresenta maneiras diferentes de possibilitar novos caminhos a Educação.
E-book
Diálogo: escola-família
Clique em Saiba mais para ler este E-Book na íntegra.
Artigo
A importância dos jogos na educação emergencial
Os jogos sempre tiveram um lugar especial na educação

Educação e Castigo

O que é castigar? É certo castigar uma criança quando ela faz algo errado?

Assista ao vídeo agora com a participação da Telma Pantano e Fernanda Furia sobre o tema Educação e Castigo.

Novos olhares sobre a lição de casa

Este mundo impactado por mudanças profundas impõe reflexões sobre a eficácia da lição de casa tradicional

Portrait of a girl taking notes in the classroom

Uma rotina sobrecarregada com excesso de deveres pode ser prejudicial para desenvolver o prazer por aprender – uma competência fundamental para a vida no século 21.

O excesso de deveres pode ser prejudicial para desenvolver o prazer por aprender

Escolas de países que apresentam altos desempenhos em Educação têm proposto formatos criativos para a lição de casa porque entendem que uma rotina sobrecarregada com excesso de deveres pode ser prejudicial para desenvolver o prazer por aprender – uma competência fundamental para a vida no século 21.

Fernanda Furia, psicóloga especialista em infância e adolescência, relata os benefícios de alguns exemplos interessantes, como a leitura pelo prazer, o brincar livre e as atividades em família. Essa é uma boa notícia para os pais – afinal, quem gosta do papel de “policial da lição de casa” quando chega do trabalho?

Os perigos da dependência tecnológica em crianças e adolescentes

As tecnologias digitais produzem um efeito hipnótico que pode nos manter por horas a fio em frente das telas.

Design sem nome (4)

Saiba ler os sinais de alerta de dependência tecnológica e entenda por que é importante ser um modelo de equilíbrio com relação ao uso das novas tecnologias.

É inegável: passamos cada vez mais tempo jogando, navegando, trabalhando e assistindo a vídeos na internet, não é mesmo? Só que o ambiente virtual nos afeta emocionalmente porque pelas redes sociais e pelos jogos temos a ilusão de aceitação e de interação social. Além disso, essas ferramentas produzem um efeito hipnótico que pode nos manter por horas a fio em frente das telas.

Fernanda Furia, psicóloga especialista em infância e adolescência, faz um alerta: “Para crianças e adolescentes que ficam horas na frente do computador ou do celular está se fechando uma janela de oportunidade no desenvolvimento que não se abrirá mais”. Eles deixam de brincar, de fazer atividades ao ar livre e de estabelecer conexões reais com as pessoas e com o mundo para ficar diante de uma tela.

Saiba ler os sinais de alerta de dependência tecnológica e entenda por que é importante ser um modelo de equilíbrio com relação ao uso das novas tecnologias. “Esse é um dos caminhos poderosos para proteger nossos filhos dos riscos e também para aproveitar as oportunidades inéditas que surgirão com o avanço tecnológico”, diz Fernanda no novo vídeo.

O papel do professor quando assume o espaço de curador em nome de experiências que levem à aprendizagem

O papel do professor quando assume o espaço de curador em nome de experiências que levem à aprendizagem

o-papel-do-professor-no-texto

Hoje, a geração dos chamados “nativos digitais” não é capaz de imaginar como era a vida antes da existência de ferramentas e dispositivos, como Google e smartphones, respectivamente. E o que dizer, então, das famosas enciclopédias, que muitos de nós tivemos como importante fonte de pesquisa na hora de realizar trabalhos escolares quando éramos estudantes? Há, entre os mais jovens da geração Z, aqueles que sequer tiveram contato com clássicos da literatura em sua forma física. Esses são apenas alguns indicativos de como a maneira como nos relacionamos com os gestos de ensinar e aprender mudou radicalmente e segue em constante transformação em função de transformações macro, capazes de alterar hábitos e comportamentos de toda uma sociedade. Diante desse cenário, há que se pensar que mudam também os perfis e os papéis do professor, que, mais do que nunca, se vê na desafiadora posição de curador.

Pode-se dizer, inclusive, que o professor curador é um símbolo da educação no Século 21, um período pautado pela hiperconectividade. O papel desse profissional tão essencial para qualquer sociedade vai além de “filtrar” conteúdos confiáveis para que possam ser disseminados entre os alunos. Também é dele a responsabilidade de fazer com que os discentes desenvolvam a habilidade de julgar, por conta própria, o que é ou não é válido em meio à chamada “infodemia” nascida com a internet: o fluxo infinito de informações que se espalha em alta velocidade na rede, muitas vezes sem checagem adequada.

Nem todo conteúdo é rei

Em 1996, Bill Gates, fundador do verdadeiro império chamado Microsoft, escreveu um artigo intitulado “Content is king” (“conteúdo é rei”). Nesse texto, ele falava a respeito de suas visões sobre a importância do conteúdo na era da internet. A frase que dá nome ao artigo se tornou célebre e, basicamente, previu o mundo em que vivemos hoje: quando o assunto é o universo online, os criadores de conteúdo são a força motriz da produção cultural e, também, financeira. Mas, como em outras esferas da vida, para cada conteúdo de qualidade, há incontáveis outros sem qualquer embasamento. Pior: há outros tantos que nem mesmo têm compromisso com a verdade. Não à toa, a expressão “fake news” tornou-se corriqueira e muito utilizada especialmente em tempos recentes, de eleições (em 2017, foi inclusive eleita “palavra do ano” pelo prestigiado dicionário Collins).

Nesse contexto, a figura do curador passou a ganhar cada vez mais importância. Para se ter uma base de comparação, nos bastidores de aplicativos como o TikTok, por exemplo, há times de curadores responsáveis por destacar conteúdos com mais potencial de engajamento. Nem todo trabalho de seleção do que vai pegar fica a cargo de algoritmos e associações ao acaso.

Os nativos digitais crescem com todo o conteúdo do mundo à disposição, a apenas um clique de distância: de informação a filmes, passando por música e toda sorte de entretenimento. Mas esses jovens muitas vezes não estão mental e intelectualmente equipados para selecionar o que é de fato um conteúdo de qualidade e, em inúmeras situações, nem mesmo distinguir o que é verídico. Um exemplo dessa inabilidade frente ao oceano de conteúdo na internet veio sob a forma de um número alarmante: em 2021, informações do relatório “Leitores do século 21: desenvolvendo habilidades de alfabetização em um mundo digital”, divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostraram que 67% dos alunos brasileiros de 15 anos (quase sete em cada dez) não eram capazes de diferenciar entre fatos e opiniões. O relatório foi feito com base nos resultados do Pisa 2018 (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes).

Pandemia e a disseminação do ensino EAD

A necessidade do ensino a distância durante a pandemia de Covid-19 escancarou ainda mais a importância de o professor abraçar o papel de curador. Com o processo de aprendizagem ocorrendo majoritariamente no ambiente online, o docente se viu diante da necessidade de encontrar as melhores ferramentas para a disseminação de conhecimento por meio de dispositivos que trazem a tecnologia com grande mediadora do processo de aprendizagem. Coube a ele fazer a curadoria não só do conteúdo que melhor se adaptava a esse contexto, como também curar as ferramentas digitais mais adequadas.

O professor curador é parte essencial dos paradigmas educacionais da atualidade: sai de cena a figura do “mestre”, posto que é assumido pela figura do “facilitador”, do “orientador” e, claro, do curador.

O que mudou, afinal?

O uso da internet no meio educacional, maior a cada dia que passa, promove uma alteração crucial nos processos de aprendizagem: antes, o professor era visto como o principal detentor de dados/informações e era responsável por transmitir essas informações aos estudantes. Hoje, dados e informações estão disponíveis em larga escala para qualquer pessoa com acesso a dispositivos conectados à internet. Isso não significa, no entanto, que qualquer um pode se tornar autodidata se tiver acesso ao Google. É aí que entra o professor como um orientador, como aquele que irá facilitar a construção de conhecimento por parte dos estudantes ao guiá-los frente à vastidão de informações disponíveis. É também nesse contexto que é possível enxergar a importância de o professor atuar como curador.

O perfil do professor curador

O professor curador é um profissional em constante atualização. Para oferecer a melhor trilha de conteúdo e as melhores ferramentas aos alunos, é preciso que ele próprio estude de maneira constante, mantendo-se à frente do que acontece no universo acerca da disciplina lecionada. “Trilha”, aliás, é uma palavra-chave: o professor curador é responsável por selecionar conteúdos que facilitam ao aluno criar uma trilha individual de aprendizado. “Mais interessante que elaborar novos conteúdos, o professor curador direciona seus esforços para identificar conteúdos existentes e elaborar uma trilha para o aprendizado dos jovens”, resumiu Miguel Thompson, ex-Diretor Acadêmico da Fundação Santillana no Brasil, morto em 2021.

A aprendizagem ativa serve muito bem a esse contexto: usando os materiais propostos pelo professor curador, o aluno pode ser guiado a assumir uma postura ativa na busca e na implementação do conhecimento de maneira prática. Também é importante que os conteúdos selecionados para as aulas sejam instigantes, para engajar os alunos.

Além da curadoria propriamente dita, esse “novo” professor deve buscar algumas outras habilidades, entre elas: capacidade de liderança por meio do exemplo (já que a figura do professor autoritário é ultrapassada), competências socioemocionais (para guiar os alunos no desenvolvimento da empatia e no gerenciamento de emoções, ambas caract
erísticas valorizadas no mercado de trabalho atual) e interdisciplinaridade (para implementar a resolução de problemas por meio da transversalidade entre diferentes áreas de conhecimento).

Experiências de aprendizagem

No momento em que o professor passa de detentor exclusivo do conhecimento para facilitador da aprendizagem, nasce a necessidade de se  pensar a respeito de como fazer com que o aluno aprenda de fato. O paradigma do “estudar para decorar”, por exemplo, caiu por terra: o que se busca hoje é que seja construído conhecimento que de fato sirva ao aluno.

Sai a “decoreba”, entram novas possibilidades, como a aprendizagem ativa. Fazer com que o aluno se torne o centro do processo de aprendizagem é um dos caminhos para o professor como curador. Nesse cenário, o professor oferece ao aluno as ferramentas para que ele deixe de lado a postura passiva de ouvinte e participe de atividades que o façam pensar de maneira prática sobre determinado assunto, disciplina ou problema.

É importante ter em perspectiva que todo professor faz curadoria em um momento ou outro. Mas, no contexto de assumir de fato a postura de professor curador, deve-se olhar para o processo da curadoria e para os objetivos desse processo. Trocar experiências com outros professores também pode ser muito valioso.

Como se faz curadoria

O conhecimento amplo, profundo e atualizado sobre um assunto, aliado à capacidade de análise crítica e ao poder de decisão é o mix que faz de alguém um bom curador. No processo curatorial, há três etapas básicas: pesquisa, seleção e divulgação/compartilhamento. O professor deve realizar esse ciclo sempre tendo em mente qual tipo de conteúdo tem maior possibilidade de atrair e engajar os alunos, sem deixar de servir ao que é proposto pela instituição de ensino e currículo da disciplina em si.

Formando cidadãos com capacidade analítica e crítica

Na era das fake news, é essencial ao professor formar cidadãos com capacidade crítica e analítica, capazes de encontrar fontes confiáveis, analisar dados por conta própria e embasar opiniões por meio de pesquisa.

Como exposto acima, o curador precisa ser um exímio conhecedor do objeto da curadoria, visto que ele é responsável por selecionar o que há de mais representativo dentro de um determinado universo. O mesmo fenômeno ocorre com o professor curador: muito depois de ter se formado em uma determinada área, esse profissional precisa se manter estudando, atualizado no que ocorre em seu campo de pesquisa, para assim proporcionar uma aprendizagem contemporânea. Mas não é apenas isso. O professor curador deve formar “curadores” em potencial. Não no sentido de carreira profissional, mas num sentido mais amplo e, talvez, mais urgente: é preciso que esses jovens tenham a capacidade de filtrar as informações que recebem, fazendo também uma espécie de curadoria antes de tomar algo como fato ou de repassar uma informação ao seu círculo social.

Veja outros conteúdos

Vídeo
Atualização prática para o professor
A formação do aluno começa sempre com o desenvolvimento do professor. Pensando nisso, criamos as Formações Educatrix,…
Artigo
A necessidade de resgatarmos na Educação a comunidade aprendente
Lidar com o cenário da pandemia principalmente na Educação tem sido desafiador ao mesmo tempo que nos apresenta maneiras diferentes de possibilitar novos caminhos a Educação.
E-book
Diálogo: escola-família
Clique em Saiba mais para ler este E-Book na íntegra.
Artigo
A importância dos jogos na educação emergencial
Os jogos sempre tiveram um lugar especial na educação

Como estimular a leitura em jovens digitais?

Como estimular a leitura em jovens digitais?

estimular-jovens-digitais-no-texto

Em um mundo com tanta oferta de estímulos e informação, como criar e incentivar o hábito da leitura entre as crianças e os jovens? Como estabelecer as condições necessárias para que um livro – ou qualquer outro produto cultural baseado na escrita – possa ser consumido de forma equilibrada pelos indivíduos frente à praticidade e ao entretenimento encontrados, por exemplo, nas redes sociais e nos streamings de conteúdo audiovisual?

“Questões tão complexas não costumam apresentar respostas definitivas, o que pode ser visto como um convite para testarmos diferentes abordagens e, assim, desenharmos estratégias customizadas para cada pessoa ou grupo de pessoas”, comenta Leonardo Rabelo, Gerente de Serviços Educacionais da Santillana Educação.

“Especialmente em um país como o Brasil, pautado por uma enorme diversidade de hábitos e costumes, temos que estar dispostos a colocar em prática ações que se complementem e que tenham relação direta com o universo da criança e do jovem que queremos atrair para o contexto da leitura”, complementa Leonardo.

Pensando nisso, preparamos um grupo de dicas para quem quer aumentar a comunidade de leitores no país!

  • • Assuma o papel do influenciador – Isso mesmo: seja o leitor que você quer ver nas outras pessoas! Em um cenário marcado por relações cada vez mais horizontais, as referências podem ser mais eficientes do que os pedidos. Em outras palavras: demonstrar, genuinamente, o seu prazer e os benefícios que a leitura traz para você deve ser o primeiro passo para despertar a curiosidade nas crianças e nos jovens, que naturalmente estão em busca de inspiração.
  • • Curadoria de histórias que fazem sentido para quem lê – Na hora de indicar uma leitura, fuja do padrão, das listas já conhecidas e surpreenda-se! Ao nos desvencilharmos da ideia de que apenas os clássicos têm valor, por exemplo, ampliamos as possibilidades de encantar as pessoas. Em vez de pensar “o que eu gostaria de ler?”, coloque-se no lugar da outra pessoa e imagine o que vai fazer sentido para ela.
  • • Longo prazo – Criar o hábito da leitura é proporcionar à pessoa um estilo de vida que possa lhe acompanhar em todas as etapas de sua jornada. Por isso, mais do que a preocupação inicial com as “quantidades”, faça questão de proporcionar momentos de qualidade.
  • • Faça uso das tendências – Que tal intercalar o fichamento dos pontos mais importantes com a criação de um Reels ou um vídeo nos moldes do que fazem sucesso no TikTok? Inclusive, há muitos influenciadores digitais especializados em leitura e eles certamente podem ser uma ótima fonte de inspiração para quem vive antenado nas redes sociais.
  • • Abrace as tecnologias – Estimule experiências em que a tecnologia desempenha um papel interessante para quem busca a leitura. Para os pequenos, por exemplo, é possível explorar aplicativos que geram mais interatividade e imersão ao longo da história. Para os jovens, os aparelhos de leitura digital podem ser ótimas companhias para deslocamentos e passeios.
  • • Incentive a escrita – Assumir o protagonismo na contação de histórias é uma ótima pedida! Afinal, além de um grande estímulo à criatividade e várias outras habilidades relacionadas à escrita, ao terem a sensação de que também são autores, as crianças e os jovens se sentem mais próximos dos homens e mulheres que dão vida aos livros que chegam até eles.

Veja outros conteúdos

Vídeo
Atualização prática para o professor
A formação do aluno começa sempre com o desenvolvimento do professor. Pensando nisso, criamos as Formações Educatrix,…
Artigo
A necessidade de resgatarmos na Educação a comunidade aprendente
Lidar com o cenário da pandemia principalmente na Educação tem sido desafiador ao mesmo tempo que nos apresenta maneiras diferentes de possibilitar novos caminhos a Educação.
E-book
Diálogo: escola-família
Clique em Saiba mais para ler este E-Book na íntegra.
Artigo
A importância dos jogos na educação emergencial
Os jogos sempre tiveram um lugar especial na educação